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Mais informações em:
http://anfibioserepteis.blogspot.pt/2012/07/workshop-anfibios-e-repteis-de-portugal.html
Flora e fauna autóctones; Jardinagem sustentável; XeroJardinagem; Jardim Natural; Jardim autóctone; Jardim Nativo...
segunda-feira, 9 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
Baracejo (Stipa gigantea)
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Confesso que só muito recentemente passei a estar atento ao potencial ornamental das nossas gramíneas. Esta afirmação não a aplico contudo ao baracejo, a gramínea das imagens. A admiração que nutro por esta planta já vem de longe. Eu próprio já a plantei no meu jardim.
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Nos locais rochosos do Alto-Douro, onde resido, é quase certa a presença do baracejo. As imagens que aqui apresento obtive-as no Monte de São Domingos,
em Armamar.
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O baracejo – Stipa gigantea – é mesmo gigante, dá nas vistas e esse é o segredo do seu potencial como planta ornamental.
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É longa a tradição dos ingleses na aplicação de gramíneas nos seus jardins. Relativamente ao baracejo, clique aqui, abra os olhos e delicie-se.
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Nos locais rochosos do Alto-Douro, onde resido, é quase certa a presença do baracejo. As imagens que aqui apresento obtive-as no Monte de São Domingos,
em Armamar.
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O baracejo – Stipa gigantea – é mesmo gigante, dá nas vistas e esse é o segredo do seu potencial como planta ornamental.
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É longa a tradição dos ingleses na aplicação de gramíneas nos seus jardins. Relativamente ao baracejo, clique aqui, abra os olhos e delicie-se.
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Nome vulgar: baracejo; garacejo
Família botânica: Gramineae (Poaceae)
Nome científico: Stipa gigantea
Distribuição Geral: SW da Europa; N de África; W da Ásia
Distribuição em Portugal: Douro e depressões anexas (Flora Digital) bem como a zona Sul do país (Flora ON);
Habitat: rupícola mas também em prados perenes, do interior às arribas litorais.
Floração: junho - julho
Características: O baracejo com as suas espiguetas pode atingir 2m de altura. As suas folhas são estreitas e lineares, formando tufos.
Em jardins rochosos, ou não, com as suas grandes inflorescências douradas, esta é sem dúvida umas das gramíneas autóctones com maior potencial ornamental.
Nome vulgar: baracejo; garacejo
Família botânica: Gramineae (Poaceae)
Nome científico: Stipa gigantea
Distribuição Geral: SW da Europa; N de África; W da Ásia
Distribuição em Portugal: Douro e depressões anexas (Flora Digital) bem como a zona Sul do país (Flora ON);
Habitat: rupícola mas também em prados perenes, do interior às arribas litorais.
Floração: junho - julho
Características: O baracejo com as suas espiguetas pode atingir 2m de altura. As suas folhas são estreitas e lineares, formando tufos.
Em jardins rochosos, ou não, com as suas grandes inflorescências douradas, esta é sem dúvida umas das gramíneas autóctones com maior potencial ornamental.
Rafael Carvalho / jul2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Cravina-brava (Dianthus lusitanus)
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Ao Alto-Douro já lhe ouvi chamar ilha de xisto. Foi pois nesse ambiente que eu me habituei a viver. Acontece que na minha ilha de xisto também existem ocasionais afloramentos graníticos, com vegetação muito própria: dedaleira-amarela; baracejo; cravina-brava; …
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Ao Alto-Douro já lhe ouvi chamar ilha de xisto. Foi pois nesse ambiente que eu me habituei a viver. Acontece que na minha ilha de xisto também existem ocasionais afloramentos graníticos, com vegetação muito própria: dedaleira-amarela; baracejo; cravina-brava; …
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Viver nas fissuras das rochas não é para todos. Quem poderia supor que das
rochas poderiam brotar flores?
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Se a cravina-brava é graciosa, se a cravina-brava é autóctone, tinha de a ver no meu jardim. A última fotografia prova a concretização desse meu desejo. Coloquei-a numa brecha no seio da minha calçada, evitando dessa forma a concorrência de outras ervas. Com alimento à descrição e sem ervas rivais, é vê-la crescer – faça-se a comparação com a primeira imagem relativa a uma cravina a viver no monte.
