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sábado, 24 de janeiro de 2015

O Quê?!

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Apresento-vos o quê (Q) do meu jardim. Quê de letra Q e não quê “do quê?”. Confirme-se o que digo pela observação da imagem.

O espaço apresentado vagou pela morte de uma salva purpúrea, uma das muitas aromáticas presentes na minha horta ajardinada.

O espaço envolvente à minha casa, tem sido planeado tendo a ecologia como máxima. A minha horta biológica é nesse espaço apenas uma das peças. Com as plantas aromáticas atraio os insetos úteis, polinizadores e predadores de pragas. Se o ambiente se mantiver equilibrado, ganha a minha dispensa.

Relativamente a pragas, não tem sido fácil lidar com as lesmas. Alturas existem em que comem tanto como eu, menos mal. Porém, noutras ocasiões comem mais do que eu, destruindo por completo as pequenas plântulas que não chegam a vingar.


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É sabido que os anfíbios são bons predadores de caracóis e lesmas. Tenho introduzido alguns deles na horta, que contudo não se têm fixado. Possuo um lago com uma boa comunidade de anfíbios, infelizmente distante da horta. Acabadinho de construir, é neste contexto que surge O Quê. Trata-se de uma dorna plástica com aproximadamente 300 litros de capacidade. A perna do quê, um esteio de xisto, é um ponto de fuga para possíveis náufragos; também servirá de pouso à passarada sedenta.

A boiar já tenho um vaso de esferovite com juncos. Lá mais para a frente, O Quê será presenteado com um nenúfar.
Rafael Carvalho / jan2015

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Pré-dormência…

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Debaixo do nevoeiro, adormece o meu lago.
Com a proximidade do inverno, a parte aérea das plantas vai definhando. Já não se houve o coaxar das rãs. Já não vejo o voo rasante das libelinhas.
Em pleno verão, era o meu lago o único ponto de água das redondezas, verdadeiro íman para as aves. Onde param elas agora?!
Rafael Carvalho / nov2014

domingo, 28 de setembro de 2014

O meu lago na entrada do outono…





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Se no meu jardim existem locais onde se sente o pulsar das estações, o meu lago é um deles. Com o início do outono, o verde das plantas vivazes vai perdendo intensidade.
Quem não quer desistir são os meus nenúfares! Brevemente porém também eles cederão. Quando o inverno chegar nada deles restará à vista. Apenas sobreviverão os seus rizomas enterrados no lodo.
Quem por ora não quer perder um raio de sol, são as muitas rãs que por aqui pululam. O seu cantar deixou de se ouvir já em meados do verão. Para o ano haverá mais.
Rafael Carvalho / set2014

domingo, 16 de março de 2014

Salgueiro florido...



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Está em flor o salgueiro do meu charco.

As flores do salgueiro lembram-me os tentáculos urticantes da anémona. Na Beira Litoral, de onde sou natural, chamam-lhes bichaneiras, uma alusão à forma de bicho, anémona ou não.
Rafael Carvalho / mar2014

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Continua gelado, o meu jardim…

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Todos os anos, pelo outono, presenteiam-me as zelhas com o colorido das suas folhas. Surgem desta vez debruadas a gelo, acentua-se o espetáculo!

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A superfície do meu lago encontra-se congelada. Tabuas, lírios, juncos diversos,… a vegetação circundante aparentemente jaz sem vida.
Puro engano, lá para a primavera dos rizomas e raízes brotarão vigorosos rebentos!
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Com um aspeto curioso está o meu tojo-gatenho (Ulex micranthus). Vestido de branco, parece mais manso (ou será menos bravo?).
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As minhas giestas parecem transformadas em finas peças de cristal.
Tudo isto é efémero. Um ligeiro aumento de temperatura e tudo se vai…
Rafael Carvalho / dez2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Última flor, do meu charco...

