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sábado, 16 de junho de 2012

A sebe do meu jardim (IV)


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Figura central, visto de outra perspetiva, surge novamente nesta imagem o zimbro do meu último post.
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Relativamente às espécies vegetais que constituem a minha sebe, apresento aqui duas novidades: no canto inferior esquerdo da fotografia um grupo de gilbardeiras (Ruscus aculeatus); no canto superior direito uma giesta branca (Cytisus multiflorus).
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O meu sanganho explode de cor, frente ao envergonhado mas não menos florido rosmaninho. Com o seu véu florido, a giesta branca este ano já me presenteou – noutro post falarei sobre isso. As bagas carnudas do zimbro, alegria para a passarada, já iniciaram o seu desenvolvimento. Também designada de azevinho menor, a gilbardeira com os seus frutos rubros, no jardim e quiçá numa jarra lá de casa, chamará a atenção lá mais para o Natal.
Rafael Carvalho / jun2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Florescem os meus rododendros


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Estão em início de floração os meus rododendros - tenho dois pequenotes no meu jardim. São da espécie Rhododendron ponticum, autóctones no nosso território.
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Com o seu ar bombástico, o jardineiro menos informado facilmente o confundiria com qualquer outra espécie exótica. Efetivamente a nível mundial, a maioria das espécies de Rhododendron habita zonas pluviosas de clima subtropical, principalmente no maciço dos Himalaias.
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O Rhododendron ponticum, relíquia do Terciário, proliferava outrora em vastas extensões da Europa. Atualmente encontra-se apenas em núcleos residuais do Sudeste Europeu e parte da Ásia Menor, bem como na Península Ibérica - Serra do Caramulo, Serra de Monchique e em Cadiz, Sul de Espanha. Foi introduzido nas ilhas britânicas onde é considerado uma espécie invasora (e nós aqui a lutarmos pela sobrevivência dos nossos últimos exemplares!).
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Veja os Rododendros do Caramulo e de Monchique, no seu ambiente natural, clicando respetivamente aqui e aqui.
Rafael Carvalho / mai2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cravo-do-monte (Armeria transmontana)






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Foi no litoral, de onde sou originário, que tive o meu primeiro contacto com as plantas do género Armeria, Armeria maritima no caso. A Armeria maritima já é amplamente usada em jardinagem, sem que muitos dos que a aplicam saibam trata-se de uma planta autóctone.
Residente no Alto-Douro, desconhecia a existência na região de um endemismo do mesmo género botânico, a Armeria transmontana, conhecida popularmente por cravo-do-monte.
Quando circulo de automóvel, dou por mim vezes sem conta a vasculhar as valetas e taludes, margens da estrada. Afianço contudo que tal ação não é patológica. Foi numa dessas sondagens que contactei na Serra de Montemuro com o cravo-do-monte. Posteriormente já o detetei em muitas outras zonas do Alto-Douro.
O valor estético do cravo-do-monte é inegável e a sua resistência também. Tenho-o plantado no meu jardim autóctone, onde fotografei os espécimes acima expostos. Os meus cravos-do-monte já se reproduzem, contribuindo para fomentar a biodiversidade local.

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Nome vulgar: Cravo-divino; Cravo-do-monte
Família botânica: Plumbaginaceae
Nome científico: Armeria transmontana
Distribuição Geral: NW Península Ibérica
Distribuição em Portugal: Norte interior e Centro interior.
Habitat: Matagais e rupícola
Floração: Maio - Julho
Características: Atinge 25 a 30 cm de altura, com folhas lineares formando almofadas junto ao solo. Possui flores rosadas com um pedúnculo bem destacado. As flores persistem durante bastante tempo depois de secas, sendo visíveis em cada floração as flores do ano anterior. Tem um grande interesse ornamental, podendo ser plantado em diferentes substratos.
Rafael Carvalho / mai2012 

sábado, 28 de abril de 2012

Roselha-grande (Cistus albidus)