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Habituada às agruras da rocha, a minha cravina-brava dispensa qualquer mimo. Ao recusar a rega deixa-me mais sossegado quando parto de férias no verão.
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Nome vulgar: Cravina-brava; Craveiro-de-Portugal; Cravo-de-Maio; Cravo-rosado
Família botânica: Caryophyllaceae
Nome científico: Dianthus lusitanus
Distribuição Geral: Península Ibérica e Norte de Marrocos.
Distribuição em Portugal: Norte interior; Centro interior; Sul interior
Habitat: rupícola, em fendas e plataformas de rochedos ácidos sem solo, em locais com elevada exposição solar.
Floração: junho - setembro
Características: Atinge 15 a 45 cm de altura com os caules finos e lenhosos formando tufos. Os caules floríferos podem ser simples ou ramosos. As folhas são um tanto carnudas, lineares, não possuem nervura aparente, com a margem inteira ou apenas serrilhada na base. As flores surgem solitárias ou aos pares no extremo dos ramos. O cálice estreita progressivamente no extremo superior. Possui cinco pétalas intensamente rosadas e profundamente dentadas.
Tem um grande interesse ornamental, podendo ser plantada em jardins rochosos ácidos.
Se a cravina-brava é graciosa, se a cravina-brava é autóctone, tinha de a ver no meu jardim. A última fotografia prova a concretização desse meu desejo. Coloquei-a numa brecha no seio da minha calçada, evitando dessa forma a concorrência de outras ervas. Com alimento à descrição e sem ervas rivais, é vê-la crescer – faça-se a comparação com a primeira imagem relativa a uma cravina a viver no monte.
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Habituada às agruras da rocha, a minha cravina-brava dispensa qualquer mimo. Ao recusar a rega deixa-me mais sossegado quando parto de férias no verão.
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Nome vulgar: Cravina-brava; Craveiro-de-Portugal; Cravo-de-Maio; Cravo-rosado
Família botânica: Caryophyllaceae
Nome científico: Dianthus lusitanus
Distribuição Geral: Península Ibérica e Norte de Marrocos.
Distribuição em Portugal: Norte interior; Centro interior; Sul interior
Habitat: rupícola, em fendas e plataformas de rochedos ácidos sem solo, em locais com elevada exposição solar.
Floração: junho - setembro
Características: Atinge 15 a 45 cm de altura com os caules finos e lenhosos formando tufos. Os caules floríferos podem ser simples ou ramosos. As folhas são um tanto carnudas, lineares, não possuem nervura aparente, com a margem inteira ou apenas serrilhada na base. As flores surgem solitárias ou aos pares no extremo dos ramos. O cálice estreita progressivamente no extremo superior. Possui cinco pétalas intensamente rosadas e profundamente dentadas.
Tem um grande interesse ornamental, podendo ser plantada em jardins rochosos ácidos.
Rafael Carvalho / jul2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
Rãs e libelinhas no meu charco…
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Insectos, moluscos, crustáceos, anfíbios, repteis, … .A fauna que habita o meu charco é diversificada.
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Ao contrário das plantas, os animais tem pernas e/ou asas pelo que na minha presença fogem. A minha máquina fotográfica é das mais simples, não permitindo grandes definições quando faço atuar o zoom. De fotografia percebo muito pouco e, para piorar a situação, com reflexos constantes fotografar num ambiente aquático não é propriamente fácil.
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Apesar das limitações, apresento hoje quatro fotografias obtidas no meu charco. Fazem-me lembrar as imagens desfocadas das revistas cor-de-rosa. As duas primeiras têm por protagonista a rã-verde (Rana perezi). As duas últimas têm por protagonista a libelinha, cuja espécie gostava que alguém me ajudasse a identificar.
Insectos, moluscos, crustáceos, anfíbios, repteis, … .A fauna que habita o meu charco é diversificada.
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Ao contrário das plantas, os animais tem pernas e/ou asas pelo que na minha presença fogem. A minha máquina fotográfica é das mais simples, não permitindo grandes definições quando faço atuar o zoom. De fotografia percebo muito pouco e, para piorar a situação, com reflexos constantes fotografar num ambiente aquático não é propriamente fácil.
