sábado, 21 de julho de 2012

Dedaleira e verbasco – sementes para o próximo ano


+
O saco da imagem contém cápsulas de sementes de dedaleira e verbasco, a serem semeadas no meu jardim autóctone no próximo ano.
Rafael Carvalho / jul2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Verbasco (Verbascum sp.)






+
Plantas autóctones portuguesas existem cuja identificação não deixa qualquer margem para dúvida – um medronheiro é um medronheiro; uma camarinheira é uma camarinheira; um pilriteiro é um pilriteiro; … Outras plantas pertencem a géneros botânicos pulverizados em variadíssimas espécies, cujas diferenças não são facilmente percetíveis para um aprendiz de botânico. Com alguma frustração minha o verbasco encontra-se nesta última situação. Existem cerca de 360 espécies de verbasco das quais 90 são nativas da Europa, com cerca de uma dezena a ocorrerem Portugal. Para piorar a situação muitas espécies de verbasco hibridam naturalmente, o que dificulta ainda mais a identificação.
+
Não conseguindo identificar o espécime duriense das imagens, fique-se pelo género – Verbascum sp.
+O verbasco é uma planta herbácea da família Scrophulariaceae. Bastante robusto, as folhas do verbasco formam uma roseta de onde se destaca uma ou várias inflorescências em espiga. Possui como fruto uma cápsula ovóide ou elipsóide. O porte do verbasco depende da espécie em causa – se o Verbascum giganteum atinge os dois metros, o Verbascum virgatum mede menos de um metro. Habita Terrenos incultos e pedregosos e margens de caminhos.
+
O verbasco possui propriedades medicinais. Na Antiguidade e durante a Idade Média acreditava-se que esta planta possuía propriedades mágicas e protetoras contra os maus espíritos.
+
Muito ornamental, é bastante usado pelos ingleses nos seus jardins, facto que pode ser visto
clicando aqui.
Rafael Carvalho / jul2012

domingo, 15 de julho de 2012

As dedaleiras do meu jardim

 
+
Apresento-vos hoje as dedaleiras do meu jardim.
+
A primeira imagem refere-se à Digitalis purpurea, normalmente presente em matos e relvados húmidos, sendo também ruderal. Para meu expanto no meu jardim encavalitou-se num dos muros de xisto.
+
Quanto à segunda imagem, reporta-se à abeloura-amarelada. Tenho dúvidas contudo relativamente à identificação da espécie. Poderá tratar-se da
Digitalis thapsi, um endemismo ibérico ou, com um pouco mais de sorte, da Digitalis amandiana, um endemismo duriense, circunscrevendo-se no mundo apenas à região do Douro, onde habito. Ambas são rupícolas, habitando locais rochosos, mais soalheiros no caso no caso da Digitalis thapsi.
+
Sendo natural de Aveiro, onde as únicas rochas que me habituei a ver eram as da calçada, durante muito tempo só tive consciência da existência da dedaleira Digitalis purpurea. Uma vez no Douro, perante a abeloura-amarelada presente em locais rochosos, pensava inicialmente estar diante da mesma dedaleira.
Castigada pelas condições ambientais, teria apenas um aspeto mais amarelado. Enganei-me!
+
Cruzando os dados do Flora On com os dados da Flora Digital, verificamos existirem em Portugal pelo menos quatro espécies de dedaleiras. Com flores entre o branco e o amarelo, apenas não aludi neste texto à Digitalis Mariana.
Rafael Carvalho / jul2012

 

Parques e Vida Selvagem - edição de verão

+
Foi publicada no dia 11 de julho mais uma edição da revista PARQUES E VIDA SELVAGEM.
Trata-se de uma excelente revista... ainda por cima gratuita!
As traves-mestras desta publicação são a educação ambiental e a conservação da natureza.
A revista PARQUES E VIDA SELVAGEM é produzida trimestralmente pelo Parque Biológico de Gaia.
Obtenha o seu exemplar digital (Acrobat reader)
clicando aqui.
Também aqui poderá obter os números anteriores.
Rafael Carvalho / jul2011

domingo, 8 de julho de 2012

Baracejo (Stipa gigantea)