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Última flor do meu charco, por este ano entenda-se.
Brevemente do nenúfar só restará o vaso. No interior do recipiente, o nenúfar (Nymphaea alba) enfrentará o repouso invernal. Ressuscitará de novo no alvor da primavera.
Também presente nesta imagem, o caniço (Phragmites australis) seguir-lhe-á os passos. No nosso território, um e outro estão presentes em ambientes aquáticos de água doce estagnada ou de corrente fraca (remansos de rios, charcos, lagoas). No meu jardim um e outro não poderiam faltar.
Rafael Carvalho / nov2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Orelha-de-mula (Alisma plantago-aquatica)





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Quando a dado momento tentei identificar a planta que hoje apresento, deparei-me com o seu nome comum – orelha-de-mula. Ora dado o formato das suas folhas, não poderia pois ser mais adequado este seu nome vernáculo.
No meu lago tenho vários exemplares de orelha-de-mula. Contrastando com a restante vegetação, esta espécie vegetal alegra o espaço. Os penachos floridos dão uma ajuda.
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Nome vulgar: Orelha-de-mula; alface-dos-arrozais; alisma; colhereira; colhereiro; coresia; erva-alface; erva-couveira; pão-de-rã; tanchagem, tanchagem-aquática; tanchagem-da-água; tanchagem-de-água.
Família botânica: Alismataceae
Nome científico: Alisma plantago-aquatica
Distribuição Geral: grande parte da Europa
Distribuição em Portugal: todo o país
Habitat: Ripícola. Vive em locais húmidos e encharcados – arrozais, valas, margens de rios, lagos, lagoas, pântanos, …
Floração: Maio – setembro
Características:
Erva vivaz com 20 a120 cm de altura, com folhas emergentes em roseta basal, geralmente ovadas ou ovodo-elíticas, por vezes lanceoladas ou triangulares, de 2 a 6 vezes mais compridas do que largas, com longos pecíolos. As suas gemas de renovo desenvolvem-se debaixo de água. Possui flores diminutas com 3 pétalas, brancas, rosadas ou lilases, reunidas em hastes florais muito ramificadas.
Muito ornamental em lagos, é pouco exigente quanto à qualidade do solo - se for rico em matéria orgânica, a haste floral será ainda mais bela. Não necessita de grandes cuidados. Suporta muito bem os rigores do inverno. Reproduz-se facilmente por sementeira ou por divisão do talo.
Rafael Carvalho / set2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Está por ora silencioso, o meu charco…







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Relativamente ao meu jardim, gosto de partilhar os meus sucessos. Julgo contudo também vantajoso expor as minhas experiências negativas, contribuindo para que outros não passem por elas.
Após ter construído o meu charco, para uma rápida instalação, colonizei-o artificialmente. Consciente da problemática das invasões biológicas, a colonização foi feita com plantas e animais recolhidos nos habitats aquáticos mais próximos. Trazidos da Beira Litoral, minha região de origem, os nenúfares foram a única exceção.