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Só podemos admirar aquilo que conhecemos. A roselha-grande (Cistus albidus) foi para mim uma descoberta relativamente recente.
No Douro, onde habito, foi junto à Barragem de Bagaúste que pela primeira vez tive contacto com esta planta. Num mortório (designação local dada aos terrenos ocupados por matos mediterrânicos autóctones, após cessar o cultivo da vinha), lá estava ela. Provocante, vestida de cor-de-rosa, como poderia eu não reparar na roselha? Posteriormente encontrei-a noutros locais do Douro, sendo relativamente abundante e facilmente identificável na primavera, pela exuberância das suas flores.
No meu jardim autóctone tenho várias cistáceas. Com a roselha-grande (as imagens são do meu jardim), enriqueci a minha coleção.
Parece que não sou o único a apreciar as cistáceas. Infelizmente contudo, dão-lhes mais valor
em países onde não ocorrem espontaneamente, sendo frequentes por exemplo nos jardins londrinos.
Como acontece com as outras cistáceas, as flores da roselha-grande são muito efêmeras – duram apenas um único dia. Contudo, como a planta é muito prolífera em flores, sucedem-se em catapulta, permanecendo a roselha florida durante várias semanas.

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Nome vulgar: Roselha; Roselha-grande; Roselha-maior.
Família botânica: Cistaceae.
Nome científico: Cistus albidus
Distribuição Geral: Oeste da Região Mediterrânica.
Distribuição em Portugal: Douro e depressões anexas; Região do Oeste; Centro interior; Sul interior.
Habitat: Matos, matagais e terrenos incultos.
Floração: abril a junho.
Características: Perenifólia. Arbusto muito ramificado que atinge 1 m de altura, de cor verde pálida prateada, aveludada. As suas flores são cor-de-rosa, daí o seu nome, com 4 a 6 cm de diâmetro. Como acontece com as restantes cistáceas, o seu fruto é uma cápsula que encerra um grande número de sementes. Cresce em qualquer tipo de solo mas prefere os solos calcícolas. É muito ornamental e pode ser usada em jardins mediterrânicos, rústicos e
rochosos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Florescem as minhas videiras


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Já estão em flor as minhas videiras.
Tendo por pano de fundo a parede da minha casa, a jovem videira da imagem será parte integrante de uma futura ramada.
As ramadas ou latadas estão enraizadas na paisagem nortenha.
Não só pelo ensombramento mas também por efeito da evapotranspiração, pretendo que a minha ramada alivie a canícula duriense no pino do verão.
A história da cultura da vinha no Alto Douro é muito antiga. Reporta à pré-história, como atesta a descoberta de vestígios de grainhas de “Vitis vinifera” na estação arqueológica do Buraco da Pala, perto de Mirandela, datadas do século XX a.C.!
Rafael Carvalho / abr2011

sábado, 21 de abril de 2012

Explodiram os rosmaninhos do meu jardim…



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Explodiram (de cor) os rosmaninhos do meu jardim. Plantados há dois anos, revelam agora o seu intenso vigor.
A custo zero, transplantei-os da valeta diretamente para o jardim.
Quanto a manutenção, nada de água, apenas uma poda lá para o outono. A poda é indispensável na conservação da sua exuberância.
Nesta altura do ano é grande o frenesim em torno dos rosmaninhos. Abelhas, abelhões e outros insetos úteis acotovelam-se. Disputam o néctar entre si.
No meio dos rosmaninhos (Lavandula stoechas) plantei sanganhos (Cistus psilosepalus). Brevemente também estes me presentearão com as suas alvas flores. Adquiridos na berma, custaram o mesmo que os rosmaninhos.
Rafael Carvalho / abr2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A sebe do meu jardim (III)


(clique na imagem para ampliar)
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Continuo mostrando aspetos da sebe do meu jardim. Pela primeira vez surgem o rosmaninho e o zimbro oxícedro.
O rosmaninho é frequente na região. Já quanto ao oxícedro, existem na zona vários exemplares selvagens cuja dimensão, tendo em conta os meus recursos – pá, picareta e enxada, não permite o seu transplante.

