terça-feira, 18 de setembro de 2012

Gratidão

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A internet modificou o mundo, desde logo pela facilidade com que acedemos à informação. Para o bem e para o mal a aldeia global também facilita a troca de experiências. Pessoas com os mesmos gostos partilham ideias. Também se fazem amizades.
Há blogues que sigo onde faço comentários e sou correspondido.
Sigo com entusiasmo um blogue criado lá para o Algarve, bonita província do Sul. O seu autor, de forma desinteressada, ocasionalmente publica ofertas de sementes relativas a plantas do seu jardim, muitas delas autóctones.
Desejava há muito possuir uma rosa-albardeira, planta nativa do nosso território mas ausente na região onde habito. Bonita, do género Paeonia, não existe contudo há venda nos centros de jardinagem. No dito blogue fiz um apelo e fui correspondido. Recebi as sementes da rosa albardeira pelo correio. Como brinde ainda me foram enviadas sementes das plantas Echinops ritro e Vitex agnus-castus.
Dar sem a pretensão de receber algo em troca. Existe melhor amizade do que aquela que é livre de interesse?
Obrig
ado amigo Zé Júlio.
Rafael Carvalho / set2012

domingo, 16 de setembro de 2012

Base de dados da Biodiversidade dos Açores

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"A Galeria da Biodiversidade dos Açores permite que possa apreciar e aprender sobre os diversos aspectos da natureza única e peculiar dos Açores. A nossa galeria oferece uma riqueza de informações sobre plantas e insectos, assim como muitas fotos. Pode utilizar ferramentas para identificação de espécies como navegar pelas nossas galerias temáticas. Esperamos que esta nova ferramenta seja útil na investigação ou mera curiosidade."

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Bunho (Schoenoplectus lacustris)




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Usando uma linguagem simplificada poderei dizer que o bunho é uma espécie de junco gigante. Esse gigantismo permitia que outrora na região da Beira Litoral, de onde sou natural, fosse usado na construção de
esteiras. Na casa dos meus avós, os colchões de palha eram dispostos sobre esteiras pelo que desde cedo contactei com esta planta. Em várias regiões do país é usado para empalhar mesas e cadeiras.
As imagens que apresento foram capturadas na Lagoa da Vela, concelho da Figueira da Foz.
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Nome vulgar: bunho ou bonho
Família botânica: Cyperaceae Nome científico: Schoenoplectus lacustris Distribuição Geral:
Distribuição em Portugal: em todo o território mas sobretudo no Centro e Sul do país.
Habitat: é comum em áreas húmidas e alagadiças, como riachos de baixa energia, lagoas, pântanos e pauis.
Floração: junho - setembro
Características:
O bunho é uma espécie de junco. Erva vivaz, tem caules redondos, verdes, lisos e sem folhas. As folhas, em forma de tira, são todas submersas. As flores apresentam-se em conjuntos pouco densos de espiguilhas ovais vermelhas-acastanhadas, perto do topo dos caules. Cresce em maciços densos, cobrindo largas áreas sobre as águas.
Possui potencial ornamental pela sua corpulência, robustez e beleza das suas inflorescências. Pode servir para marginar lagos especialmente nas suas zonas de ocorrência natural.
Rafael Carvalho / set2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tabua (Typha sp.)


 

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Não consigo imaginar um lago ou um curso de água de corrente fraca sem a presença da tabua. As suas flores em forma de espiga são inconfundíveis. Sobre um cilindro inferior de cor canela - a espiga feminina, um outro cilindro mais pequeno - a espiga masculina. A floração dá-se de Maio a Agosto. O meu filho diz que a tabua tem um chouriço em cima.
São várias as espécies de tabuas presentes no território nacional: Typha angustifolia; Typha latifolia; Typha domingensis…  A distinção entre elas não é fácil.
Tratam-se as tabuas de ervas palustres vivazes, emersas, com rizomas rastejantes subaquáticos. Os seus caules são simples. As folhas são lineares e planas.
Crescem em pântanos, valas e margens de linhas de água de corrente fraca. Toleram pequenos períodos de secura. Podem formar comunidades densas – os chamados tabuais.
Dependendo da espécie, as tábuas podem ultrapassar os 3 m de altura.
Das raízes às flores, segundo parece, são comestíveis.
As duas primeiras fotografias obtive-as no meu lago. A última fotografia retrata um tabual na Lagoa da Vela, concelho da Figueira da Foz.
Usadas em lagos de jardim as tabuas têm um grande interesse ornamental. Necessitam contudo de mondas frequentes por se revelarem extremamente colonizadoras.
Rafael Carvalho / set2012

 

domingo, 9 de setembro de 2012

Floresta Lusa

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Vamos todos recuperar as espécies autóctones da Floresta Portuguesa: os pinheiros, os carvalhos, o sobreiro, a azinheira, o freixo, o teixo, o azereiro, o cedro, o amieiro, entre outras.
Mais informações clicando aqui.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

As aves rupícolas e aquáticas | Fim-de-semana Europeu de Observação de Aves



A SPEA junta-se mais uma vez à organização, em Portugal, do Fim de semana Europeu de Observação de Aves/EuroBirdwatch 2012, organizado anualmente pela BirdLife International desde 1993. Participe nas atividades da SPEA e dos parceiros e junte-se aos milhares de europeus fascinados pelas aves e pela migração.


Organização: Associação Transumância e Natureza; Quercus Guarda; Associação Transcudânia
Locais: Reserva da Faia Brava e Barragem de Almofala (Figueira de Castelo Rodrigo)

Data: 06/Out/2012

Mais informações

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Caniço (Phragmites australis)


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O caniço é frequente nos locais húmidos da Beira Litoral, província que me viu nascer. Desde miúdo me habituei à sua presença em lagos e lagoas litorais, bem como ao longo da Ria de Aveiro. Possui semelhanças físicas com a exótica e invasora “cana” - Arundo donax, embora tenha menores dimensões.
As imagens que apresento foram obtidas na Lagoa da Vela em agosto de 2012.

O caniçal constitui um habitat de grande importância para a avifauna, fornecendo abrigo, alimento e local de nidificação. O rouxinol-dos-caniços deve o seu nome precisamente à estreita relação que mantém com este habitat.
O caniço é talvez a planta mais usada no tratamento de águas residuais, devido à sua capacidade de remover poluentes orgânicos, metais pesados e hidrocarbonetos.

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Nome vulgar: Caniço; caniço-da-água; caniço-dos-ribeiros; caniço-vulgar
Família botânica: Poaceae
Nome científico: Phragmites australis
Distribuição Geral: cosmopolita
Distribuição em Portugal: vulgar em todo o território, exceto nas zonas de maior altitude
Habitat: o caniço ocorre em locais permanentemente encharcados, podendo tolerar períodos de completa emersão; prefere lagos, lagoas e margens de cursos de água de corrente fraca ou nula, com níveis médios a elevados de nutrientes; tolera alguma salinidade.
Floração: julho - setembro
Características:
Planta vivaz de colmos lenhificados até 4 m de altura; possui rizomas compridos e rastejantes; as suas flores são hermafroditas, dispondo-se em pequenas espigas reunidas em panículas plumosas com comprimento que chega a atingir os 50 cm, frequentemente acastanhadas ou purpúreas; as suas folhas são alternas, largas, lineares a linear-lanceoladas, maiores na parte superior.
Forma extensos caniçais em zonas sob forte pressão antrópica.
Possui potencial ornamental podendo servir para marginar lagos ou cursos de água, especialmente nas suas zonas de ocorrência natural.

Rafael Carvalho / set2012