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Estranhamente, o
valor ornamental da gilbardeira ainda não foi devidamente reconhecido. Não é
fácil encontrá-la em jardins.
A gilbardeira, com os
seus frutos vermelhos, é particularmente decorativa na época natalícia que hora
atravessamos.
Tenho várias
gilbardeiras no meu jardim e estou satisfeito com isso. Propagei-as por divisão
do rizoma, no início da primavera. Parece que também é fácil propagar a
gilbardeira por semente.
Durante muito tempo a
gilbardeira intrigou-me – aparentemente as suas flores, e
posteriormente os seus frutos, pendiam do meio das folhas. Coisa estranha! A resposta a este
enigma virá mais à frente.
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Nome vulgar: gilbardeira; erva-dos-vasculhos; Gilberdeira; pica-rato; azevinho-menor
Família botânica: Ruscaceae
Nome científico: Ruscus aculeatus
Distribuição Geral: S Europa, Hungria, Turquia e Macaronésia (Açores)
Distribuição em Portugal: praticamente em todo o país
Habitat: Matos e sub-bosques. Prefere os locais frescos e sombrios, não aguentando
contudo as geadas em altitudes mais elevadas. Tolera razoavelmente a seca.
Surge com frequência nas florestas de sobreiro, de azinheira e de carvalho-roble
Folhagem: persistente
Floração: março a julho
Maturação dos frutos:
de agosto a março
Características: Trata-se de um pequeno arbusto de porte compacto que pode
atingir 1 m de altura.
O que na gilbardeira
aparentam ser folhas são na realidade expansões do caule, designadas por
cladódios. É nessas formações que despontam as flores e se formam os frutos, bagas
globosas, vermelhas quando maduras.
As raízes e rizomas da
gilbardeira são usados em fitoterapia, no tratamento de hemorroidas e varizes.
A sua raiz é usada como diurético. Por ser uma planta muito resistente, é usada
no fabrico de vassouras.
É muito ornamental e
pouco exigente.
Rafael Carvalho / dez2011