Há talvez dois anos, numa incursão a um curso de água próximo, detetei a presença de lagostins. Conhecia os lagostins presentes na Beira Litoral – lagostins vermelhos da Louisiana. Estes pareciam-me diferentes. Tinha conhecimento histórico de no Alto-Douro existirem os chamados lagostins-de-pés-brancos, uma espécie autóctone. Transportei meia dúzia de lagostins para o meu lago.
Ora este ano e nesta primavera comecei a verificar que os meus nenúfares tinham folhas e flores bastante roídas. Outras espécies de plantas tinham simplesmente desaparecido. Também verifiquei existirem rãs com as patas mordidas (conferir imagem acima). Quando numa noite observava o charco com uma lanterna, conclui já não ter apenas meia dúzia de lagostins – tinham-se reproduzido. Alguns dos lagostins presentes tinham grandes dimensões. Quando os capturei ainda pequenotes tinham o exosqueleto descolorado, provavelmente por terem mudado recentemente de “casca” – fui irresponsável, deixei-me enganar. Afinal eram lagostins vermelhos da Louisiana, uma espécie invasora.
Felizmente, os lagostins vieram de um curso de água próximo. Já instalados na região, não quero contudo contribuir para a sua dispersão.
Para me ver livre dos lagostins, vazei o lago - mantive-o seco toda a semana passada. Espero que esta ação seja suficiente para eliminar os lagostins em todos os estágios de desenvolvimento. Secar o lago agora no verão minimiza a possibilidade de dispersão dos lagostins pela região. 
Entre os lagostins que fui apanhando à lanterna e os que apanhei quando vazei o lago, contei aproximadamente 50. Não havia juvenis nem fêmeas com ovos presos. Os lagostins aguardam agora na arca congeladora pelo próximo arroz de marisco.
Quanto às rãs, aquando da secagem do charco capturei nove, só duas delas sem qualquer lesão induzida pelos lagostins.
Por não ter condições de alojamento à altura, as rãs capturadas foram devolvidas a uma ribeira próxima.
No passado fim-de-semana enchi finalmente o charco, que aparentava estar totalmente desidratado. Curiosamente, à exceção de uma menta-de-água que aparentemente morreu, as restantes plantas resistiram bem à secagem do charco. Para minimizar a hipótese dos vasos dos nenúfares albergarem algum hóspede indesejado, os nenúfares depois de bem lavados foram reenvazados com terra nova.
No dia em que enchi o charco, aparentemente do nada surgiram três rãs – tinham sobrevivido a uma semana sem água. Espero que a mesma sorte não tenham tido os lagostins.
Tenho saudades do coaxar das rãs, música que certamente há-de voltar.
Rafael Carvalho / jul2013

domingo, 9 de junho de 2013

Lírio-amarelos-dos-pântanos, outra vez…




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A vida continua...
Este ano os meus lírios-amarelos-dos-pântanos tornaram a dar ar da sua graça!
Ouro para os meus olhos e para quem na rua passa, entre tabuas, espadanas-de-água, juncos e outras que tais, as margens do meu lago não seriam as mesmas sem o brilho e a cor desta espécie de lírio aquático.
Rafael Carvalho / jun2013

sábado, 11 de maio de 2013

Desponta o meu charco…


As rãs já cantam. 
Após a invernia, desponta o meu charco. Brevemente fervilhará de vida. 
Rafael Carvalho / mai2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Enquanto a primavera não chega...






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Enquanto a primavera não chega ao meu jardim, o inverno vai dando ares da sua graça. 
Na primeira imagem um alecrim, o mesmo que apresentei a alguns dias atrás. 
O meu lago consta nas imagens do meio. Adormecido pelo inverno, rapidamente fervilhará de vida mal o calor comece a despontar. 
Na última imagem uma giesta-branca. Os botões florais, já entumecidos, surgem perdidos no seio da neve.
Rafael Carvalho / fev2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dia Mundial das Zonas Húmidas, no meu jardim…



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Foi comemorado ontem, 2 de fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Húmidas. 
Notonectas, alfaiates, libelinhas, carochas-de-água, caracóis-de-água, escorpiões aquáticos, donzelinhas, … são muitas as espécies de invertebrados presentes no meu lago. 
Lá mais para o verão, quando a água escassear noutros locais, à semelhança do que aconteceu nos anos anteriores será um vai e vem de aves sedentas. Relativamente a outros vertebrados, na superfície da água espreita por vezes uma ou outra cobra-de-água viperina. Com as omnipresentes rãs verdes, os anfíbios ocupam contudo um lugar de destaque. Já mais discretos são os tritões marmoreados, que também por lá habitam. 
Ontem no meu jardim, as festividades do Dia Mundial das Zonas Húmidas tiveram contudo um gosto especial. Vi junto ao meu lago, pela primeira vez, uma salamandra-de-pintas-amarelas, verdadeiro tigre entre os urodelos. Fotogénica deixou-se fotografar. 
Num jardim com plantas autóctones, sem barreiras, é ver a bicharada chegar… 
Rafael Carvalho / jan2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

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Na margem do meu charco, estão em início de floração os salgueiros do meu jardim. Orvalhados, os amentilhos já espreitam.
Rafael Carvalho / jan2013

