terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tojos em floração



O meu jardim é povoado quase exclusivamente por espécies da nossa flora autóctone.
Relativamente às plantas autóctones, sou tudo menos preconceituoso, tendo diferentes espécies de tojo no meu jardim.
Na imagem um Ulex europaeus, atualmente em floração. O espécime foi por mim plantado e acarinhado. Como qualquer outra planta recém-transplantada, também o meu tojo teve de ser regado. Num desses atos de rega, fui abordado por um vizinho. O pobre homem reagiu como se eu estivesse a matar a sede ao próprio demónio. Furioso, dizia-me ele: eu regava bem o tojo era com herbicida! Em jeito de provocação, ainda lhe cheguei a perguntar se queria que lhe desse alguma semente…

Decididamente o valor ornamental do tojo ainda não foi reconhecido no nosso país. Confesso que o meu jardim foi o primeiro lugar onde o vi plantado. O facto de posteriormente ter admirado um canteiro de tojos nos Jardins da Gulbenkian, em Lisboa, prova que se estou louco pelo menos não estou sozinho.
Rafael Carvalho / fev2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O sobreiro no "Biosfera"

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Na próxima terça-feira, pelas 19 horas, no canal 2 da RTP, o programa "Biosfera" dedicará uma parte significativa da sua emissão à temática do sobreiro. Pedro Nuno Teixeira Santos falará em nome das associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza, responsáveis pelo movimento que levou à classificação do sobreiro como árvore nacional de Portugal.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Parque Botânico do Castelo - VNG




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Fotos: Crestuma - VNG
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Localizado em Crestuma, Vila Nova de Gaia, o local das imagens visitei-o no verão passado.Trata-se de uma velha quinta abandonada, entretanto reocupada pela vegetação autóctone, razão de ser da criação do Parque Botânico.
Sobranceiro ao rio Douro, trata-se de um local simpático e acolhedor, interessante por incidir sobre a flora autóctone, coisa rara num parque botânico.
Possui percursos pedestres com placas identificativas das diversas plantas aí existentes – medronheiros, carvalhos-roble, sobreiros, pinheiros mansos, freixos, murtas, pilriteiros, urzes-brancas, loureiros, gilbardeiras, madressilvas-das-boticas, fetos diversos, …
O local tem sido investigado do ponto de vista arqueológico. Na “casa da eira”, presente nas imagens, será construído um centro de apoio ao local. O espólio arqueológico, vestígios da época romana e medieval, será lá exposto. Também está prevista a construção de um Centro de Interpretação da Fauna.
A casa e a eira foram construídas sobre uma fraga. A eira foi escavada na própria rocha, xisto no caso, assim como alguns troços de uma levada de água aí existente. A arquitetura de produção não se limita ao núcleo da ”casa da eira”, é enriquecida pela presença de alguns moinhos, muros de suporte aos socalcos, minas, caminhos rurais e tanque em pedra.
Sobre o Parque Botânico do Castelo, descarregue um folheto clicando aqui.
Rafael Cavalho Fev/2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Bufa-de-Lobo


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Ora sempre aparece cada uma no meu jardim!
Não sou propriamente um especialista em cogumelos. De aspeto alienígena, penso contudo tratar-se do cogumelo designado por Bufa-de-Lobo (Pisolithus arrhizus).
Rafael Carvalho / fev2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cacos do meu jardim...



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Os terrenos agrícolas necessitam de quem os trabalhe. E quem trabalha necessita de comer. Bucha a meio da manhã, almoço, bucha a meio da tarde, …
Costuma dizer-se que o cântaro tantas vezes vai à fonte até que um dia parte. O mesmo sucederá com a louça dos trabalhadores rurais, jornaleiros como aqui no Douro lhes chamam.
No meu jardim/quintal vou descobrindo alguns dos cacos que durante décadas se foram acumulando. São para mim um verdadeiro tesouro!
Rafael Carvalho / jan2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Erva-besteira (Helleborus foetidus)



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Localizada no Alto-Douro, a região de Armamar, onde resido, ainda possui verdadeiros tesouros para quem gosta de se embrenhar na natureza.
Matos mediterrânicos, galerias ripícolas, …
Tenho-me virado ultimamente para os cursos de água, muitos deles temporários, que sulcam o concelho em direção ao Douro.
Foi numa dessas saídas que me deparei com a planta da segunda imagem, desconhecida para mim até então. Pertencia esta planta a um núcleo de outras iguais localizado junto à cascata da primeira imagem. O local é bastante húmido, com diferentes espécies de fetos, musgos e hepáticas à mistura, um verdadeiro parque Jurássico. No local também identifiquei uma população de prímulas (Primula acaulis), coisa rara para estes lados.
Como sempre acontece nestas situações, não descansei até descobrir a identidade de tal espécime. A internet nestas coisas dá algum jeito…
Verifiquei tratar-se da erva-besteira ou erva-dos-besteiros. Como é das primeiras plantas a florir, logo em Dezembro, os galegos chamam-lhe erva-chaveira já que tem a chave da Primavera!
Por ser bastante ornamental, parece que no estrangeiro é muito usada em jardinagem. Com menor frequência também parece ser usada por cá.
Como entretanto descobri a planta noutros cursos de água da região, plantei alguns pés numa zona sombreada do meu jardim autóctone. Não parece estar a dar-se mal!…
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Nome vulgar: Besteira; Erva-besteira; Erva-dos-besteiros; Heléboro-fétido
Família botânica: Ranunculaceae
Nome científico: Helleborus foetidus
Distribuição Geral: Oeste e Sul da Europa e Norte de Marrocos
Distribuição em Portugal: presente em todo o país, exceto no Baixo Alentejo e Algarve
Habitat: Relvados húmidos, ruderal e rupícola
Floração: dezembro a junho
Características: Erva perene, rizomatosa, que atinge até 1 metro de altura. Renova-se a cada dois anos. O cunho de fétida surge-lhe no nome científico, facto não confirmado por mim. Segundo se consta a planta é muito tóxica tendo sido outrora usada como vermífugo e como repelente de piolhos.
Na altura da floração, visível na fotografia, a planta tem dois tons de verde: verde escuro para as folhas, compostas; verde claro para as hastes florais, pétalas incluídas. O contraste de tons torna a planta muito ornamental. A textura da folhagem confere um contraste muito interessante.
Rafael Carvalho / jan2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

reportagem TSF: O País da Cortiça

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Barack Obama tem uma gravata feita de cortiça portuguesa, Angela Merkel e Madonna têm malas, e Lady Gaga já usou um vestido feito de casca de sobreiro, a árvore a que o parlamento atribuiu recentemente o estatuto de símbolo nacional.
Esta semana, a Reportagem TSF levou-nos a conhecer melhor um sector que está em expansão. Portugal é o maior produtor mundial de cortiça, exporta rolhas para os melhores vinhos e champanhes mundiais, e reforçou a aposta na utilização da cortiça em novos materiais de design e construção.
«O País da Cortiça» é uma grande reportagem de Maria Augusta Casaca, com sonoplastia de Luís Borges. Com uma duração aproximada de 30 minutos, foi para o ar no dia 12 de janeiro.
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