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Apesar das limitações, apresento hoje quatro fotografias obtidas no meu charco. Fazem-me lembrar as imagens desfocadas das revistas cor-de-rosa. As duas primeiras têm por protagonista a rã-verde (Rana perezi). As duas últimas têm por protagonista a libelinha, cuja espécie gostava que alguém me ajudasse a identificar.
Rafael Carvalho / jul2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Plantio de um charco – classificação das plantas
Foto da autoria do próprio no próprio charco
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Um charco quer-se biodiverso. Quanto mais espécies vegetais em equilíbrio tiver um charco, mais rica será a vida animal que lhe estará associada.
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As plantas aquáticas alegram-nos com a sua beleza, fornecem oxigénio, refúgio e local de desova para muitos animais. Concorrem ainda com as indesejáveis algas.
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Na escolha das plantas aquáticas dever-se-á dar prioridade às autóctones, mais adequadas ao nosso clima e à nossa paisagem. As plantas autóctones mais facilmente interagem com a fauna local. Se forem colhidas diretamente na natureza, num ambiente aquático próximo, são adquiridas a custo zero, evitam a contaminação genética e a introdução de espécies invasoras.
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Segue-se uma possível classificação das plantas, segundo a posição que ocupam no charco relativamente à margem ou ao nível da água. Esta classificação não é universal e o mesmo termo pode ter diferentes significados consoante a fonte.
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Plantas flutuantes: são as plantas que flutuam na superfície da água, não possuindo raízes fixas a qualquer substrato. Preferem águas calmas e necessitam de sol pleno. Oferecem sombra para os seres submersos.
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As plantas aquáticas alegram-nos com a sua beleza, fornecem oxigénio, refúgio e local de desova para muitos animais. Concorrem ainda com as indesejáveis algas.
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Na escolha das plantas aquáticas dever-se-á dar prioridade às autóctones, mais adequadas ao nosso clima e à nossa paisagem. As plantas autóctones mais facilmente interagem com a fauna local. Se forem colhidas diretamente na natureza, num ambiente aquático próximo, são adquiridas a custo zero, evitam a contaminação genética e a introdução de espécies invasoras.
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Segue-se uma possível classificação das plantas, segundo a posição que ocupam no charco relativamente à margem ou ao nível da água. Esta classificação não é universal e o mesmo termo pode ter diferentes significados consoante a fonte.
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Plantas flutuantes: são as plantas que flutuam na superfície da água, não possuindo raízes fixas a qualquer substrato. Preferem águas calmas e necessitam de sol pleno. Oferecem sombra para os seres submersos.
Exemplo: lentilha-de-água.
Plantas de folhagem flutuante: são plantas que fixam as raízes ao solo. As suas folhas, no início submersas, emergem e ficam em contato com a atmosfera. A sua floração é aérea.
Plantas de folhagem flutuante: são plantas que fixam as raízes ao solo. As suas folhas, no início submersas, emergem e ficam em contato com a atmosfera. A sua floração é aérea.
Exemplo: nenúfar.
Plantas submersas: são plantas que fixas no solo desenvolvem a sua folhagem dentro de água. As plantas submersas contribuem para a oxigenação da água e evitam o desenvolvimento de algas indesejáveis que gostam de águas pouco oxigenadas. Muito apreciadas pela fauna aquática, as plantas submersas servem de refúgio e local de desova para diversos animais.
Plantas submersas: são plantas que fixas no solo desenvolvem a sua folhagem dentro de água. As plantas submersas contribuem para a oxigenação da água e evitam o desenvolvimento de algas indesejáveis que gostam de águas pouco oxigenadas. Muito apreciadas pela fauna aquática, as plantas submersas servem de refúgio e local de desova para diversos animais.
Exemplo: erva-do-peixe-dourado.
Plantas emergentes / plantas marginais: as plantas marginais preferem os locais rasos, como as margens do charco. Permanecem com as raízes e a primeira porção do caule submersos. As folhas desenvolvem-se fora de água. Oferecem excelente abrigo aos anfíbios, insetos e outros animais aquáticos.
Exemplo: lírio-amarelo-dos-pântanos.
