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Uma vez perguntaram-me que arbusto plantaria num jardim, se lá só pudesse colocar um único pé. A minha resposta foi perentória elegendo o abrunheiro-bravo.
Desconhecido da maioria, considero o abrunheiro-bravo como o mais ornamental dos nossos arbustos autóctones. Após o inverno em que permanece adormecido (o guerreiro também merece descansar), mal chega a primavera explode cobrindo-se generosamente de flores. Como noutras espécies de Prunus, a floração no abrunheiro-bravo ocorre antes de despontarem as folhas, não existindo no arbusto qualquer outro elemento que nos desvie o olhar. Igual encanto por esta planta e pelas suas flores têm os insetos polinizadores – abelhas, besouros, … À medida que a estação avança vão surgindo os abrunhos, primeiro verdes, azulados depois de já instalado o verão. A sedução é tanta que ao jeito de Adão e Eva somos tentados a trincar o fruto proibido – grande asneira, o teor de taninos neste fruto é muito elevado, fica-nos perra a boca. Após a queda das folhas, já em pleno outono, lá ficam dependurados os profusos abrunhos. Serão comidos pela passarada após as primeiras geadas.
Ainda em miúdo, tive o meu primeiro contacto com o abrunheiro-bravo na Serra da Boa Viagem, concelho da Figueira da Foz. Coca-bichinhos, já na altura gostava de me embrenhar em plena natureza.
No Douro, onde agora habito, o abrunheiro-bravo é relativamente abundante. E lá o tenho eu no meu jardim, onde foram aliás obtidas as imagens que ora apresento.
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Nome vulgar: abrunheiro; abrunheiro-bravo.
Família botânica: Rosaceae.
Nome científico: Prunus spinosa.
Distribuição Geral: grande parte da Europa, Oeste da Sibéria, Cáucaso, Sudoeste da Ásia e Noroeste de África.
Distribuição em Portugal: Centro e Nordeste.
Habitat: ruderal, sendo comum em sebes, margens dos campos e caminhos.
Floração: março – maio
Características:Arbusto caducifólio espinhoso e intrincado que atinge de 1 a 2,5 m. Os seus ramos com ritidoma escuro inserem-se no eixo segundo um ângulo muito aberto, próximo muitas vezes dos 90º. Possui folhas simples, alternas, verde-escuras, pequenas, obovado-lanceoladas, com a margem finamente serrada. As folhas são revestidas por uma penugem fina e macia. Quando floresce produz imensas flores, pequenas, solitárias ou geminadas. A corola possui 5 pétalas brancas ou raramente rosadas, sem pelos. Os seus pequenos frutos globosos de cor azul-escura são carnudos, com uma única semente, incluída num só caroço lenhoso, envolvido por uma pele fina.
Pela beleza das suas flores e frutos, possui um grande potencial ornamental. Resistente à seca e ao frio, na extrema dos terrenos e junto a muros forma sebes naturais defensivas. O abrunheiro é um arbusto bastante interessante para a fauna: insetos, aves e pequenos mamíferos alimentam-se do seu pólen, das suas folhas e dos seus frutos; oferece também uma excelente proteção dos ninhos contra predadores.
Prospera em quase todo tipo de solo, embora prefira solos calcários e argilosos. Propaga-se por semente, por mergulhia ou por rebentões de raiz.
Uma vez perguntaram-me que arbusto plantaria num jardim, se lá só pudesse colocar um único pé. A minha resposta foi perentória elegendo o abrunheiro-bravo.
Desconhecido da maioria, considero o abrunheiro-bravo como o mais ornamental dos nossos arbustos autóctones. Após o inverno em que permanece adormecido (o guerreiro também merece descansar), mal chega a primavera explode cobrindo-se generosamente de flores. Como noutras espécies de Prunus, a floração no abrunheiro-bravo ocorre antes de despontarem as folhas, não existindo no arbusto qualquer outro elemento que nos desvie o olhar. Igual encanto por esta planta e pelas suas flores têm os insetos polinizadores – abelhas, besouros, … À medida que a estação avança vão surgindo os abrunhos, primeiro verdes, azulados depois de já instalado o verão. A sedução é tanta que ao jeito de Adão e Eva somos tentados a trincar o fruto proibido – grande asneira, o teor de taninos neste fruto é muito elevado, fica-nos perra a boca. Após a queda das folhas, já em pleno outono, lá ficam dependurados os profusos abrunhos. Serão comidos pela passarada após as primeiras geadas.
Ainda em miúdo, tive o meu primeiro contacto com o abrunheiro-bravo na Serra da Boa Viagem, concelho da Figueira da Foz. Coca-bichinhos, já na altura gostava de me embrenhar em plena natureza.
No Douro, onde agora habito, o abrunheiro-bravo é relativamente abundante. E lá o tenho eu no meu jardim, onde foram aliás obtidas as imagens que ora apresento.
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Nome vulgar: abrunheiro; abrunheiro-bravo.
Família botânica: Rosaceae.
Nome científico: Prunus spinosa.
Distribuição Geral: grande parte da Europa, Oeste da Sibéria, Cáucaso, Sudoeste da Ásia e Noroeste de África.
Distribuição em Portugal: Centro e Nordeste.
Habitat: ruderal, sendo comum em sebes, margens dos campos e caminhos.
Floração: março – maio
Características:Arbusto caducifólio espinhoso e intrincado que atinge de 1 a 2,5 m. Os seus ramos com ritidoma escuro inserem-se no eixo segundo um ângulo muito aberto, próximo muitas vezes dos 90º. Possui folhas simples, alternas, verde-escuras, pequenas, obovado-lanceoladas, com a margem finamente serrada. As folhas são revestidas por uma penugem fina e macia. Quando floresce produz imensas flores, pequenas, solitárias ou geminadas. A corola possui 5 pétalas brancas ou raramente rosadas, sem pelos. Os seus pequenos frutos globosos de cor azul-escura são carnudos, com uma única semente, incluída num só caroço lenhoso, envolvido por uma pele fina.
Pela beleza das suas flores e frutos, possui um grande potencial ornamental. Resistente à seca e ao frio, na extrema dos terrenos e junto a muros forma sebes naturais defensivas. O abrunheiro é um arbusto bastante interessante para a fauna: insetos, aves e pequenos mamíferos alimentam-se do seu pólen, das suas folhas e dos seus frutos; oferece também uma excelente proteção dos ninhos contra predadores.
Prospera em quase todo tipo de solo, embora prefira solos calcários e argilosos. Propaga-se por semente, por mergulhia ou por rebentões de raiz.
Rafael Carvalho / set2012


