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sábado, 2 de novembro de 2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Espaços Verdes e Jardins Sustentáveis

Margarida Costa 
Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve 
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(…) São os nossos espaços verdes e jardins realmente amigos do ambiente?
(…)A escolha do elenco vegetal centrado em espécies autóctones ou mediterrâneas reduz a manutenção dos jardins, pois são espécies bem adaptadas às condições ecológicas locais, com necessidades hídricas reduzidas e menos susceptíveis a pragas e doenças. 
A grande quantidade de espécies autóctones existentes, arbóreas, arbustivas e herbáceas, torna-as valiosas como plantas ornamentais, utilizadas quer em jardins formais quer informais. Estas plantas apresentam valor ornamental, pela diversidade de cores, formas, texturas, portes, cheiros, floração prolongada, além de que algumas podem ser utilizadas como condimentares ou na preparação de infusões aplicadas a terapias diversas. (…)

Aceda ao artigo completo clicando aqui.

domingo, 27 de outubro de 2013

Loendro na despedida…



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Expondo as últimas flores deste ano, os meus loendros (Nerium oleander) ainda dão ar da sua graça.
Espécie ripícola, no Sul do país é fácil encontrar o loendro a marginar linhas de água.
Aqui no Norte não ocorre naturalmente. Curiosamente também aqui forma linhas serpenteantes,… no separador central da autoestrada.
A troco de nada, a sua longa floração alegra qualquer espaço, motivo pelo qual é amplamente usado em jardinagem.
Rafael Carvalho / out2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

ROCALBA - SEMENTES DA FLORA IBÉRICA

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Da empresa Rocalba, entre espécies nativas e exóticas, o presente catálogo apresenta sementes de muitas das plantas presentes na Península Ibérica:
- Árvores e Arbustos;
- Restauro e Recuperação Paisagística;
- Espécies de Dunas, de Litoral e Costeiras.
- Aromáticas e Medicinais;
- Aromáticas, Medicinais e Condimentares Biológicos.
Em formato pdf, aceda ao catálogo clicando aqui.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sabugueiro (Sambucus nigra)







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Durante muito tempo, o sabugueiro foi para mim uma planta desconhecida. Deslocado por motivos profissionais da Beira Litoral para o Alto-Douro, margem Sul no caso, mais dia menos dia a minha ignorância deixaria de o ser. No Douro-Sul, concelhos de Tarouca, Armamar, Moimenta-da-Beira e Lamego, em verdadeiros pomares monoespecíficos o sabugueiro é disciplinarmente cultivado como qualquer outra fruteira. Também é visto a bordejar campos agrícolas de outras culturas. O seu fruto, aqui denominado por “baga”, após seco é exportado para países como a Alemanha. O sabugueiro tem aplicações nas indústrias farmacêuticas, agroalimentar, têxtil e cosmética.
Uma vez identificada esta espécie autóctone, rapidamente me apercebi dos locais onde naturalmente ocorre - orlas de matagais, sebes marginando linhas de água, outros locais húmidos e sombrios, ruínas…
Autóctone e com importância económica na região, no meu jardim o sabugueiro não poderia faltar!

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Nome vulgar: bieiteiro, candelheiro; canineiro; flor-de-sabugueiro; galacrista; rosa-de-bem-fazer; sabugo; sabugueiro; sabugueiro-negro; sabugueiro-preto.
Família botânica: Adoxaceae.
Nome científico: Sambucus nigra.
Distribuição Geral: grande parte da Europa, Cáucaso, Oeste e Sudoeste da Ásia; subespontânea na Argélia, Tunísia, Açores e Madeira.
Distribuição em Portugal: Norte, Centro e Sul interior, também presente no Algarve.
Habitat: bosques e matas de terreno fértil; ornamental; ripícola; sebes e margens de campos; locais húmidos e sombrios.
Floração: março – junho
Características:
Arbusto ou pequena árvore lenhosa de 2 a 5 m, mais raramente até 10 m de altura. O caule do sabugueiro possui casca cinzento-acastanhada e verrugosa. Tem ramos quebradiços, com medula branca. Caducifólio, possui folhas opostas, pecioladas, com 5 a 7 folíolos compridos e serrados, pontiagudos. As flores são pequenas e numerosas, regulares, branco-amareladas, aromáticas, dispostas em grandes cimeiras planas. O fruto do sabugueiro é uma baga negra com 3 a 4 sementes.
O sabugueiro é muito decorativo e de grande beleza em quase todas as estações do ano. As suas flores alimentam variados insetos úteis. As flores dão origem a soberbos cachos de bagos pretos muito procurados por diversos pássaros que ajudam a dispersar as sementes. O sabugueiro é pois um aliado na expansão da biodiversidade do jardim. Tolera a poluição atmosférica, a geada e a neve bem como os sítios costeiros. É resistente à poda. Indiferente edáfico, apesar de preferir solos húmidos também resiste aos secos. Satisfeito e contente com a meia-sombra, suporta contudo o sol direto. O sabugueiro tanto pode ser plantado em maciços como em sebes campestres. Propaga-se facilmente por estaca no outono ou por divisão no inverno; pode também propagar-se por sementeira na primavera; renova bem pelo cepo.
Rafael Carvalho / out2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Hora da poda, no meu jardim...








