sábado, 4 de fevereiro de 2012

Bufa-de-Lobo


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Ora sempre aparece cada uma no meu jardim!
Não sou propriamente um especialista em cogumelos. De aspeto alienígena, penso contudo tratar-se do cogumelo designado por Bufa-de-Lobo (Pisolithus arrhizus).
Rafael Carvalho / fev2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cacos do meu jardim...



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Os terrenos agrícolas necessitam de quem os trabalhe. E quem trabalha necessita de comer. Bucha a meio da manhã, almoço, bucha a meio da tarde, …
Costuma dizer-se que o cântaro tantas vezes vai à fonte até que um dia parte. O mesmo sucederá com a louça dos trabalhadores rurais, jornaleiros como aqui no Douro lhes chamam.
No meu jardim/quintal vou descobrindo alguns dos cacos que durante décadas se foram acumulando. São para mim um verdadeiro tesouro!
Rafael Carvalho / jan2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Erva-besteira (Helleborus foetidus)



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Localizada no Alto-Douro, a região de Armamar, onde resido, ainda possui verdadeiros tesouros para quem gosta de se embrenhar na natureza.
Matos mediterrânicos, galerias ripícolas, …
Tenho-me virado ultimamente para os cursos de água, muitos deles temporários, que sulcam o concelho em direção ao Douro.
Foi numa dessas saídas que me deparei com a planta da segunda imagem, desconhecida para mim até então. Pertencia esta planta a um núcleo de outras iguais localizado junto à cascata da primeira imagem. O local é bastante húmido, com diferentes espécies de fetos, musgos e hepáticas à mistura, um verdadeiro parque Jurássico. No local também identifiquei uma população de prímulas (Primula acaulis), coisa rara para estes lados.
Como sempre acontece nestas situações, não descansei até descobrir a identidade de tal espécime. A internet nestas coisas dá algum jeito…
Verifiquei tratar-se da erva-besteira ou erva-dos-besteiros. Como é das primeiras plantas a florir, logo em Dezembro, os galegos chamam-lhe erva-chaveira já que tem a chave da Primavera!
Por ser bastante ornamental, parece que no estrangeiro é muito usada em jardinagem. Com menor frequência também parece ser usada por cá.
Como entretanto descobri a planta noutros cursos de água da região, plantei alguns pés numa zona sombreada do meu jardim autóctone. Não parece estar a dar-se mal!…
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Nome vulgar: Besteira; Erva-besteira; Erva-dos-besteiros; Heléboro-fétido
Família botânica: Ranunculaceae
Nome científico: Helleborus foetidus
Distribuição Geral: Oeste e Sul da Europa e Norte de Marrocos
Distribuição em Portugal: presente em todo o país, exceto no Baixo Alentejo e Algarve
Habitat: Relvados húmidos, ruderal e rupícola
Floração: dezembro a junho
Características: Erva perene, rizomatosa, que atinge até 1 metro de altura. Renova-se a cada dois anos. O cunho de fétida surge-lhe no nome científico, facto não confirmado por mim. Segundo se consta a planta é muito tóxica tendo sido outrora usada como vermífugo e como repelente de piolhos.
Na altura da floração, visível na fotografia, a planta tem dois tons de verde: verde escuro para as folhas, compostas; verde claro para as hastes florais, pétalas incluídas. O contraste de tons torna a planta muito ornamental. A textura da folhagem confere um contraste muito interessante.
Rafael Carvalho / jan2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

reportagem TSF: O País da Cortiça

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Barack Obama tem uma gravata feita de cortiça portuguesa, Angela Merkel e Madonna têm malas, e Lady Gaga já usou um vestido feito de casca de sobreiro, a árvore a que o parlamento atribuiu recentemente o estatuto de símbolo nacional.
Esta semana, a Reportagem TSF levou-nos a conhecer melhor um sector que está em expansão. Portugal é o maior produtor mundial de cortiça, exporta rolhas para os melhores vinhos e champanhes mundiais, e reforçou a aposta na utilização da cortiça em novos materiais de design e construção.
«O País da Cortiça» é uma grande reportagem de Maria Augusta Casaca, com sonoplastia de Luís Borges. Com uma duração aproximada de 30 minutos, foi para o ar no dia 12 de janeiro.
Clique aqui para ouvir o programa.
Clique aqui para aceder  ao vídeo.

sábado, 14 de janeiro de 2012

O charco do meu jardim (I)

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Possuir um charco é para mim a concretização de um sonho de infância.
Se a água sempre me atraiu, a vida que em torno dela existe, também.
Uma rã aqui, um tritão acolá, o voo rasante de uma libélula, uma ave sedenta…
Há quem sonhe com um lago no jardim. Não era bem isso que eu queria. O que eu desejava mesmo era um charco. E quanto mais natural melhor.
Num mundo cada vez mais higienizado, a construção de um charco é algo de impensável para o comum dos mortais. O termo charco chega a ter, infelizmente, conotações negativas. Quem não conhece a expressão «foi ao charco»?!
Iniciei a construção do meu charco em 2010. Haveria melhor forma de assinalar o Ano Internacional da Biodiversidade? Um charco proporciona alimento e refúgio a imensas espécies animais e vegetais, sendo pois um “hotsopt” de biodiversidade no meu jardim. A presença de um lago facilita a dispersão dos organismos.
Algumas espécies animais que ocorrem em charcos (anfíbios, libélulas, …) ajudam a controlar as pragas agrícolas. Na realidade um parque ou um jardim sai sempre valorizado na presença de um espelho de água, local de contemplação.
(continua)
Rafael Carvalho / dez2011

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

"A docente do IPCB/Escola Superior Agrária de Castelo Branco (ESACB) Luisa Nunes acaba de lançar a agenda anual Diário da Natureza 2012, publicação que já vai na quarta edição e que todos os anos tem uma temática diferente.
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O Diário da Natureza 2012 tem 54 ilustrações, a aguarela e guache, e é dedicado à vida dos rios, riachos e charcos, hoje em dia tão ameaçados por barragens, ocupação agrícola, poluição, entre outros.
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Editado pela Planeta Vivo, em cooperação com o CIBIO, o Diário da Natureza 2012, de Luisa Nunes, foi apresentado ao público na Livraria Bertrand do Forum de Castelo Branco no dia 17 de Dezembro 2012."
Fonte: cienciapt.net
2011-12-20

sábado, 31 de dezembro de 2011

Câmara de Barcelos abateu carvalho centenário


"Neto do falecido" já ocupa o lugar do carvalho centenário abatido esta terça-feira
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Chegou ao fim, esta terça-feira, a "novela" do carvalho centenário de Barcelos. Instalado há mais de cem anos na freguesia de Barcelinhos, na entrada da ponte medieval de Barcelos, o carvalho gerou controvérsia após a autarquia barcelense ter decidido pelo abate da árvore.
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Razões de segurança e o avançado estado de "doença" do carvalho foram as motivações para o corte, apesar de muitos acharem a medida errada.
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Nem uma petição com centenas de assinaturas demoveu a autarquia de Barcelos. Esta terça-feira, logo pelas sete da manhã e com escolta da GNR, começou o abate.
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O velho carvalho foi substituído por um outro carvalho, mais novo, e já apelidado de "neto do falecido".