quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O frio chegou, também ao meu lago…




 

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O frio chegou ao meu lago. No estrado, o verde vai sendo substituído pelo branco do gelo.
É necessário preparar a chegada do Inverno. Na região onde habito, a superfície da água chega a ficar congelada dias a fio. O gelo tem uma grande força destrutiva e pode causar estragos.
Um garrafão de água parcialmente submerso, ajuda a aliviar as tensões exercidas sobre as margens.
Mesmo em pleno outono, folhas de árvore no lago não há. Instalei-o longe das árvores e com isso poupo tempo na sua remoção.
Tabuas, lírio-amarelo-dos-pântanos, caniços, … há muito a parte aérea destas plantas se finou. Só farei porém a sua remoção lá mais para o fim do inverno, altura em que dos rizomas brotarão novas folhas. Até lá serve a folhagem de abrigo à bicharada, até porque os insetos também têm direito à vida! Há outro propósito em manter a folhagem – quando a superfície do lago está congelada, como se de uma palhinha se tratasse, facilita as trocas gasosas com o fundo do lago.
Rafael Carvalho / dez2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Manifesto da Quercus pela Florestas Autóctones

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O "Manifesto da Quercus pela Floresta" surgiu da necessidade de ajudar na comunicação sobre a importância das nossas florestas naturais, alertando os decisores e esclarecendo o público interessado sobre a visão que a Quercus defende para uma floresta de futuro em território nacional. Este manifesto está disponível, na íntegra,
aqui.

domingo, 2 de dezembro de 2012

WWF incentiva Portugal a aumentar área de sobreiros

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A WWF (Fundo Mundial da Natureza) incentivou hoje Portugal a aumentar a área de sobreiros, no Sul do país, porque estes actuam como barreira à desertificação, fenómeno agravado pelas alterações climáticas.
A organização defende o aumento da distribuição mas também a densidade dos montados, que tem diminuído nos últimos anos. Segundo as suas contas, feitas em colaboração com o Instituto Superior de Agronomia, um aumento de 20 por cento da área actualmente coberta por sobreiros pode manter, em 2020, a fronteira da desertificação próxima dos limites actuais.
Mas com uma gestão inadequada, a WWF prevê que os montados regridam um por cento ao ano a partir de 2020 e que a desertificação avance mais de um quilómetro por ano.
Outra das conclusões do relatório é a expansão para Norte da área de distribuição do sobreiro, que a WWF considera uma medida reactiva num cenário irreversível de alterações climáticas e avanço da desertificação.
A WWF acredita que a manutenção do sobreiro na mancha de distribuição tradicional a sul do Tejo e a sua expansão para Norte são "as soluções".
"A floresta portuguesa poderá enfrentar uma crise ambiental e económica que arrastará a fronteira da desertificação em Portugal para Norte, a não ser que actuemos agora no sentido de a adaptar aos cenários de alterações climáticas", afirmou Luís Silva, da WWF.
Este responsável defende esquemas de certificação florestal para uma gestão sustentável dos montados.
Em Portugal o sobreiro ocupa quase 74 mil hectares do território, sendo esta espécie a base da economia da cortiça.
A WWF propõe ainda a aplicação de boas práticas de gestão que assegurem a regeneração natural dos povoamentos de sobreiro e que funcionem como protecção contra pragas e doenças, assegurando a sustentabilidade do ecossistema.
"Esta estratégia veicula a travagem da tendência de decréscimo da densidade do sobreiro, prescrevendo-se como medida prioritária na estratégia nacional de combate à desertificação", defende a organização.
A WWF defende, também, o desenvolvimento de novos mecanismos de conversão de emissões em créditos de carbono, para criar formas de compensação da baixa produtividade dos projectos de sequestro de carbono em territórios susceptíveis à desertificação, tornando-os mais atractivos ao investimento.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Rubros são os medronhos, do meu jardim…


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No meu jardim tenho vários medronheiros. Esta espécie arbustiva, tão característica dos matos durienses, foi das primeiras a ser plantada no meu jardim.
No medronheiro, sempre achei curiosa a presença simultânea de flores e frutos. Os atuais medronhos, convivem com as flores que darão origem aos frutos do ano seguinte.
Encantada fica a passarada! Numa época de escassez alimentar, o rubro medronho é ouro sobre azul…
Rafael Carvalho / nov2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Explode de cor, o meu jardim…

 


 



  

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Num verdadeiro fogo outonal, entre zelhas, castanheiros, pilriteiros e outras caducifólias, explode de cor o meu jardim. Os medronhos em fase de amadurecimento, também dão uma ajuda.
É da zelha a maioria das folhas que acima apresento. Trata-se de uma planta autóctone excecionalmente ornamental, infelizmente pouco frequente nos nossos jardins. Não sendo abundante, conheço contudo alguns locais aqui no Douro onde a zelha ocorre espontaneamente.
Rafael Carvalho / nov2012


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

23 de novembro - Dia da Floresta Autóctone

murta (Myrtus communis)
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Hoje, dia 23 de novembro, celebra-se o Dia da Floresta Autóctone. Neste dia, que visa promover a conservação das florestas naturais, as condições climatéricas em Portugal adaptam-se perfeitamente à sementeira ou plantação de árvores. Constitui pois uma alternativa ao Dia Mundial da Floresta, 21 de Março, que foi criado inicialmente para os países do Norte da Europa.

Floresta autóctone – floresta com espécies originárias do próprio território. As plantas autóctones estão melhor adaptadas às condições de solo e clima da região, sendo por isso mais resistentes a pragas e doenças, em comparação com as espécies introduzidas. Trata-se de um elemento chave na conservação da nossa biodiversidade e do nosso património paisagístico.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Quando a ciência cuida da cepa...

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As pragas afligem muitos dos viticultores da região, mas o combate pode ser feito com recurso à vegetação autóctone ou à técnica de confusão sexual. “Queremos construir uma rede de corredores ecológicos (com sebes, rosas bravas, madressilvas), que terá como primeiro objetivo a proteção contra as pragas, nomeadamente a traça-da-uva. Esta rede terá de ser multifuncional, contribuindo para o embelezamento paisagem e garantindo os habitats de aves, mamíferos ou répteis”, sintetiza Laura(1). (…)
A conservação da biodiversidade é crucial para a sustentabilidade dos ecossistemas agrários, conduz a uma redução dos tratamentos da vinha e é um forte contributo ao nível da manutenção da paisagem e do seu potencial turístico. (…)
Iniciado em 2011, o projeto Maximização dos Serviços do Ecossistema na Vinha da Região Demarcada do Douro está a ser desenvolvido em seis quintas durienses, num total de 700 hectares.

(1) Laura Torres, professora e investigadora da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro+
Este texto foi extraído da revista “repórter do marão” nº 1268 / out2012 (pg.6). O texto integral pode ser consultado clicando aqui.Também aqui poderá ler mais sobre o assunto.