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Chegou a hora da poda para alguns dos arbustos do meu jardim.
De acordo com a proximidade a casa, o meu jardim tem duas zonas distintas - a mais afastada com aspeto selvagem; a mais próxima com ar domesticado. Ambas as zonas possuem, quase em exclusividade, plantas da nossa flora autóctone.
Após a poda, a zona "domesticada" adquire um aspeto mais organizado e formal (e logo eu que nunca gostei de fatos!). Quando a primavera regressar, as plantas rejuvenescidas emitirão novos rebentos e novas hastes florais - a zona será naturalmente liberta de formalismos. O contraste assim imposto quebra a indesejável monotonia no meu jardim.
Para plantas como o rosmaninho a poda é mesmo uma necessidade. Sem ser podado o rosmaninho envelhece muito precocemente, o que obrigaria a frequentes replantações.
Sargacinhas, tojos, sargaços e rosmaninhos são podados em semiesfera. Apelido carinhosamente os meus tojos de bolinhas de picos.
Aquando da poda, tenho o cuidado de não deixar entrelaçadas plantas de espécies diferentes. Mantenho assim a individualidade de cada uma. Asseguro desta forma que a competição entre diferentes espécies não coloca em risco a diversidade vegetal no meu jardim.
Destroçados em pequenas dimensões, os desperdícios da poda deixo-os no próprio local. Sobre eles coloco um manto espesso de caruma. O efeito de palhagem, mulching para os ingleses, previne o aparecimento das ervas, aumenta a fertilidade do solo e contribui para a preservação da humidade. As poucas ervas que nascem deixam-se arrancar com facilidade.
Quanto à caruma, obtenho-a de borla nos pinhais das redondezas.

Rafael Carvalho / out2013

sábado, 12 de outubro de 2013

Carvalho, roble do meu jardim...




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Crescem a olhos vistos os carvalhos do meu jardim.
Aqui no Alto-Douro, Cima-Corgo onde resido, coabitam naturalmente três das espécies a que o povo português chama de carvalhos – carvalho roble (Quercus robur); carvalho negral (Quercus pyrenaica); carvalho português (Quercus faginea).
São de carvalho roble as imagens que ora apresento. Apenas não possuo (por enquanto), nenhum exemplar de carvalho português.
Relativamente às restantes quercíneas do território português, possuo-as todas - exceção feita para o carrasco da Arrábida e para o carvalho de Monchique.
Apesar de ainda serem novos, este ano os meus carvalhos produziram muita bolota. Neste celeiro vivo adivinho a alegria da passarada, gaios incluídos. Ficarei contente se os meus carvalhos vierem a albergar uma ou outra vaca-loura (Lucanus cervus), o maior escaravelho da Europa. 
Rafael Carvalho / out2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Espinhoso ramo de cardos...





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Não tendo flores de corte no meu jardim, continuo a improvisar.
Desta feita surpreendi a minha mulher com um espinhoso ramo de cardos. Estando já secas as flores, não corro o risco de murcharem!...
Rafael Carvalho / out2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Muros de Pedra - um incremento na biodiversidade do jardim








Dependendo das condições ambientais, um muro poderá albergar uma ou várias espécies do género Sedum.
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Os muros de pedra sempre me fascinaram e, tal como o Vinho do Porto, quanto mais velhos melhor!