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Plantas emergentes / plantas marginais: as plantas marginais preferem os locais rasos, como as margens do charco. Permanecem com as raízes e a primeira porção do caule submersos. As folhas desenvolvem-se fora de água. Oferecem excelente abrigo aos anfíbios, insetos e outros animais aquáticos.
Exemplo: lírio-amarelo-dos-pântanos.
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As plantas flutuantes e de folhagem flutuante devem ser controladas, por forma a manter livre 2/3 ou mesmo ¾ da superfície da água. Também as plantas emergentes e as plantas submersas poderão ser muito colonizadoras, havendo necessidade de, nesse caso, proceder a frequentes mondas.
Rafael Carvalho / jun2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
As nuvens do meu lago
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Um lago com nuvens. Estranho acontecimento esse!
Pois é, o meu lago tem nuvens, refletidas pois claro…
Rafael Carvalho / jun2012
sábado, 23 de junho de 2012
Explode de vida, o meu charco…
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A presente fotografia, obtive-a no meu charco. O seu conteúdo enche-me de orgulho.
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A construção de um charco, concretização de um sonho de criança, permitiu fomentar a biodiversidade no meu jardim. Entre plantas e aninais, pretendia albergar em 36 metros quadrados o maior número possível de seres vivos, uma forma diferente de comemorar o então ano internacional da biodiversidade.
Um charco no jardim, funciona como uma maternidade para alguma da vida selvagem. Plantas aquáticas, animais como os anfíbios e as libelinhas são totalmente dependentes da água para poderem sobreviver. Estes animais retribuem controlando pragas agrícolas. Não é de desprezar ainda o valor paisagístico de um charco, bem como o prazer que ele pode oferecer ao permitir a observação de aves, insetos e anfíbios.
A construção de um charco, concretização de um sonho de criança, permitiu fomentar a biodiversidade no meu jardim. Entre plantas e aninais, pretendia albergar em 36 metros quadrados o maior número possível de seres vivos, uma forma diferente de comemorar o então ano internacional da biodiversidade.
Um charco no jardim, funciona como uma maternidade para alguma da vida selvagem. Plantas aquáticas, animais como os anfíbios e as libelinhas são totalmente dependentes da água para poderem sobreviver. Estes animais retribuem controlando pragas agrícolas. Não é de desprezar ainda o valor paisagístico de um charco, bem como o prazer que ele pode oferecer ao permitir a observação de aves, insetos e anfíbios.
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Na base da cadeia alimentar estão as plantas. As plantas servem ainda de refúgio a muitos animais bem como local de postura dos seus ovos. Espadana-de-água, tábua, junco, rabaça, caniço, lírio-amarelo-dos-pântanos, carriço-dependurado, pulgueira, bunho, salgueirinha, colher, celga, nenúfar, erva-do-peixe-dourado, ranúnculo aquático, lentilha-de-água,… – foi por aí que eu comecei. Como em qualquer outro jardim, um jardim aquático nunca está terminado. Das expedições que ainda hoje faço aos cursos de água da região continuo a trazer plantas, tendo o cuidado de não transportar comigo plantas exóticas invasoras.
Na base da cadeia alimentar estão as plantas. As plantas servem ainda de refúgio a muitos animais bem como local de postura dos seus ovos. Espadana-de-água, tábua, junco, rabaça, caniço, lírio-amarelo-dos-pântanos, carriço-dependurado, pulgueira, bunho, salgueirinha, colher, celga, nenúfar, erva-do-peixe-dourado, ranúnculo aquático, lentilha-de-água,… – foi por aí que eu comecei. Como em qualquer outro jardim, um jardim aquático nunca está terminado. Das expedições que ainda hoje faço aos cursos de água da região continuo a trazer plantas, tendo o cuidado de não transportar comigo plantas exóticas invasoras.
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Quando terminei a construção do meu charco, derramei no seu interior um balde de lodo, verdadeiro fermento de vida, trazido de um outro lago. Foi a forma que encontrei para o ativar. O lodo contém microrganismos, invertebrados e seus ovos, indispensáveis ao equilíbrio do ecossistema.