+
Confesso que só muito recentemente passei a estar atento ao potencial ornamental das nossas gramíneas. Esta afirmação não a aplico contudo ao baracejo, a gramínea das imagens. A admiração que nutro por esta planta já vem de longe. Eu próprio já a plantei no meu jardim.
+
Nos locais rochosos do Alto-Douro, onde resido, é quase certa a presença do baracejo. As imagens que aqui apresento obtive-as no Monte de São Domingos,

em Armamar.
+
O baracejo – Stipa gigantea – é mesmo gigante, dá nas vistas e esse é o segredo do seu potencial como planta ornamental.
+
É
longa a tradição dos ingleses na aplicação de gramíneas nos seus jardins. Relativamente ao baracejo, clique aqui, abra os olhos e delicie-se.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Nome vulgar: baracejo; garacejo
Família botânica: Gramineae (Poaceae)
Nome científico: Stipa gigantea
Distribuição Geral: SW da Europa; N de África; W da Ásia
Distribuição em Portugal: Douro e depressões anexas (Flora Digital) bem como a zona Sul do país (Flora ON);
Habitat: rupícola mas também em prados perenes, do interior às arribas litorais.
Floração: junho - julho
Características: O baracejo com as suas espiguetas pode atingir 2m de altura. As suas folhas são estreitas e lineares, formando tufos.
Em jardins rochosos, ou não, com as suas grandes inflorescências douradas, esta é sem dúvida umas das gramíneas autóctones com maior potencial ornamental.
Rafael Carvalho / jul2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cravina-brava (Dianthus lusitanus)




+
Ao Alto-Douro já lhe ouvi chamar ilha de xisto. Foi pois nesse ambiente que eu me habituei a viver. Acontece que na minha ilha de xisto também existem ocasionais afloramentos graníticos, com vegetação muito própria: dedaleira-amarela; baracejo; cravina-brava; …
+
Viver nas fissuras das rochas não é para todos. Quem poderia supor que das
rochas poderiam brotar flores?
+
Se a cravina-brava é graciosa, se a cravina-brava é autóctone, tinha de a ver no meu jardim. A última fotografia prova a concretização desse meu desejo. Coloquei-a numa brecha no seio da minha calçada, evitando dessa forma a concorrência de outras ervas. Com alimento à descrição e sem ervas rivais, é vê-la crescer – faça-se a comparação com a primeira imagem relativa a uma cravina a viver no monte.
+
Habituada às agruras da rocha, a minha cravina-brava dispensa qualquer mimo. Ao recusar a rega deixa-me mais sossegado quando parto de férias no verão.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Nome vulgar: Cravina-brava; Craveiro-de-Portugal; Cravo-de-Maio; Cravo-rosado
Família botânica: Caryophyllaceae
Nome científico: Dianthus lusitanus
Distribuição Geral: Península Ibérica e Norte de Marrocos.
Distribuição em Portugal: Norte interior; Centro interior; Sul interior
Habitat: rupícola, em fendas e plataformas de rochedos ácidos sem solo, em locais com elevada exposição solar.
Floração: junho - setembro
Características: Atinge 15 a 45 cm de altura com os caules finos e lenhosos formando tufos. Os caules floríferos podem ser simples ou ramosos. As folhas são um tanto carnudas, lineares, não possuem nervura aparente, com a margem inteira ou apenas serrilhada na base. As flores surgem solitárias ou aos pares no extremo dos ramos. O cálice estreita progressivamente no extremo superior. Possui cinco pétalas intensamente rosadas e profundamente dentadas.
Tem um grande interesse ornamental, podendo ser plantada em jardins rochosos ácidos.
Rafael Carvalho / jul2012