No Alto-Douro, onde resido, ilha de xisto como já lhe chamaram, os homónimos muros são parte integrante da paisagem, extensão da rocha que lhe serve de substrato.
Os velhos muros constituem verdadeiros microcosmos, pequenos mundos em miniatura. Paraíso para alguns seres vivos, constituem um verdadeiro inferno para os menos adaptados.
Substrato pobre, com longos períodos de carência hídrica, altas temperaturas no verão e exposição frequente ao vento…
…musgos, líquenes, hepáticas, selaginelas, líquenes, fetos, avencas, avenquinhas, saxífragas, umbigos-de-vénus, seduns, ranúnculos, heras e madressilvas - apenas um punhado de plantas consegue sobreviver nas condições que um muro oferece. Nos muros as plantas distribuem-se de acordo com as suas preferências em termos de humidade e exposição ao sol. Cada planta tem a sua estratégia para fazer face à falta de água - armazenamento da água da chuva e da humidade atmosférica nas plantas carnudas, reprodução num curto espaço de tempo, revestimento piloso que ensombra e reduz a evaporação…


Especialmente nos locais mais húmidos, a presença de musgo num velho muro de pedra é um dado adquirido.

As hepáticas também podem estar presentes.

Entre invertebrados, répteis e anfíbios, os velhos muros também podem albergar alguns espécimes da fauna local. Nos meus muros são frequentes as lagartixas e um ou outro sardão, verdadeiros sentinelas, guardiães no meu castelo. E eu a espreitar…
Os interstícios entre as pedras permitem a nidificação de uma ou outra ave. Um casal de chapins-azuis todos os anos me presenteia nidificando num dos muros do meu jardim.
Os muros também podem servir de refúgio a pequenos mamíferos – ratos, musaranhos, …. No muro de suporte ao meu pátio criei uma caixa-abrigo para um ouriço caixeiro.
Espreitando entre as pedras de um muro, o simpático roedor da imagem deixou-se fotografar a curta distância. Senti-me na altura como se tivesse fotografado um elefante, um rinoceronte ou mesmo uma girafa em plena savana africana!…

O meu jardim é parcialmente limitado por muros de pedra que reconstruí. Superiormente os muros possuem uma camada de terra, misturada com lascas de xisto – a litologia local. As lascas de xisto contribuem para que a terra, suporte da vida, não seja varrida pela chuva. Também as próprias plantas ajudam a fixar a terra.


Muro novo vira velho. A colonização das paredes verticais de um muro é iniciada pelos líquenes.

Muito confusos ficaram os meus vizinhos quando reconstruí os meus velhos muros de xisto. Vasculhei as redondezas na procura de plantas, especialmente do género Sedum, com que os colonizei. Estas aparentemente frágeis plantas servem de alimento a pequenos animais que ali residem ou passam. Disse-me uma velha e boa senhora a dado momento: ó caro senhor, julgo que está enganado! Olhe que essas plantas não são de pôr, são de tirar!!!...

Douradinhas e avencões, …
…polipódios, 
…fentilhos,
… avencas negras e
… avenquinhas. São muitas as pteridófitas presentes nos nossos muros.

Pois a quem pretende fomentar a biodiversidade no seu jardim, dou um conselho: evite os muros uniformemente rebocados. Num muro rebocado, castrado pelo cimento, não conseguirá mais do que um envergonhado líquen ou musgo, a pedir desesperadamente para ser pintado. Os muros de pedra são como um prolongamento das vertentes rochosas, escarpas e penhascos. Agora que a jardinagem vertical está na moda, lembre-se que os interstícios dos muros de pedra permitem que a flora e a fauna autóctones, rupícola, fissurícola e /ou cavernícola se instale. Com alguma terra à mistura, um simples amontoado de pedras poderá ter o mesmo efeito. E que belos são os rústicos muros da aldeia…

Conchelos rimam com muros velhos.

Algumas espécies de plantas: avenquinha (Anogramma leptophylla); avenca-negra (Asplenium adiantum-nigrum); avencão (Asplenium trichomanes); fentilho (Asplenium billotii); alfinete (Centranthus ruber); douradinha (Ceterach officinarum);  ruínas (Cymbalaria muralis);   polipódio-do-norte (Polypodium vulgare); azeda-romana (Rumex induratus);  ranúnculo-das-paredes (Ranunculus ollissiponensis); quaresma (Saxigraga spathularis); uva-de-gato (Sedum hirsutum); arroz-das-paredes (Sedum forsterianum); arroz dos telhados (Sedum album); Selaginela (Selaginella denticulata); umbigo-de-vénus ou conchelo (Umbilicus rupestris);…
Rafael Carvalho / set2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Flor de Murta - Viveiro de Autóctones

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"A Flor de Murta foi constituída com o objectivo de preservar e divulgar a flora portuguesa, a sua biodiversidade, o uso de técnicas e processos sustentáveis de construção de espaços verdes e de salvaguarda dos recursos naturais.
No nosso viveiro propagamos em modo biológico espécies características do clima mediterrânico, incluindo plantas autóctones e aquelas que melhor se adaptam ao nosso clima e aos nossos solos e as que, sendo rústicas, dão maiores garantias de sucesso na sua instalação.

