quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Conhecer e preservar as florestas - Guião de Educação Ambiental

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Este guião resulta de um trabalho de parceria entre a ex-DGRF e a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, e assume-se como um contributo valioso para o domínio da educação ambiental e florestal.
Destina-se aos educadores e docentes, disponibilizando um conjunto de materiais pedagógicos de apoio à exploração desta temática em contexto escolar.
Descarregue o documento (2,7 Mb) clicando aqui.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Carvalho roble em Entre-os-Rios



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Foto: Carvalho roble – Quercus robur
Descobri o carvalho da imagem por um mero acaso. Com 24 metros de diâmetro de copa e 3,5 metros de perímetro à altura do peito, encantou-me o personagem.
Imaculadamente são, a pujança deste exemplar é absolutamente avassaladora. Não conheço na região outro capaz de lhe fazer frente.
Quantos anos terá? Que histórias sob a sua copa terá testemunhado?
Rafael Carvalho / dez2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Sobreiro, Árvore Nacional de Portugal

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“Hoje, dia 22 de dezembro, pelas 12 horas e 36 minutos, o Parlamento português aprovou, por unanimidade, o Projeto de Resolução que institui o sobreiro como a Árvore Nacional de Portugal.
 (…)
 É um dia histórico para Portugal ou, como tão bem disse hoje, no Parlamento, o deputado Miguel Freitas:
.
A partir de agora, sempre que se abaterem sobreiros, não se abate apenas uma espécie protegida, abate-se um símbolo da nação..
(…)
 Viva o sobreiro!”.
 Texto e foto retirados do site da associação “
Árvores de Portugal”.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Boas Festas

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Foto: Gilbardeira / Ruscus aculeatus

Gilbardeira (Ruscus aculeatus)



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Estranhamente, o valor ornamental da gilbardeira ainda não foi devidamente reconhecido. Não é fácil encontrá-la em jardins.
A gilbardeira, com os seus frutos vermelhos, é particularmente decorativa na época natalícia que hora atravessamos.
Tenho várias gilbardeiras no meu jardim e estou satisfeito com isso. Propagei-as por divisão do rizoma, no início da primavera. Parece que também é fácil propagar a gilbardeira por semente.
Durante muito tempo a gilbardeira intrigou-me – aparentemente as suas flores, e posteriormente os seus frutos, pendiam do meio das folhas. Coisa estranha! A resposta a este enigma virá mais à frente.
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Nome vulgar: gilbardeira; erva-dos-vasculhos; Gilberdeira; pica-rato; azevinho-menor
Família botânica: Ruscaceae
Nome científico: Ruscus aculeatus
Distribuição Geral: S Europa, Hungria, Turquia e Macaronésia (Açores)
Distribuição em Portugal: praticamente em todo o país
Habitat: Matos e sub-bosques. Prefere os locais frescos e sombrios, não aguentando contudo as geadas em altitudes mais elevadas. Tolera razoavelmente a seca. Surge com frequência nas florestas de sobreiro, de azinheira e de carvalho-roble
Folhagem: persistente
Floração: março a julho
Maturação dos frutos: de agosto a março
Características: Trata-se de um pequeno arbusto de porte compacto que pode atingir 1 m de altura.
O que na gilbardeira aparentam ser folhas são na realidade expansões do caule, designadas por cladódios. É nessas formações que despontam as flores e se formam os frutos, bagas globosas, vermelhas quando maduras.
As raízes e rizomas da gilbardeira são usados em fitoterapia, no tratamento de hemorroidas e varizes. A sua raiz é usada como diurético. Por ser uma planta muito resistente, é usada no fabrico de vassouras.
É muito ornamental e pouco exigente.
Rafael Carvalho / dez2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Briófitos e Líquenes: Habitantes discretos da Floresta


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Desde o dia 29 de Novembro, a Sala Azul do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, acolhe a exposição fotográfica Briófitos e Líquenes: Habitantes Discretos da Floresta.
Os briófitos e os líquenes têm um papel muito importante nos ecossistemas como organismos pioneiros, contribuindo para a formação, estabilização e recuperação do solo, e colonizando rochas e solos nus.
Estes organismos podem ser encontrados numa infinidade de ecossistemas, do ártico ao antártico, em desertos, cumes de montanhas, florestas, entre outros. É notável a sua capacidade de crescimento sobre o solo, as rochas, as árvores, na água, em grutas e em substratos artificiais, como telhados e muros.
As principais ameaças aos briófitos e líquenes são as ações antropogénicas, sendo de destacar a destruição dos habitats e a poluição atmosférica. De um modo geral, a elevada diversidade de espécies de briófitos e líquenes num local é indicadora da boa qualidade do ambiente.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Quatro velhas telhas de cano - um vaso para suculentas






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Tinha em casa algumas velhas telhas de barro e necessitava de lhe dar destino.
Com respeito pela memória do material, deitá-las fora estava fora de questão. Foi aí que me lembrei de construir com elas um vaso.
Segue a receita, em dois passos.
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Material: 3 ou 4 telhas de cano; 1 alicate; 1 berbequim; 1 broca; arame q.b.;
1º passo – com a ajuda do berbequim, fazer 3 furos nas duas margens de cada telha – cimo, meio, fundo;
2º passo – unir as telhas com o arame; as extremidades do arame deverão ficar voltadas para o interior do vaso;
No meu caso, o vaso foi colocado diretamente sobre o solo. Se tal não acontecer, como o vaso não tem fundo, deverá ser preenchido na base com areia ou gravilha, evitando assim o arrastamento da terra.
As fendas laterais não permitirão a rega. O vaso só poderá ser usado no cultivo de plantas suculentas, sempre-vivas ou outras com reduzidas necessidades hídricas.
Há sempre a possibilidade de colocar um outro vaso estanque por dentro, ou mesmo uma tela, uma serapilheira…
Rafael Carvalho / dez2011