quarta-feira, 20 de junho de 2012

Curso de iniciação à identificação e ecologia de répteis

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Data: 30 de Junho e 1 de Julho de 2012
Local: Faro - Centro de Ciência Viva do Algarve
Consulte o programa e obtenha mais informações clicando aqui.

sábado, 16 de junho de 2012

A sebe do meu jardim (IV)


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Figura central, visto de outra perspetiva, surge novamente nesta imagem o zimbro do meu último post.
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Relativamente às espécies vegetais que constituem a minha sebe, apresento aqui duas novidades: no canto inferior esquerdo da fotografia um grupo de gilbardeiras (Ruscus aculeatus); no canto superior direito uma giesta branca (Cytisus multiflorus).
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O meu sanganho explode de cor, frente ao envergonhado mas não menos florido rosmaninho. Com o seu véu florido, a giesta branca este ano já me presenteou – noutro post falarei sobre isso. As bagas carnudas do zimbro, alegria para a passarada, já iniciaram o seu desenvolvimento. Também designada de azevinho menor, a gilbardeira com os seus frutos rubros, no jardim e quiçá numa jarra lá de casa, chamará a atenção lá mais para o Natal.
Rafael Carvalho / jun2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A sebe do meu jardim (III)



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Publico aqui mais uma imagem da sebe do meu jardim, que pretendo biodiversa.
Relativamente a outras imagens já aqui publicadas, ao lado de um rosmaninho, de um medronheiro e de um sanganho, o zimbro galego (Juniperus oxycedrus) surge como novidade.
Todas as espécies da minha sebe são autóctones, nativas da região onde habito.
A minha sebe contribui para a manutenção da biodiversidade, já que fornece alimento e abrigo a uma diversificada fauna silvestre. A fauna acaba por disseminar as sementes nos terrenos circundantes.
Ao jeito de um "dois em um", para além de contribuírem para a preservação da natureza, as sebes naturais ajudam a manter as características culturais da paisagem.
Rafael Carvalho / jun2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Trepadeiras do meu jardim...






 
 


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Plantas e pessoas convivem há muito nas casas portuguesas, não só no interior mas também no exterior: ramadas/latadas de videira; roseiras de trepar; buganvílias; vinhas virgens e heras; … . A minha casa não poderia ser exceção.
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No meu jardim autóctone e como trepadeira para alegrar o meu portão de entrada, escolhi uma madressilva (Lonicera sp.). Trata-se de uma planta de belas e cheirosas flores, bastante abundante nos matos mediterrânicos durienses, onde a fui buscar. À flor da madressilva sucedem os rubros frutos, também eles ornamentais – uma alegria para o estômago da passarada!
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Na base da madressilva e usando o seu tronco como tutor, coloquei uma roseira brava (Rosa canina), também ela adquirida no viveiro do monte.
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A roseira brava origina rosas muito efêmeras, já que as suas pétalas se mantêm abertas por um único dia. Porém, como é muito produtiva, mantem-se florida durante bastante tempo. Ao contrário da madressilva, os frutos da rosa canina, também ornamentais, são comestíveis para a espécie humana.
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Quando refiro a origem das minhas plantas e o seu preço de aquisição (0,00€), causo alguma perplexidade junto de quem me ouve. Quem anda nos montes à procura de plantas para colocar no jardim certamente não estará bom da cabeça! Será que nos montes existem mesmo plantas capazes de alegrar uma casa, e ainda por cima a custo zero? Quando a esmola é muita o pobre desconfia…
Rafael Carvalho / jun2012





segunda-feira, 4 de junho de 2012

Lírio-amarelo-dos-pântanos (Iris pseudacorus)






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Sempre tive uma relação próxima com a água - nasci em Aveiro, com um pé na água doce e outro na água salgada. Aveiro é pródiga em água e desde miúdo me habituei a observar a explosão de vida em seu redor. Fiz longos passeios observando a Ria, calcorreando os campos, margens de canais, esteios, rios e ribeiros. Foi numa dessas incursões que pela primeira vez contactei com o lírio-amarelo-dos-pântanos.
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Residente no Alto-Douro por motivos profissionais, construí um charco no meu jardim – a concretização de um sonho de criança. Faltava-lhe porém os lírios, a sua graça e a sua cor. Voltei a Aveiro, ao local onde na minha infância convivi com a dita espécie – eclipsou-se, levou sumiço.

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Com alguma frequência no verão, faço passeios de canoa com os meus filhos, percorrendo o rio Douro e os seus afluentes. Foi precisamente na foz do rio Távora, concelho de Tabuaço, que numa margem apenas acessível por água me deparei com meia dúzia de pés que me pareciam ser dos ditos lírios. Como não estavam floridos e eu sou apenas um aprendiz de botânico, não os pude identificar na altura com toda a certeza. Trouxe um. Após um ano no meu lago floriu: as dúvidas desapareceram, estava confirmada a identidade. E lá está o meu lírio florido a embelezar o meu charco e a ilustrar o meu blogue...
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Nome vulgar: Ácoro-bastardo; Lírio-amarelo; Lírio-amarelo-dos-pântanos; Lírio-bastardo; Lírio-dos-charcos.
Família botânica: Iridaceae.
Nome científico: Iris pseudacorus.
Distribuição Geral: Grande parte Europa, Cáucaso, Sibéria, W da Ásia, N de África e Macaronésia (Canárias e Madeira); atualmente cosmopolita.
Distribuição em Portugal: Norte; Litoral Centro e Litoral Sul.
Habitat: relvados húmidos e ripícola - margem de cursos de água, valas e lagoas, juncais, pauis e arrozais.
Floração: abril – junho.
Características: Planta excecionalmente ornamental, ideal para marginar jardins aquáticos. Trata-se de uma planta herbácea perene, rizomatosa de folhas lineares. A sua flor é de curta duração, contudo as flores sucedem-se umas às outras, pelo que a planta se mantem florida durante algum tempo. As tépalas da flor, de cor amarela aparecem caídas, possuindo nervuras de cor púrpura. A flor é coroada por três pétalas eretas. O seu fruto é uma cápsula. Necessita de mondas periódicas por se expandir com muita facilidade. Atinge 70 a 80 cm de altura.
Rafael Carvalho / mai2012

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ervas MIX









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No jardim da valeta, montra de infinitas dimensões e à vista de quem passa, poder-se-ia pensar que as plantas que hoje apresento são umas oferecidas, lembrando outras senhoras. Mas não!
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Simples ervas, são invisíveis para a maioria dos que passam. São muito poucos os olhos que as conseguem observar.
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À custa das minhas alergias tenho com elas uma relação de amor-ódio, mas não deixo de as admirar!
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Com o Douro à vista, as imagens que ora apresento foram capturadas num domingo à tarde, na estrada que da Régua segue para o Pinhão.
Autora do blogue Na Curva da Paisagem, apaixonada por herbáceas, ofereço estas imagens à minha amiga Carla Cabral.
Rafael Carvalho / jun2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

Roselhas do meu jardim





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Já aqui fiz referência às roselhas (Cistus albidus) do meu jardim. Não resisti e por isso publico mais algumas fotografias.
Considero as roselhas absolutamente fotogénicas. Pena é que por cá ainda não sejam valorizadas.
Em jardins e excluindo o meu, apenas vi aplicadas roselhas no Centro Interpretativo da Batalha de Aljubarrota. Foi intensão do arquiteto paisagista recrear a vegetação existente na altura da batalha, surgindo as roselhas ao lado de outras autóctones.
O inseto da segunda imagem é visto com frequência nas flores de roselha e de esteva. Gostava de o poder identificar.
Rafael Carvalho / mai2012