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O frio chegou, também ao meu lago…




 

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O frio chegou ao meu lago. No estrado, o verde vai sendo substituído pelo branco do gelo.
É necessário preparar a chegada do Inverno. Na região onde habito, a superfície da água chega a ficar congelada dias a fio. O gelo tem uma grande força destrutiva e pode causar estragos.
Um garrafão de água parcialmente submerso, ajuda a aliviar as tensões exercidas sobre as margens.
Mesmo em pleno outono, folhas de árvore no lago não há. Instalei-o longe das árvores e com isso poupo tempo na sua remoção.
Tabuas, lírio-amarelo-dos-pântanos, caniços, … há muito a parte aérea destas plantas se finou. Só farei porém a sua remoção lá mais para o fim do inverno, altura em que dos rizomas brotarão novas folhas. Até lá serve a folhagem de abrigo à bicharada, até porque os insetos também têm direito à vida! Há outro propósito em manter a folhagem – quando a superfície do lago está congelada, como se de uma palhinha se tratasse, facilita as trocas gasosas com o fundo do lago.
Rafael Carvalho / dez2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Bunho (Schoenoplectus lacustris)




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Usando uma linguagem simplificada poderei dizer que o bunho é uma espécie de junco gigante. Esse gigantismo permitia que outrora na região da Beira Litoral, de onde sou natural, fosse usado na construção de
esteiras. Na casa dos meus avós, os colchões de palha eram dispostos sobre esteiras pelo que desde cedo contactei com esta planta. Em várias regiões do país é usado para empalhar mesas e cadeiras.
As imagens que apresento foram capturadas na Lagoa da Vela, concelho da Figueira da Foz.
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Nome vulgar: bunho ou bonho
Família botânica: Cyperaceae Nome científico: Schoenoplectus lacustris Distribuição Geral:
Distribuição em Portugal: em todo o território mas sobretudo no Centro e Sul do país.
Habitat: é comum em áreas húmidas e alagadiças, como riachos de baixa energia, lagoas, pântanos e pauis.
Floração: junho - setembro
Características:
O bunho é uma espécie de junco. Erva vivaz, tem caules redondos, verdes, lisos e sem folhas. As folhas, em forma de tira, são todas submersas. As flores apresentam-se em conjuntos pouco densos de espiguilhas ovais vermelhas-acastanhadas, perto do topo dos caules. Cresce em maciços densos, cobrindo largas áreas sobre as águas.
Possui potencial ornamental pela sua corpulência, robustez e beleza das suas inflorescências. Pode servir para marginar lagos especialmente nas suas zonas de ocorrência natural.
Rafael Carvalho / set2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tabua (Typha sp.)


 

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Não consigo imaginar um lago ou um curso de água de corrente fraca sem a presença da tabua. As suas flores em forma de espiga são inconfundíveis. Sobre um cilindro inferior de cor canela - a espiga feminina, um outro cilindro mais pequeno - a espiga masculina. A floração dá-se de Maio a Agosto. O meu filho diz que a tabua tem um chouriço em cima.
São várias as espécies de tabuas presentes no território nacional: Typha angustifolia; Typha latifolia; Typha domingensis…  A distinção entre elas não é fácil.
Tratam-se as tabuas de ervas palustres vivazes, emersas, com rizomas rastejantes subaquáticos. Os seus caules são simples. As folhas são lineares e planas.
Crescem em pântanos, valas e margens de linhas de água de corrente fraca. Toleram pequenos períodos de secura. Podem formar comunidades densas – os chamados tabuais.
Dependendo da espécie, as tábuas podem ultrapassar os 3 m de altura.
Das raízes às flores, segundo parece, são comestíveis.
As duas primeiras fotografias obtive-as no meu lago. A última fotografia retrata um tabual na Lagoa da Vela, concelho da Figueira da Foz.
Usadas em lagos de jardim as tabuas têm um grande interesse ornamental. Necessitam contudo de mondas frequentes por se revelarem extremamente colonizadoras.
Rafael Carvalho / set2012