sábado, 20 de outubro de 2012

Pilriteiro do meu jardim – árvore de Natal antecipada


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No meu jardim, os pilriteiros já vão festejando a aproximação do Natal!...
Quanto a mim, preparo para o próximo post uma ficha de identificação desta bela espécie botânica.
Rafael Carvalho / out2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Frutos da roselha-grande

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A primavera é a estação das flores, o outono a estação dos frutos.
Na primavera passada, publiquei
algumas fotografias das roselhas (Cistus albidus) do meu jardim. Na altura as roselhas estavam em flor. Agora apresento os seus frutos.
Apesar da imagem não ter o colorido da primavera, não deixa de ser menos bela. Dos frutos sairão as sementes. Espero continuar a contribuir para a manutenção da biodiversidade local.
Rafael Carvalho / set 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

Silvas no jardim?!#... Porque não?!


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Do género Rubus, são várias as espécies de silvas nativas no nosso país. Tantas são que não me atrevo a identificar o espécime das imagens. Garanto contudo que os seus frutos são deliciosos.
As silvas propagam-se naturalmente por semente. Como os seus ramos ganham raízes laterais, facilmente dão origem a novos pés. Quando não devidamente controladas, as silvas tornam-se infestantes, formando os denominados silvados.
Após plantar um ou dois pés no fim do inverno, preferencialmente num canto soalheiro, a silva não precisa de cuidados especiais. Dispensa a rega e tolera diferentes tipos de solo.
Como é costume no nosso país, desprezamos o que é nosso. Países existem (Suíça, Inglaterra, …) onde as silvas são cultivadas como qualquer outro arbusto de baga – mirtilo, groselha, framboesa…, formando verdadeiras sebes gulosas. Curiosamente também por cá é relativamente vulgar cultivar a framboesa, um parente muito próximo da silva.
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Este verão fiz uma visita à Reserva Natural da Faia Brava, no vale do Côa. Dizia-me a guia que me acompanhou que um ponto alto nos campos de trabalho que desenvolvem no verão coincide com a apanha das amoras, verdadeira recompensa para os voluntários/visitantes.
As silvas têm um longo período de produção. No mesmo cacho são visíveis bagas negras completamente maduras, ao lado de outras ainda imaturas, de vermelho pintadas.
No supermercado as amoras são compradas com valores que rondam os 10€/Kg. A custo zero, colhidas e comidas diretamente da planta têm outro sabor. As amoras frescas devem ser comidas no próprio dia da colheita, mas também podem ser congeladas ou enfrascadas em conserva. As amoras podem ainda ser usadas em molhos, bolos e gelados. Pelo que parece também há licor de amora.
As amoras no jardim, para além de estarem mais à mão do que as colhidas no campo, são por norma maiores. Podem ser cultivadas em sebe, o que exige muito espaço mas ajuda a afastar os intrusos, ou guiadas entre postes aramados horizontalmente, o que facilita a condução e a poda/controlo. No outono devem ser cortados os caules de fruto já antigos.
Rafael Carvalho / out2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vincas à vista, no meu jardim …


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Os muros de pedra fazem parte da nossa paisagem cultural, são suporte de vida e também os tenho no meu jardim. Porém, um dos extremos da minha propriedade contacta diretamente com o caminho público. A separação entre público e privado é, nesta menos soalheira parte do jardim, apenas feita por uma linha de disciplinados mecos de madeira. A opção de cobertura do solo passou pela nossa autóctone vinca (Vinca major), ainda em fase de implantação.
 
A plantação foi precedida por uma experiência bem-sucedida, efetuada um ano antes. É dessa experiência a imagem da segunda fotografia. Usando um compasso de 75 cm, lançando estolhos em todas as direções, as inicialmente débeis vincas cobriram totalmente o solo.
Tolerando bem a sombra, as vincas revelam-se excelentes plantas de cobertura. Não deixando nem espaço nem luz para as ervas daninhas, poupa o jardineiro na manutenção. Diz quem percebe do assunto que periodicamente os tapetes de vinca devem ser rossados, para assim serem rejuvenescidos.
Como a esmagadora maioria das plantas do meu jardim, adquiri a custo zero as minhas vincas no viveiro da berma da estrada. Na marginal do Douro entre a Régua e o Pinhão, bastou-me uma paragem de ½ hora. Com grande poder colonizador, o meu estrago não passou de um arranhão, entretanto já reposto. Agora no meu jardim, as vincas têm oportunidade de gerar novas colónias, dispersando as suas sementes pela região.
Rafael Carvalho / out2012

Workshop sobre Plantas Autóctones

Data: 16 de março de 2013
Horário: 10:00-12:00
Horas de formação: 2 horas
Nº participantes: 8 (mínimo) e 20 (máximo)
Preço: 20 €
Formador: Arqº Pais, Filipe Tavares Soares
Nota: curso dado nos viveiros da SIGMETUM na Tapada da Ajuda em Lisboa
Conteúdo Programático:
Vantagens do uso de plantas autóctones.
Espécies autóctones nos jardins. Visita ao viveiro - explicações sobre o processo produtivo desenvolvido pela SIGMETUM: Investigação / Recolha de sementes / Tratamento / Armazenamento / Produção.
Elaboração de uma sementeira.
Oferta de uma planta.
Obtenha uma ficha de inscrição clicando aqui.

sábado, 6 de outubro de 2012

Sementeira de Trovisco

  
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Num post recente lamentava-me de nunca ter conseguido reproduzir o trovisco (Daphne gnidium), motivo da sua ausência no meu jardim.
Não vou desistir, segue-se mais uma sementeira. Se tiver sucesso, daqui a um ou dois aninhos darei novidades.
Rafael Carvalho / out2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A sebe do meu jardim (V)


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As imagens que hoje apresento, referem-se a um mesmo trecho das várias dezenas de metros que constituem a sebe que limita o meu jardim. Escassos meses separam as imagens - outono e primavera de 2012.
Uma sebe formada por arbustos autóctones apresenta grandes variações ao longo do ano. Os diferentes arbustos têm diferentes períodos de floração e de frutificação. As flores e respetivos frutos possuem diferentes formas distribuindo-se as suas cores por toda a paleta cromática.
À diversidade vegetal associa-se a multiplicidade animal. Os arbustos não só dão abrigo como alimento a uma miríade de animais – moluscos, insetos, anfíbios, répteis, mamíferos e aves.
Rafael Carvalho / out2012