quinta-feira, 12 de abril de 2012

III Congresso Ibérico do Lobo

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A Associação Galega de Custódia do Território (www.custodiadoterritorio.org) em colaboração com o Grupo Lobo, Portugal (http://lobo.fc.ul.pt) estão a organizar o III Congresso Ibérico do Lobo (realizado anteriormente nos anos de 1997 e de 2005). Os temas principais do Congresso serão a ecologia, gestão e conservação das populações de lobo ibérico (Canis lupus signatus).
Convidam-se investigadores, representantes de entidades governamentais ou de organizações sem fins lucrativos e outros interessados na ecologia e conservação deste carismático carnívoro, a participar e contribuir com ideias,
opiniões e resultados de investigações recentes.
Mais informações em http://lobo.fc.ul.pt/ e http://www.iiicongresolobo.org/.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A sebe do meu jardim (III)


(clique na imagem para ampliar)
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Continuo mostrando aspetos da sebe do meu jardim. Pela primeira vez surgem o rosmaninho e o zimbro oxícedro.
O rosmaninho é frequente na região. Já quanto ao oxícedro, existem na zona vários exemplares selvagens cuja dimensão, tendo em conta os meus recursos – pá, picareta e enxada, não permite o seu transplante.

Desde sempre sonhei ter um zimbro no meu jardim, arbusto emblemático no Douro. Resolvi o problema trazendo dois pequenos exemplares de Valpaços, aquando da visita a casa de um amigo.
Para além de garantir a preservação da Natureza, as sebes naturais ajudam a manter as características culturais da paisagem.
Rafael Carvalho / abr2012

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A sebe do meu jardim (II)



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Na sequência da floração dos meus abrunheiros-bravos, mostro as presentes imagens.
Os arbustos à direita já aqui tinham aparecido num post anterior.
O meu terreno tem duas frentes para duas estradas, cada frente com perto de uma centena de metros de extensão. De forma gratuita, embora com muita dedicação e trabalho, plantei nas duas frentes uma sebe com arbustos autóctones - várias dezenas de espécies.
O uso de arbustos autóctones permite uma maior interação com a fauna local, por lhes fornecer não só abrigo como também alimento.
Uma sebe formada por espécimes vegetais autóctones é interessante em qualquer altura do ano: as diferentes espécies não florescem todas ao mesmo tempo; as flores presentes têm cores e formas diversas; umas plantas são de folha caduca, enquanto outras possuem folha persistente; no outono surgem os frutos;….
Como as plantas autóctones estão perfeitamente adaptadas às condições locais, não carecem de cuidados especiais na sua manutenção. Após o primeiro ano dispensam a rega.
Os arbustos autóctones, obtive-os no monte a custo “zero”.
Espero que o meu jardim tenha um papel ativo na manutenção da biodiversidade local.
Rafael Carvalho / abr2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Serra da Boneca em Flor






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Sobranceira ao rio Douro, a Serra da Boneca localiza-se em Penafiel. Andei por lá este fim de semana.
Fiquei completamente alucinado com a paleta de cores com que a serra se encontrava pintada.
Apesar de variada a paleta, o predomínio de cor repartiu-se contudo entre o dourado da carqueja e o rosado da urze.
Rafael Carvalho / abr2012

