quinta-feira, 28 de junho de 2012

As nuvens do meu lago


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Um lago com nuvens. Estranho acontecimento esse!
Pois é, o meu lago tem nuvens, refletidas pois claro…

Rafael Carvalho / jun2012

sábado, 23 de junho de 2012

Explode de vida, o meu charco…

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A presente fotografia, obtive-a no meu charco. O seu conteúdo enche-me de orgulho.
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A construção de um charco, concretização de um sonho de criança, permitiu fomentar a biodiversidade no meu jardim. Entre plantas e aninais, pretendia albergar em 36 metros quadrados o maior número possível de seres vivos, uma forma diferente de comemorar o então ano internacional da biodiversidade.
Um charco no jardim, funciona como uma maternidade para alguma da vida selvagem. Plantas aquáticas, animais como os anfíbios e as libelinhas são totalmente dependentes da água para poderem sobreviver. Estes animais retribuem controlando pragas agrícolas. Não é de desprezar ainda o valor paisagístico de um charco, bem como o prazer que ele pode oferecer ao permitir a observação de aves, insetos e anfíbios.
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Na base da cadeia alimentar estão as plantas. As plantas servem ainda de refúgio a muitos animais bem como local de postura dos seus ovos. Espadana-de-água, tábua, junco, rabaça, caniço, lírio-amarelo-dos-pântanos, carriço-dependurado, pulgueira, bunho, salgueirinha, colher, celga, nenúfar, erva-do-peixe-dourado, ranúnculo aquático, lentilha-de-água,… – foi por aí que eu comecei. Como em qualquer outro jardim, um jardim aquático nunca está terminado. Das expedições que ainda hoje faço aos cursos de água da região continuo a trazer plantas, tendo o cuidado de não transportar comigo plantas exóticas invasoras.
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Quando terminei a construção do meu charco, derramei no seu interior um balde de lodo, verdadeiro fermento de vida, trazido de um outro lago. Foi a forma que encontrei para o ativar. O lodo contém microrganismos, invertebrados e seus ovos, indispensáveis ao equilíbrio do ecossistema.
Os primeiros insetos a aparecerem no meu charco foram os barqueiros e os alfaiates. Os últimos acabaram destronados pelos primeiros. Também já por lá vi escorpiões-de-água e escaravelhos-de-água. São diversas as espécies de libelinhas que sobrevoam o meu charco, com destaque para o imperador-azul, admirável helicóptero no mundo dos insetos.
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Pastando no meu lago, são visíveis os caracóis aquáticos. Também já por lá detetei sanguessugas.
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Com a base da cadeia alimentar estabelecida, não demoraram a surgir os anfíbios. Primeiro a rã-verde, depois o tritão marmoreado. Já tentei introduzir a rã ibérica, presente na minha região, mas não tive sucesso. É indiscritível a sensação de ouvir coaxar as rãs, especialmente nas noites quentes, verdadeira melodia para os meus ouvidos.
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Surpresa foi no outro dia ter visto no meu charco uma cobra de água, ser que, relativamente aos anfíbios, se encontra um patamar acima na cadeia alimentar! A cobra de água é um ser completamente inofensivo para nós humanos. A sua presença só é possível devido à existência de anfíbios, suas presas. Este acontecimento é para mim a cereja no topo do bolo, sinal de êxito deste meu empreendimento.
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Pintassilgos, verdilhões, pardais, arvéolas, … No meu charco matam a sede várias aves da minha região. É um corre-corre, ou melhor dizendo, um voa-voa, nos quentes dias de verão.
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Quanto a mamíferos, os morcegos ao crepúsculo fazem voos rasantes no meu charco, certamente à cata de insetos. Frequentemente vejo por lá beber o meu gato. Embora contra a minha vontade, ocasionalmente o cão da minha vizinha no meu charco toma o seu banho.
Rafael Carvalho / jun2012
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Recomendo uma visita ao sitio http://www.charcoscomvida.org/, projeto a que aderi.
Para saber mais sobre flora aquática ribeirinha,
clique aqui.
Se tiver curiosidade, para sentir o prazer de ver e ouvir uma rã-verde a coaxar,
clique aqui.

