segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Florestar Portugal 2012

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Os benefícios que as florestas proporcionam, não permanecem apenas no local onde as árvores se encontram. Ao afectarem de forma positiva os sistemas naturais globais, disponibilizam benefícios para toda a Humanidade. Por isso estamos a construir uma “Floresta Comum”, para todos e por várias gerações.

A AFN – Autoridade Florestal Nacional, o ICNB – Instituto de Conservação da Natureza, a ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza estabeleceram uma parceria com vista à criação de um programa de incentivo à reflorestação com floresta autóctone portuguesa, o FLORESTA COMUM.

A AMO Portugal em parceria com o "Floresta Comum", coordenado pela Quercus, pretende contribuir activamente e nesse sentido, vamos APROXIMAR todos os CIDADÃOS (e especialmente os JOVENS) DA FLORESTA!

No dia 24 de novembro vamos FLORESTAR PORTUGAL com árvores autóctones:
Freixo,
Azereiro,
Azinheira,
Medronheiro,
Carvalho-negral,
Carvalho-português,
Castanheiro, Cerejeira,
Carvalho-alvarinho, Amieiro,
Sobreiro, Borrazeira-preta,
Sabugueiro,
Vidoeiro,
Ulmeiro
 
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domingo, 30 de setembro de 2012

Louva-a-deus no meu jardim...

  
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A bicharada parece ter um gosto especial pelo meu jardim, ficando eu satisfeito com isso. Desta feita, mesmo em frente ao meu portão de entrada, o louva-a-deus da imagem elegeu a minha roseira brava como seu território de caça.
Com o seu aspeto alienígena, os louva-a-deus sempre me surpreenderam.
Rafael Carvalho / set2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Trovisco (Daphne gnidium)





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Se existem plantas nativas suscetíveis de incluir no rol das ornamentais, o trovisco é sem sombra de dúvida uma delas.
Recorrendo à arte da topiaria, quantas vezes nos nossos jardins vemos bolas de buxo? Ora a natureza do trovisco já lhe confere o formato esférico. Uma vez plantado, mantem-se a bola a custo zero!
Existem empresas especializadas em plantas autóctones que vendem o trovisco. A lisboeta
Sigmetum vende-o a 2,5€ o vaso.
Aqui no Norte confesso que nunca vi um trovisco à venda. Por sementeira ou mesmo por transplante, já fiz várias tentativas de o reproduzir, todas elas sem sucesso.
Os meus vizinhos cortam os troviscos que nascem nos seus terrenos. O da imagem escapou. Grande frustração a minha. Dá deus nozes a quem não tem dentes!…
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Nome vulgar: trovisco; trovisco-fêmea; erva-de-joão-pires; gorreiro; lauréola-macha; mezereão-menor; trovisqueira; matapulgas.
Família botânica: Thymelaeaceae.
Nome científico: Daphne gnidium.
Distribuição Geral: Sul da Europa, Região Mediterrânica e Macaronésia.
Distribuição em Portugal: Presente em todas as regiões de Portugal continental.
Habitat: Matos, matagais e terrenos incultos
Floração: junho - outubro
Características: Arbusto sempre verde que pode atingir até 1,5 m de altura, muito ramificado a partir da base. Possui ramos rígidos mas flexíveis, formando uma copa arredondada. As folhas coriáceas dispõem-se de forma alternada umas em relação às outras. São lineares a lanceoladas, terminando em ponta aguda. As inflorescências, em cacho, encontram-se em posição terminal. O fruto é carnudo, globoso, em princípio verde, depois laranja-avermelhado brilhante, possuindo um única semente ovóide.
É ornamental pela sua forma e tom da folhagem. Os frutos do trovisco são apreciados pelas aves, contribuindo para aumentar a biodiversidade do jardim.
Indiferente ao tipo de solo, é contudo mais frequente em solos ácidos e secos.
Rafael Carvalho / set2012

domingo, 23 de setembro de 2012

Nenúfar-branco na Vela



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Dediquei este verão alguns posts à Lagoa da Vela. Com o nenúfar-branco, verdadeiro rei, termino por agora.
Rafael Carvalho / set2012
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Abrunheiro-bravo (Prunus spinosa)