domingo, 1 de abril de 2012

Douro Internacional – património natural e humano


Laranjais junto ao Douro - Mazouco
 


Cavalo de Mazouco – Freixo de Espada à Cinta
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Como residente no Douro, na região vulgarmente denominada por “Cima-Corgo”, era para mim uma grande falha não conhecer o Douro Internacional. Filo de forma mais efetiva no final do verão passado. Repeti a experiência nesta primavera. Repetirei a experiência no próximo verão.
É um consolo apreciar a natureza, nesta região permanentemente ao rubro.
Os espaços bravios alternam com os cultivados. O mosaico daí resultante traduz-se em elevada produtividade em termos de biodiversidade.
É agradável apreciar as culturas tradicionais – amendoais e olivais. Alguns laranjais são visíveis junto ao Douro. Nos espaços bravios, sobreiros, carvalhos e azinheiras são reis entre zimbros, cornalheiras, zambujeiros, estevas, giestas e afins.
O ecossistema da zona está saudável e prova disso é, sem para que para isso tenha feito qualquer tipo de esforço, a quantidade de bicharada que vi num só fim-de-semana – grifos, abutres do Egipto, bandos de perdizes e pegas-azuis, uma raposa, …
Os velhos pombais e os seus pombos contribuem para alimentar as rapinas. O homem dá uma mãozinha às aves necrófagas criando alimentadores artificiais.
Entre escarpas, o Douro internacional forma verdadeiros canyons em alguns dos seus troços. O isolamento daí resultante constitui um verdadeiro paraíso para a vida selvagem.
O paraíso é extensível aos rios Côa e Águeda, afluentes dos Douro. No rio Côa localiza-se aliás a Faia Brava, a primeira Área Protegida Privada de Portugal, propriedade da Associação Transumância e Natureza.
O homem desde à muito se fixou na zona. Prova disso são as Gravuras Rupestres do Côa, património da humanidade. Mesmo junto ao Douro, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, encontra-se o Cavalo do Mazouco, a primeira gravura paleolítica ao ar livre descoberta na Europa. Confesso que me emocionei perante ela e a sensibilidade do homem que há 10.000 anos a gravou. A gravura encontra-se totalmente desprotegida num terreno particular. A falta de proteção permite uma maior aproximação, a gravura pode mais facilmente ser sentida. Mais frágil é contudo a sua segurança.
Rafael Carvalho – abril/2012

quinta-feira, 29 de março de 2012

Papoila-das-searas, uma alegre visão...

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Papoila-das-searas (Papaver rhoeas), uma visão alegre também em terrenos incultos e em pousio. Um verdadeiro contentamento para quem aprecia a vegetação que margina as estradas e caminhos.
Rafael Carvalho / mar2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

Prímula (Primula acaulis)


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Sob uma mancha de castanheiros, ainda sem folhas, entre ervas-besteiras, gilbardeiras, heras e fetos de diversas espécies, encontrei em Armamar dezenas de pés de prímulas selvagens. O local, bastante húmido, ladeia uma linha de água.
Esta diversidade vegetal aparenta prolongar-se em cascata linha de água abaixo.
A prímula ocorre espontaneamente no Norte de Portugal, existindo mais a Sul nalguns núcleos dispersos. Confesso que só a presenciei em três locais – Campeã (Serra do Alvão), Baião e Armamar.
Tenho alguns pés de prímula no meu jardim autóctone. Com variadas colorações, existem diversos cultivares de prímula usados em jardinagem.
A prímula é uma das primeiras plantas a florescer, daí o seu nome.

Para ver um pequeno vídeo de Carol Klein sobre as prímulas, clique aqui.

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Nome vulgar: Barral; Copinhos-de-leite; Flor-da-doutrina; Pão-de-leite; Pão-e-queijo; Páscoas; Primavera; Primaveras; Prímula; Queijadinho; Rosas-de-Páscoa.
Família botânica: Primulaceae.
Nome científico: Primula acaulis
Distribuição Geral: Sul e Oeste da Europa, Região Mediterrânica e Próximo Oriente.
Distribuição em Portugal: Norte; alguns núcleos dispersos do Centro e Sul.
Habitat: Matos, relvados húmidos e ripícola.
Floração: março a maio.
Características: Trata-se duma planta herbácea perene. As suas folhas, enrugadas, dispõem-se em roseta basal. As flores com cinco pétalas, amarelas, possuem um pequeno pedúnculo inserido diretamente na roseta foliar.
Rafael Carvalho / mar2012