Os primeiros insetos a aparecerem no meu charco foram os barqueiros e os alfaiates. Os últimos acabaram destronados pelos primeiros. Também já por lá vi escorpiões-de-água e escaravelhos-de-água. São diversas as espécies de libelinhas que sobrevoam o meu charco, com destaque para o imperador-azul, admirável helicóptero no mundo dos insetos.
Quando terminei a construção do meu charco, derramei no seu interior um balde de lodo, verdadeiro fermento de vida, trazido de um outro lago. Foi a forma que encontrei para o ativar. O lodo contém microrganismos, invertebrados e seus ovos, indispensáveis ao equilíbrio do ecossistema.
Os primeiros insetos a aparecerem no meu charco foram os barqueiros e os alfaiates. Os últimos acabaram destronados pelos primeiros. Também já por lá vi escorpiões-de-água e escaravelhos-de-água. São diversas as espécies de libelinhas que sobrevoam o meu charco, com destaque para o imperador-azul, admirável helicóptero no mundo dos insetos.
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Pastando no meu lago, são visíveis os caracóis aquáticos. Também já por lá detetei sanguessugas.
Pastando no meu lago, são visíveis os caracóis aquáticos. Também já por lá detetei sanguessugas.
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Com a base da cadeia alimentar estabelecida, não demoraram a surgir os anfíbios. Primeiro a rã-verde, depois o tritão marmoreado. Já tentei introduzir a rã ibérica, presente na minha região, mas não tive sucesso. É indiscritível a sensação de ouvir coaxar as rãs, especialmente nas noites quentes, verdadeira melodia para os meus ouvidos.
Com a base da cadeia alimentar estabelecida, não demoraram a surgir os anfíbios. Primeiro a rã-verde, depois o tritão marmoreado. Já tentei introduzir a rã ibérica, presente na minha região, mas não tive sucesso. É indiscritível a sensação de ouvir coaxar as rãs, especialmente nas noites quentes, verdadeira melodia para os meus ouvidos.
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Surpresa foi no outro dia ter visto no meu charco uma cobra de água, ser que, relativamente aos anfíbios, se encontra um patamar acima na cadeia alimentar! A cobra de água é um ser completamente inofensivo para nós humanos. A sua presença só é possível devido à existência de anfíbios, suas presas. Este acontecimento é para mim a cereja no topo do bolo, sinal de êxito deste meu empreendimento.
Surpresa foi no outro dia ter visto no meu charco uma cobra de água, ser que, relativamente aos anfíbios, se encontra um patamar acima na cadeia alimentar! A cobra de água é um ser completamente inofensivo para nós humanos. A sua presença só é possível devido à existência de anfíbios, suas presas. Este acontecimento é para mim a cereja no topo do bolo, sinal de êxito deste meu empreendimento.
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Pintassilgos, verdilhões, pardais, arvéolas, … No meu charco matam a sede várias aves da minha região. É um corre-corre, ou melhor dizendo, um voa-voa, nos quentes dias de verão.
Pintassilgos, verdilhões, pardais, arvéolas, … No meu charco matam a sede várias aves da minha região. É um corre-corre, ou melhor dizendo, um voa-voa, nos quentes dias de verão.
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Quanto a mamíferos, os morcegos ao crepúsculo fazem voos rasantes no meu charco, certamente à cata de insetos. Frequentemente vejo por lá beber o meu gato. Embora contra a minha vontade, ocasionalmente o cão da minha vizinha no meu charco toma o seu banho.
Quanto a mamíferos, os morcegos ao crepúsculo fazem voos rasantes no meu charco, certamente à cata de insetos. Frequentemente vejo por lá beber o meu gato. Embora contra a minha vontade, ocasionalmente o cão da minha vizinha no meu charco toma o seu banho.
Rafael Carvalho / jun2012
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Recomendo uma visita ao sitio http://www.charcoscomvida.org/, projeto a que aderi.
Para saber mais sobre flora aquática ribeirinha, clique aqui.
Se tiver curiosidade, para sentir o prazer de ver e ouvir uma rã-verde a coaxar, clique aqui.
Para saber mais sobre flora aquática ribeirinha, clique aqui.
Se tiver curiosidade, para sentir o prazer de ver e ouvir uma rã-verde a coaxar, clique aqui.
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