domingo, 18 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Jardim em Flor (I)


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Os gomos da minha aveleira (Corylus avellana) mostram vontade de desabrochar. Com deliciosos frutos - as avelãs, parece que este arbusto ocorre naturalmente no noroeste e centro de Portugal. Confesso que, em meio natural, nunca tive oportunidade de me cruzar com nenhuma.

A minha aveleira é ainda uma criança - frutificou pela primeira vez no ano passado, deu-me meia dúzia de deliciosas avelãs.

Também no ano passado tinha-me apercebido dos amentilhos pendentes, com cerca de 4 cm de comprimento. Só este ano me apercebi da presença de umas minúsculas flores vermelhas. Parece que a espécie é monóica, com flores masculinas e femininas em separado. A floração dá-se de janeiro a março, encontrando-se ambas as flores nos mesmos ramos. As flores masculinas são os ditos amentilhos. As minorcas flores femininas (têm apenas alguns milímetros de diâmetro) encontram-se agrupadas numa gema escamosa verde, de onde sobressaem os 7 a 9 estiletes vermelhos.

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A última imagem refere-se a uma prímula (Primula vulgaris), uma das primeiras plantas a florescer na primavera, daí o seu nome. Esta e as suas franzinas irmãs, trouxe-as da Campeã, uma aldeola da Serra do Alvão. Encontrei-as frondosas à sombra de um castanheiro. No meu jardim, à sombra de um carvalho (Quercus faginea), tentei dar-lhes um ambiente semelhante. Falta-lhes contudo a humidade, daí estarem pouco desenvolvidas.
As primulas ocorrem expontaneamente no Norte do país.
Rafael Carvalho / mar2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

À espera de que o rosmaninho floresça...


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As colmeias já se encontram alinhadas, à espera de que o rosmaninho floresça.
Rosmaninho, alecrim..., são várias as espécies autóctones capazes de embriagar as abelhas com o odor do seu intenso néctar.
Rafael Carvalho / mar2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

A sebe do meu jardim (I)



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O meu jardim começa a florir.
À esquerda um tojo facilmente identificável pela sua intensa cor. À direita um alecrim, também em flor. Quer um quer outro são visitados por abelhões, insetos que estão na linha da frente entre os primeiros a despontar após o frio invernal.
Ainda vai nu o marmeleiro. O rei não está só!
O medronheiro já possui os frutos com os quais presenteará a passarada no próximo inverno.
Quanto à giesta e à roselha, só mais tarde irão florescer. E ainda bem, para que haja sempre motivo para uma visita.
Rafael Carvalho / mar2012

sábado, 3 de março de 2012

Plantei mais um azevinho no meu jardim


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Plantei mais um azevinho no meu jardim. Já possuía três pés, dois meninos e uma menina.
Os meninos resultaram de uma sementeira que em tempos fiz. Ora como todos sabemos, apesar de indispensáveis à reprodução sexuada, os rapazes não frutificam.
A fêmea que até agora possuía, comprei-a num viveiro de rua. Frutos dá e em abundância mas o diabo da planta não se desenvolve! Julgo tratar-se de um cultivar que valoriza a proliferação de bagas em detrimento do porte.
Ora o pé que agora plantei é um rebento direto de um azevinho fêmea descendente de espécimes selvagens autóctones. A improvisada, robusta, fértil e altiva mãe encantou-me. Geneticamente tenho o que pretendia. Se as condições ambientais forem favoráveis, daqui a alguns anos terei uma prenda de Natal diferente.
Apesar dos constantes mimos, não quero correr riscos. E se o meu novo pé não vingar?
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Prevendo essa eventualidade envasei outros dois pés, gémeos do primeiro, clones da mãe.
O vaso da esquerda contém um pé enraizado. O vaso da direita é uma simples estaca – já agora quero ver se funciona. Imitando o que se passa na natureza, vou mantê-los afastados da luz direta.
Rafael Carvalho / mar2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Flora-on

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Com uma qualidade de imagens arrebatadora, o Flora-on é um novo portal de pesquisa fotográfico, morfológico e geográfico da flora portuguesa.
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