Damos o apoio necessário na instalação e manutenção de jardins e no desenvolvimento de projectos de arquitectura paisagista e levantamento da vegetação."
Palavras da associação Flor de Murta.
Aceda ao viveiro clicando aqui ou aqui.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Zelha (Acer monspessulanum)




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Tive o meu primeiro contacto com a zelha numa das minhas muitas visitas ao Jardim Botânico da Utad – Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro. Delicada e formosa, fiquei rendido à sua beleza.
Em posteriores incursões pelo território duriense, em ambiente natural localizei algumas bolsas contendo esta espécie vegetal. Atualmente, entre as plantas autóctones do meu jardim a zelha ocupa lugar de destaque - adoro as suas cores outonais; voando ao vento os seus frutos lembram-me pequenos helicópteros; de porte arbustivo não foi difícil encaixar a zelha no meu jardim.
Parece que não sou o único admirador desta planta. Em Lisboa a Loja de História Natural adotou-a como logotipo. 
A zelha e o padreiro são as duas únicas espécies do género Acer nativos no território português.
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Nome vulgar: Ácer-de-Montpellier; Bordo-de-Montpellier; Zelha.
Família botânica: Sapindaceae.
Nome científico: Acer monspessulanum.
Distribuição Geral: Centro e Sul da Europa, Noroeste de África e Sudoeste da Ásia
Distribuição em Portugal: Alto-Douro e depressões anexas; também se refere a sua presença no Sabugal, nas Serras do Açor, Candeeiros, Montejunto e Arrábida.
Habitat: Ocorre em matos e bosques caducifólios, por vezes mistos. Ocorre em locais secos, por vezes pedregosos. Embora também ocorra em solos siliciosos, prefere solos calcários ou xistosos.
Floração: março – abril
Características:
De folha caduca trata-se de um arbusto de copa arredondada, ramificada desde a base. Raramente ultrapassa os 10 metros de altura. Possui ritidoma cinzento e liso, tornando-se mais rugoso com a idade. Com longos pecíolos as suas pequenas folhas são opostas, trilobadas, de rebordo inteiro e contorno ovado, verde-escuras na página superior, glaucas por baixo. As suas flores são verde-amareladas, pendentes. Os seus frutos providos de asas constam de uma dupla sâmara.
Exibindo uma interessante coloração outonal este bordo é muito ornamental. Pode ser usado em sebes corta-vento, em grupo formando tufos ou pode ainda ser plantado isolado em pequenos jardins. Suporta bem a poda. Rústico, é resistente ao frio e à falta de água. Deve ser plantado em zonas com exposição direta ao sol. Propaga-se facilmente por semente ou por mergulhia.
Rafael Carvalho / set2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Orelha-de-mula (Alisma plantago-aquatica)





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Quando a dado momento tentei identificar a planta que hoje apresento, deparei-me com o seu nome comum – orelha-de-mula. Ora dado o formato das suas folhas, não poderia pois ser mais adequado este seu nome vernáculo.
No meu lago tenho vários exemplares de orelha-de-mula. Contrastando com a restante vegetação, esta espécie vegetal alegra o espaço. Os penachos floridos dão uma ajuda.
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Nome vulgar: Orelha-de-mula; alface-dos-arrozais; alisma; colhereira; colhereiro; coresia; erva-alface; erva-couveira; pão-de-rã; tanchagem, tanchagem-aquática; tanchagem-da-água; tanchagem-de-água.
Família botânica: Alismataceae
Nome científico: Alisma plantago-aquatica
Distribuição Geral: grande parte da Europa
Distribuição em Portugal: todo o país
Habitat: Ripícola. Vive em locais húmidos e encharcados – arrozais, valas, margens de rios, lagos, lagoas, pântanos, …
Floração: Maio – setembro
Características:
Erva vivaz com 20 a120 cm de altura, com folhas emergentes em roseta basal, geralmente ovadas ou ovodo-elíticas, por vezes lanceoladas ou triangulares, de 2 a 6 vezes mais compridas do que largas, com longos pecíolos. As suas gemas de renovo desenvolvem-se debaixo de água. Possui flores diminutas com 3 pétalas, brancas, rosadas ou lilases, reunidas em hastes florais muito ramificadas.
Muito ornamental em lagos, é pouco exigente quanto à qualidade do solo - se for rico em matéria orgânica, a haste floral será ainda mais bela. Não necessita de grandes cuidados. Suporta muito bem os rigores do inverno. Reproduz-se facilmente por sementeira ou por divisão do talo.
Rafael Carvalho / set2013