Desde sempre sonhei ter um zimbro no meu jardim, arbusto emblemático no Douro. Resolvi o problema trazendo dois pequenos exemplares de Valpaços, aquando da visita a casa de um amigo.
Para além de garantir a preservação da Natureza, as sebes naturais ajudam a manter as características culturais da paisagem.
Rafael Carvalho / abr2012

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A sebe do meu jardim (II)



(clique na imagem para ampliar)
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Na sequência da floração dos meus abrunheiros-bravos, mostro as presentes imagens.
Os arbustos à direita já aqui tinham aparecido num post anterior.
O meu terreno tem duas frentes para duas estradas, cada frente com perto de uma centena de metros de extensão. De forma gratuita, embora com muita dedicação e trabalho, plantei nas duas frentes uma sebe com arbustos autóctones - várias dezenas de espécies.
O uso de arbustos autóctones permite uma maior interação com a fauna local, por lhes fornecer não só abrigo como também alimento.
Uma sebe formada por espécimes vegetais autóctones é interessante em qualquer altura do ano: as diferentes espécies não florescem todas ao mesmo tempo; as flores presentes têm cores e formas diversas; umas plantas são de folha caduca, enquanto outras possuem folha persistente; no outono surgem os frutos;….
Como as plantas autóctones estão perfeitamente adaptadas às condições locais, não carecem de cuidados especiais na sua manutenção. Após o primeiro ano dispensam a rega.
Os arbustos autóctones, obtive-os no monte a custo “zero”.
Espero que o meu jardim tenha um papel ativo na manutenção da biodiversidade local.
Rafael Carvalho / abr2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Serra da Boneca em Flor






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Sobranceira ao rio Douro, a Serra da Boneca localiza-se em Penafiel. Andei por lá este fim de semana.
Fiquei completamente alucinado com a paleta de cores com que a serra se encontrava pintada.
Apesar de variada a paleta, o predomínio de cor repartiu-se contudo entre o dourado da carqueja e o rosado da urze.
Rafael Carvalho / abr2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

A sebe do meu jardim (I)



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O meu jardim começa a florir.
À esquerda um tojo facilmente identificável pela sua intensa cor. À direita um alecrim, também em flor. Quer um quer outro são visitados por abelhões, insetos que estão na linha da frente entre os primeiros a despontar após o frio invernal.
Ainda vai nu o marmeleiro. O rei não está só!
O medronheiro já possui os frutos com os quais presenteará a passarada no próximo inverno.
Quanto à giesta e à roselha, só mais tarde irão florescer. E ainda bem, para que haja sempre motivo para uma visita.
Rafael Carvalho / mar2012

sábado, 3 de março de 2012

Plantei mais um azevinho no meu jardim


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Plantei mais um azevinho no meu jardim. Já possuía três pés, dois meninos e uma menina.
Os meninos resultaram de uma sementeira que em tempos fiz. Ora como todos sabemos, apesar de indispensáveis à reprodução sexuada, os rapazes não frutificam.
A fêmea que até agora possuía, comprei-a num viveiro de rua. Frutos dá e em abundância mas o diabo da planta não se desenvolve! Julgo tratar-se de um cultivar que valoriza a proliferação de bagas em detrimento do porte.
Ora o pé que agora plantei é um rebento direto de um azevinho fêmea descendente de espécimes selvagens autóctones. A improvisada, robusta, fértil e altiva mãe encantou-me. Geneticamente tenho o que pretendia. Se as condições ambientais forem favoráveis, daqui a alguns anos terei uma prenda de Natal diferente.
Apesar dos constantes mimos, não quero correr riscos. E se o meu novo pé não vingar?
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Prevendo essa eventualidade envasei outros dois pés, gémeos do primeiro, clones da mãe.
O vaso da esquerda contém um pé enraizado. O vaso da direita é uma simples estaca – já agora quero ver se funciona. Imitando o que se passa na natureza, vou mantê-los afastados da luz direta.
Rafael Carvalho / mar2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tojos em floração



