quarta-feira, 16 de maio de 2012

Apareceram círculos estranhos no meu jardim!

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Apareceram círculos no meu jardim, estranhos para quem desconhece o fenómeno!
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Não se tratam de vulcões nem de crateras lunares. Posso também garantir que estes círculos não foram construídos por seres extraterrestres. O ser que os construiu, circula sob e sobre a terra há certamente mais anos do que nós,
humanos.
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Ora os círculos da imagem constituem a entrada de um formigueiro. As noções matemáticas, nomeadamente ao nível da geometria, não são exclusivas da espécie humana.
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Sejam bem-vindas as formigas. O meu jardim é espaçoso e quer-se biodiverso.
Rafael Carvalho / mai2012

sábado, 12 de maio de 2012

Testículo-de-cão (Orchis morio)





A última imagem foi obtida aqui
A minha relação com as orquídeas autóctones portuguesas é muito recente. Conta-se pelos dedos de uma mão, os anos que passaram desde o meu primeiro contacto com uma orquídea nativa do nosso território.
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Claro que já há muito tempo convivia com as vistosas orquídeas que todos vemos à venda nos espaços comerciais – Cymbidium sp., Phalaenopsis sp., …
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No meu primeiro contacto com as nossas orquídeas, confesso que elas me entraram pelos olhos adentro, não literalmente mas quase: perante um prado de orquídeas, seria impossível não reparar nelas!...
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O aspeto da flor parecia-me familiar e não foi difícil associá-lo à orquídea. Descobri na altura tratar-se da Orchis morio, popularmente conhecida por Testículo-de-cão. Depois disso vieram outras - Cephalantera longifólia, Dactylorhiza sulphurea, …
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Pois voltando à nossa Orchis morio, exposta nas imagens, não descansei enquanto não a introduzi no meu jardim. Tive sucesso e as imagens são prova disso mesmo. Transplantei alguns pés e também fiz sementeira direta. Atualmente reproduzem-se espontaneamente – espero com isso contribuir para fomentar a biodiversidade local.
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Confesso que todo o processo decorreu com alguma expetativa. Parece que as orquídeas vivem em
simbiose com fungos micorrizas, pelo que normalmente a propagação artificial não é fácil de acontecer.
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No prado que envolve a minha casa, todos os anos espero que as orquídeas floresçam para efetuar o primeiro corte do ano. Floridas saltam a vista. Sem flor confundem-se com as restantes ervas.
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Nome vulgar: Erva-do-sapelo; Erva-do-salepo-de-tubérculos-dependurados; Testículo-de-cão
Família botânica: Orchidaceae
Nome científico: Orchis morio
Distribuição Geral: Grande parte da Europa até ao Cáucaso; Oeste da Ásia; Norte de África
Distribuição em Portugal: Vale do Douro e depressões anexas; Extremadura; Alentejo interior; Algarve.
Habitat: matos, relvados húmidos, terrenos incultos e ruderal.
Floração: março - junho
Características: A Ochis morio é relativamente pequena (normalmente 15 a 20 cm). Pode durar duas dezenas de anos, com florações anuais. As suas folhas, não manchadas, despontam no início do inverno. Meia dúzia delas, lanceoladas, são basais, desaparecendo em Junho mal termine a floração; duas ou três folhas abraçam o caule. As flores, no cimo do caule superiormente púrpura, exibem alguma variação na cor (violeta, púrpura, rosa ou branco). Possuem um capuz feito por uma sépala e duas pétalas com o interior riscado, imagem de marca desta orquídea. O labelo possui uma área central clara com manchas violeta. O labelo curva-se para trás, formando uma saia de três lóbulos com bainha crenada.
A Orchis morio não produz néctar. Enganadas pelas vivas cores, as abelhas polinizam a planta sem receberem nada em troca - rico negócio para a orquídea.
Quanto ao nome comum - testículo-de-cão, observem-se os dois tubérculos presentes na raiz  e adivinhe-se porquê.
Rafael Carvalho / mai2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Espadana-de-água (Sparganium erectum)


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No lago do meu jardim são várias as espécies autóctones presentes: tábuas; juncos; nenúfares; agriões; ranúnculos; colheres; lírios-amarelos-dos-pântanos; pulgueiras; celgas-aquáticas; bunhos; mentas-de-água; rabaças; … . Mas também espadanas-de-água (Sparganium erectum), planta a que se refere a presente imagem.
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Costumo dizer que obtenho as plantas do meu jardim no Viveiro da Berma (berma da estrada, entenda-se). A espadana da imagem obtive-a num viveiro concorrente – Viveiro do Ribeiro (rio Tedo no caso, afluente do Douro).
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Considero a espadana extremamente ornamental, pela robustez das suas folhas e pela esférica beleza dos seus frutos e flores.

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Obtive a espadana da imagem numa expedição ao rio Tedo que com os meus filhos fiz no verão passado. Pretendo acelerar o processo de colonização do meu lago - variadas espécies de plantas e invertebrados extra dão algum jeito.