 
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Uma vez perguntaram-me que arbusto plantaria num jardim, se lá só pudesse colocar um único pé. A minha resposta foi perentória elegendo o abrunheiro-bravo.
Desconhecido da maioria, considero o abrunheiro-bravo como o mais ornamental dos nossos arbustos autóctones. Após o inverno em que permanece adormecido (o guerreiro também merece descansar), mal chega a primavera explode cobrindo-se generosamente de flores. Como noutras espécies de Prunus, a floração no abrunheiro-bravo ocorre antes de despontarem as folhas, não existindo no arbusto qualquer outro elemento que nos desvie o olhar. Igual encanto por esta planta e pelas suas flores têm os insetos polinizadores – abelhas, besouros, … À medida que a estação avança vão surgindo os abrunhos, primeiro verdes, azulados depois de já instalado o verão. A sedução é tanta que ao jeito de Adão e Eva somos tentados a trincar o fruto proibido – grande asneira, o teor de taninos neste fruto é muito elevado, fica-nos perra a boca. Após a queda das folhas, já em pleno outono, lá ficam dependurados os profusos abrunhos. Serão comidos pela passarada após as primeiras geadas.
Ainda em miúdo, tive o meu primeiro contacto com o abrunheiro-bravo na Serra da Boa Viagem, concelho da Figueira da Foz. Coca-bichinhos, já na altura gostava de me embrenhar em plena natureza.
No Douro, onde agora habito, o abrunheiro-bravo é relativamente abundante. E lá o tenho eu no meu jardim, onde foram aliás obtidas as imagens que ora apresento.
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Nome vulgar: abrunheiro; abrunheiro-bravo.
Família botânica: Rosaceae.
Nome científico: Prunus spinosa.

Distribuição Geral: grande parte da Europa, Oeste da Sibéria, Cáucaso, Sudoeste da Ásia e Noroeste de África.
Distribuição em Portugal: Centro e Nordeste.
Habitat: ruderal, sendo comum em sebes, margens dos campos e caminhos.
Floração: março – maio
Características:Arbusto caducifólio espinhoso e intrincado que atinge de 1 a 2,5 m. Os seus ramos com ritidoma escuro inserem-se no eixo segundo um ângulo muito aberto, próximo muitas vezes dos 90º. Possui folhas simples, alternas, verde-escuras, pequenas, obovado-lanceoladas, com a margem finamente serrada. As folhas são revestidas por uma penugem fina e macia. Quando floresce produz imensas flores, pequenas, solitárias ou geminadas. A corola possui 5 pétalas brancas ou raramente rosadas, sem pelos. Os seus pequenos frutos globosos de cor azul-escura são carnudos, com uma única semente, incluída num só caroço lenhoso, envolvido por uma pele fina.
Pela beleza das suas flores e frutos, possui um grande potencial ornamental. Resistente à seca e ao frio, na extrema dos terrenos e junto a muros forma sebes naturais defensivas. O abrunheiro é um arbusto bastante interessante para a fauna: insetos, aves e pequenos mamíferos alimentam-se do seu pólen, das suas folhas e dos seus frutos; oferece também uma excelente proteção dos ninhos contra predadores.
Prospera em quase todo tipo de solo, embora prefira solos calcários e argilosos. Propaga-se por semente, por mergulhia ou por rebentões de raiz.
Rafael Carvalho / set2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Gratidão

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A internet modificou o mundo, desde logo pela facilidade com que acedemos à informação. Para o bem e para o mal a aldeia global também facilita a troca de experiências. Pessoas com os mesmos gostos partilham ideias. Também se fazem amizades.
Há blogues que sigo onde faço comentários e sou correspondido.
Sigo com entusiasmo um blogue criado lá para o Algarve, bonita província do Sul. O seu autor, de forma desinteressada, ocasionalmente publica ofertas de sementes relativas a plantas do seu jardim, muitas delas autóctones.
Desejava há muito possuir uma rosa-albardeira, planta nativa do nosso território mas ausente na região onde habito. Bonita, do género Paeonia, não existe contudo há venda nos centros de jardinagem. No dito blogue fiz um apelo e fui correspondido. Recebi as sementes da rosa albardeira pelo correio. Como brinde ainda me foram enviadas sementes das plantas Echinops ritro e Vitex agnus-castus.
Dar sem a pretensão de receber algo em troca. Existe melhor amizade do que aquela que é livre de interesse?
Obrig
ado amigo Zé Júlio.
Rafael Carvalho / set2012

domingo, 16 de setembro de 2012

Base de dados da Biodiversidade dos Açores

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"A Galeria da Biodiversidade dos Açores permite que possa apreciar e aprender sobre os diversos aspectos da natureza única e peculiar dos Açores. A nossa galeria oferece uma riqueza de informações sobre plantas e insectos, assim como muitas fotos. Pode utilizar ferramentas para identificação de espécies como navegar pelas nossas galerias temáticas. Esperamos que esta nova ferramenta seja útil na investigação ou mera curiosidade."