O meu jardim é povoado quase exclusivamente por espécies da nossa flora autóctone.
Relativamente às plantas autóctones, sou tudo menos preconceituoso, tendo diferentes espécies de tojo no meu jardim.
Na imagem um Ulex europaeus, atualmente em floração. O espécime foi por mim plantado e acarinhado. Como qualquer outra planta recém-transplantada, também o meu tojo teve de ser regado. Num desses atos de rega, fui abordado por um vizinho. O pobre homem reagiu como se eu estivesse a matar a sede ao próprio demónio. Furioso, dizia-me ele: eu regava bem o tojo era com herbicida! Em jeito de provocação, ainda lhe cheguei a perguntar se queria que lhe desse alguma semente…

Decididamente o valor ornamental do tojo ainda não foi reconhecido no nosso país. Confesso que o meu jardim foi o primeiro lugar onde o vi plantado. O facto de posteriormente ter admirado um canteiro de tojos nos Jardins da Gulbenkian, em Lisboa, prova que se estou louco pelo menos não estou sozinho.
Rafael Carvalho / fev2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Erva-besteira (Helleborus foetidus)



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Localizada no Alto-Douro, a região de Armamar, onde resido, ainda possui verdadeiros tesouros para quem gosta de se embrenhar na natureza.
Matos mediterrânicos, galerias ripícolas, …
Tenho-me virado ultimamente para os cursos de água, muitos deles temporários, que sulcam o concelho em direção ao Douro.
Foi numa dessas saídas que me deparei com a planta da segunda imagem, desconhecida para mim até então. Pertencia esta planta a um núcleo de outras iguais localizado junto à cascata da primeira imagem. O local é bastante húmido, com diferentes espécies de fetos, musgos e hepáticas à mistura, um verdadeiro parque Jurássico. No local também identifiquei uma população de prímulas (Primula acaulis), coisa rara para estes lados.
Como sempre acontece nestas situações, não descansei até descobrir a identidade de tal espécime. A internet nestas coisas dá algum jeito…
Verifiquei tratar-se da erva-besteira ou erva-dos-besteiros. Como é das primeiras plantas a florir, logo em Dezembro, os galegos chamam-lhe erva-chaveira já que tem a chave da Primavera!
Por ser bastante ornamental, parece que no estrangeiro é muito usada em jardinagem. Com menor frequência também parece ser usada por cá.
Como entretanto descobri a planta noutros cursos de água da região, plantei alguns pés numa zona sombreada do meu jardim autóctone. Não parece estar a dar-se mal!…
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Nome vulgar: Besteira; Erva-besteira; Erva-dos-besteiros; Heléboro-fétido
Família botânica: Ranunculaceae
Nome científico: Helleborus foetidus
Distribuição Geral: Oeste e Sul da Europa e Norte de Marrocos
Distribuição em Portugal: presente em todo o país, exceto no Baixo Alentejo e Algarve
Habitat: Relvados húmidos, ruderal e rupícola
Floração: dezembro a junho
Características: Erva perene, rizomatosa, que atinge até 1 metro de altura. Renova-se a cada dois anos. O cunho de fétida surge-lhe no nome científico, facto não confirmado por mim. Segundo se consta a planta é muito tóxica tendo sido outrora usada como vermífugo e como repelente de piolhos.
Na altura da floração, visível na fotografia, a planta tem dois tons de verde: verde escuro para as folhas, compostas; verde claro para as hastes florais, pétalas incluídas. O contraste de tons torna a planta muito ornamental. A textura da folhagem confere um contraste muito interessante.
Rafael Carvalho / jan2012

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Gilbardeira (Ruscus aculeatus)