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Nome vulgar: Espadana; Espadana-da-água
Família botânica: Sparganiaceae
Nome científico: Sparganium erectum
Distribuição Geral: Grande parte Europa (exceto Norte) até ao Cáucaso e Sibéria, W e SW da Ásia e Norte de África (Marrocos); naturalizado na Austrália
Distribuição em Portugal: Norte; Sul e Centro litoral.
Habitat: ripícola, Juncais e pauis em lagoas, charcos e linhas de água doce.
Floração: abril - setembro
Características: As flores e os frutos esféricos, conferem à planta um grande interesse ornamental. Trata-se de uma planta robusta e direita, rizomatosa emergente
. As gemas de renovo mantêm-se abaixo da superfície da água. As folhas são geralmente direitas, triangulares em secção transversal. A inflorescência é ramificada. As flores masculinas situam-se acima das femininas, no eixo principal e em cada ramo.
Rafael Carvalho / mai2012

domingo, 6 de maio de 2012

Abrótea (Asphodelus sp.)





Habituado às minhas origens, lá para os lados do litoral central…
… habituado à abrótea com escamas, peixe marinho, estava longe de imaginar que tal bicho possuía um homónimo parente no reino vegetal.
Pois abrótea (Asphodelus sp.) é a planta da imagem, frequente em locais algo perturbados: margens de estrada, orlas agrícolas, pousios, baldios e incultos. Encontrei os exemplares das imagens num talude de estrada em pleno vale do Douro.
A abrótea é uma planta bolbosa, de flores vistosas e caule comestível. A haste florida parte de um denso tufo basal de folhas, terminando numa inflorescência em forma de espiga, podendo contudo coexistir com outras inflorescências laterais mais curtas.
Existem diversas espécies de abróteas, difíceis contudo de destrinçar para um candidato a aprendiz de botânico, como eu.
É inegável o valor da abrótea enquanto planta ornamental. Tenho várias abróteas  plantadas no meu jardim autóctone sem que contudo ainda tenham florido. Aguardo pacientemente. Paciência aliás  é característica fundamental a quem se avia de plantas no viveiro da valeta.
Rafael Carvalho / mai2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cravo-do-monte (Armeria transmontana)






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Foi no litoral, de onde sou originário, que tive o meu primeiro contacto com as plantas do género Armeria, Armeria maritima no caso. A Armeria maritima já é amplamente usada em jardinagem, sem que muitos dos que a aplicam saibam trata-se de uma planta autóctone.
Residente no Alto-Douro, desconhecia a existência na região de um endemismo do mesmo género botânico, a Armeria transmontana, conhecida popularmente por cravo-do-monte.
Quando circulo de automóvel, dou por mim vezes sem conta a vasculhar as valetas e taludes, margens da estrada. Afianço contudo que tal ação não é patológica. Foi numa dessas sondagens que contactei na Serra de Montemuro com o cravo-do-monte. Posteriormente já o detetei em muitas outras zonas do Alto-Douro.
O valor estético do cravo-do-monte é inegável e a sua resistência também. Tenho-o plantado no meu jardim autóctone, onde fotografei os espécimes acima expostos. Os meus cravos-do-monte já se reproduzem, contribuindo para fomentar a biodiversidade local.

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Nome vulgar: Cravo-divino; Cravo-do-monte
Família botânica: Plumbaginaceae
Nome científico: Armeria transmontana
Distribuição Geral: NW Península Ibérica
Distribuição em Portugal: Norte interior e Centro interior.
Habitat: Matagais e rupícola
Floração: Maio - Julho
Características: Atinge 25 a 30 cm de altura, com folhas lineares formando almofadas junto ao solo. Possui flores rosadas com um pedúnculo bem destacado. As flores persistem durante bastante tempo depois de secas, sendo visíveis em cada floração as flores do ano anterior. Tem um grande interesse ornamental, podendo ser plantado em diferentes substratos.
Rafael Carvalho / mai2012 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ciência Viva à Conversa

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De uma parceria entre os Centros de Ciência Viva do Algarve e a Rádio Universitária da Algarve surge um programa chamado Ciência à Conversa, onde Luís Rodrigues (paleontólogo, divulgador de ciência e coordenador nos centros de ciência viva do Algarve) troca algumas impressões com cientistas e investigadores convidados. Nestes programas são abordadas as mais variadas temáticas com o objectivo de fazer chegar, em primeira mão aos algarvios e através do podcast a todo mundo, o que se têm feito pela ciência em Portugal. As ultimas duas edições foram sobre Anfíbios e Répteis, a diversidade existente no nosso país e as ameaças à sua conservação. Ficam aqui o links do podcast dessas conversas para que as possam ouvir!
+Ciência Viva a Conversa |19 abril 2012| Répteis e Anfíbios
Ciência Viva a Conversa |26 abril 2012| Répteis e Anfíbios
Uma notícia  http://anfibioserepteis.blogspot.pt/

Curso de Introdução aos Anfíbios e Répteis de Portugal

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Não percas no próximo Sábado o Curso de Introdução aos Anfíbios e Répteis de Portugal organizado pela Associação PATO. O Paúl da Tornada é um pequena zona húmida protegida nas imediações das Caldas da Rainha que abriga uma grande diversidade de anfíbios e de répteis, a associação PATO convida-te a a participares nesta actividade para que possas aprender um pouco mais sobre estes animais! Aparece!