 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Biodiversidade de Vila Real em exposição na UTAD

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A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em parceria com a Câmara Municipal de Vila Real, inaugurou no passado dia 12 uma exposição centrada na divulgação das espécies emblemáticas da fauna e da flora e registam assim os trabalhos de monitorização realizados ao longo dos 2 últimos anos pela equipa de investigadores da UTAD no território do concelho. A iniciativa está inserida no Programa de Preservação da Biodiversidade de Vila Real e é cofinanciada pelo Programa Operacional Regional do Norte (ON2).
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A exposição integra-se num ciclo de eventos destinados à sensibilização da sociedade para a importância da conservação da Natureza e da biodiversidade, salientando a necessidade de preservar os ecossistemas locais como uma das prioridades na manutenção da vida no Planeta. Será também uma oportunidade para divulgar as iniciativas levadas a efeito pelo Programa ao longo dos 2 últimos anos.
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Na cerimónia de inauguração da exposição foi inaugurado do Centro Interpretativo do Jardim Botânico da UTAD, o segundo maior da Europa.
Paralelamente à exposição, serão anunciadas novas iniciativas do Programa para os próximos meses, das quais merece destaque a organização do Congresso Internacional da Biodiversidade, com data prevista para outubro de 2012 e que reunirá muitos especialistas nacionais e internacionais.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Curso de iniciação à identificação e ecologia de répteis

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Data: 30 de Junho e 1 de Julho de 2012
Local: Faro - Centro de Ciência Viva do Algarve
Consulte o programa e obtenha mais informações clicando aqui.

sábado, 16 de junho de 2012

A sebe do meu jardim (IV)


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Figura central, visto de outra perspetiva, surge novamente nesta imagem o zimbro do meu último post.
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Relativamente às espécies vegetais que constituem a minha sebe, apresento aqui duas novidades: no canto inferior esquerdo da fotografia um grupo de gilbardeiras (Ruscus aculeatus); no canto superior direito uma giesta branca (Cytisus multiflorus).
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O meu sanganho explode de cor, frente ao envergonhado mas não menos florido rosmaninho. Com o seu véu florido, a giesta branca este ano já me presenteou – noutro post falarei sobre isso. As bagas carnudas do zimbro, alegria para a passarada, já iniciaram o seu desenvolvimento. Também designada de azevinho menor, a gilbardeira com os seus frutos rubros, no jardim e quiçá numa jarra lá de casa, chamará a atenção lá mais para o Natal.
Rafael Carvalho / jun2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A sebe do meu jardim (III)



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Publico aqui mais uma imagem da sebe do meu jardim, que pretendo biodiversa.
Relativamente a outras imagens já aqui publicadas, ao lado de um rosmaninho, de um medronheiro e de um sanganho, o zimbro galego (Juniperus oxycedrus) surge como novidade.
Todas as espécies da minha sebe são autóctones, nativas da região onde habito.
A minha sebe contribui para a manutenção da biodiversidade, já que fornece alimento e abrigo a uma diversificada fauna silvestre. A fauna acaba por disseminar as sementes nos terrenos circundantes.
Ao jeito de um "dois em um", para além de contribuírem para a preservação da natureza, as sebes naturais ajudam a manter as características culturais da paisagem.
Rafael Carvalho / jun2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Trepadeiras do meu jardim...






 
 


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Plantas e pessoas convivem há muito nas casas portuguesas, não só no interior mas também no exterior: ramadas/latadas de videira; roseiras de trepar; buganvílias; vinhas virgens e heras; … . A minha casa não poderia ser exceção.
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No meu jardim autóctone e como trepadeira para alegrar o meu portão de entrada, escolhi uma madressilva (Lonicera sp.). Trata-se de uma planta de belas e cheirosas flores, bastante abundante nos matos mediterrânicos durienses, onde a fui buscar. À flor da madressilva sucedem os rubros frutos, também eles ornamentais – uma alegria para o estômago da passarada!
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Na base da madressilva e usando o seu tronco como tutor, coloquei uma roseira brava (Rosa canina), também ela adquirida no viveiro do monte.
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A roseira brava origina rosas muito efêmeras, já que as suas pétalas se mantêm abertas por um único dia. Porém, como é muito produtiva, mantem-se florida durante bastante tempo. Ao contrário da madressilva, os frutos da rosa canina, também ornamentais, são comestíveis para a espécie humana.
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Quando refiro a origem das minhas plantas e o seu preço de aquisição (0,00€), causo alguma perplexidade junto de quem me ouve. Quem anda nos montes à procura de plantas para colocar no jardim certamente não estará bom da cabeça! Será que nos montes existem mesmo plantas capazes de alegrar uma casa, e ainda por cima a custo zero? Quando a esmola é muita o pobre desconfia…
Rafael Carvalho / jun2012