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Estranhamente, o valor ornamental da gilbardeira ainda não foi devidamente reconhecido. Não é fácil encontrá-la em jardins.
A gilbardeira, com os seus frutos vermelhos, é particularmente decorativa na época natalícia que hora atravessamos.
Tenho várias gilbardeiras no meu jardim e estou satisfeito com isso. Propagei-as por divisão do rizoma, no início da primavera. Parece que também é fácil propagar a gilbardeira por semente.
Durante muito tempo a gilbardeira intrigou-me – aparentemente as suas flores, e posteriormente os seus frutos, pendiam do meio das folhas. Coisa estranha! A resposta a este enigma virá mais à frente.
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Nome vulgar: gilbardeira; erva-dos-vasculhos; Gilberdeira; pica-rato; azevinho-menor
Família botânica: Ruscaceae
Nome científico: Ruscus aculeatus
Distribuição Geral: S Europa, Hungria, Turquia e Macaronésia (Açores)
Distribuição em Portugal: praticamente em todo o país
Habitat: Matos e sub-bosques. Prefere os locais frescos e sombrios, não aguentando contudo as geadas em altitudes mais elevadas. Tolera razoavelmente a seca. Surge com frequência nas florestas de sobreiro, de azinheira e de carvalho-roble
Folhagem: persistente
Floração: março a julho
Maturação dos frutos: de agosto a março
Características: Trata-se de um pequeno arbusto de porte compacto que pode atingir 1 m de altura.
O que na gilbardeira aparentam ser folhas são na realidade expansões do caule, designadas por cladódios. É nessas formações que despontam as flores e se formam os frutos, bagas globosas, vermelhas quando maduras.
As raízes e rizomas da gilbardeira são usados em fitoterapia, no tratamento de hemorroidas e varizes. A sua raiz é usada como diurético. Por ser uma planta muito resistente, é usada no fabrico de vassouras.
É muito ornamental e pouco exigente.
Rafael Carvalho / dez2011

domingo, 27 de novembro de 2011

Medronheiro (Arbutus unedo)

Foto 1 - Medronheiro monumental em Armamar
  Foto 2 - Fruto do medronheiro (medronho)
Foto 3 - Floração do medronheiro
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Quanto aos medronheiros, tenho-os no meu jardim.
Nesta altura do ano são estremamaente decorativos. Com os seus frutos suspensos, rubros, os medronheiros fazem-me lembrar pequenas árvores de natal.
Para quem pretende ter um medronheiro no seu jardim, o método mais fácil de o propagar consiste em transplantar uma árvore jovem da natureza, o que não é dificil de obter nas regiões onde existem medronheiros. No Douro, onde habito, quem faz saibramentos de terras, a pedido de um amigo lá vai arranjando um ou outro medronheiro, nalguns casos de grandes dimensões...
Quando plantei o meu primeiro medronheiro, tive uma desilusão - tendo-lhe caído as folhas, estado em que se manteve durante um ano, dei-o como morto. Curioso é o facto de ter ressuscitado, com novas rebentações junto à base!
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Nome vulgar: medronheiro; morangueiro; ervedeiro; êrvedo; êrvodo
Família botânica: Ericaceae
Nome científico: Arbutus unedo
Distribuição Geral: Irlanda, S Europa, N África, Palestina e Macaronésia
Distribuição: todo o país exceto nas zonas alpinas
Habitat: matos e matagais
Folhagem: persistente
Características: arbusto ou pequena árvore que pode atingir os 18 metros de altura.
A floração dá-se no Outono. Os frutos (medronhos) em forma de baga globosa com cerca de 20-25 mm de diâmetro são comestíveis. Os medronhos demoram um ano a amadurecer, coabitando os frutos do ano anterior com as flores do próprio ano. Inicialmente os medronhos são amarelos, depois vermelhos na maturação. Após fermentação o medronho é utilizado no fabrico de aguardente.
Toda a planta é muito ornamental pelo seu porte, folhagem e fruto – o medronheiro sabe-se enfeitar.
Rafael Carvalho / nov2011