quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"Arrábida - da Serra ao Mar"

No passado dia 6 de janeiro  passou na SIC o filme "Arrábida - da Serra ao Mar". "Arrábida - da Serra ao Mar" é um filme de história natural sobre a vida selvagem e outras riquezas naturais desta bonita região de Portugal. Os intervenientes são os animais selvagens, as plantas e os fenómenos geológicos, que se reúnem nesta zona e criam um rico recanto onde a natureza ainda prospera. É uma história sobre o que há de belo e, por vezes, único na Arrábida em que o foco são as histórias de vida destes protagonistas na esperança que o público conheça, ame e, no limite, se interesse pela sua conservação.
O teaser do filme  (01:25) está disponível clicando aqui.
A versão completa do filme (47:10) poderá ser visualizada clicando aqui

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Cebola-albarrã - Urginea marítima







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A cebola albarrã é relativamente frequente nos mortórios e matos mediterrânicos durienses, onde com frequência passeio. Esta espécie botânica durante muito tempo me intrigou.
No final do outono ou no princípio do inverno, do seu bolbo brotam as folhas. Posteriormente na primavera as folhas eclipsam-se e a planta desaparece-nos da vista. Resta o bolbo enterrado! Já o verão vai a meio quando aparentemente do nada, lembrando que ainda está viva, da planta surge uma haste floral.
Quando tento identificar o que para mim é uma nova espécie, como leigo que sou não gosto de arriscar, conjugando a observação de diversas estruturas da planta – folhas, caules, flores,…
Dado o lapso temporal entre a morte das folhas e o aparecimento das flores, durante muito tempo não as associei à mesma planta. Talvez por isso só recentemente tenha conseguido fazer a sua identificação.
Como planta curiosa que é, não poderia deixar de ter no meu jardim a autóctone cebola albarrã.
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Nome vulgar: cebola-albarrã; Cila; Cebola-do-mar; jacinto-do-mar
Família botânica: Asparagaceae
Nome científico: Urginea maritima
Distribuição Geral: Região Mediterrânica e Canárias
Distribuição em Portugal: Sul, Litoral Centro e Litoral Norte, Douro e depressões anexas.
Habitat: Terrenos incultos, em clareiras de matos e de bosques; Rupícola.
Floração: agosto – outubro
Características: Planta herbácea, vivaz e bolbosa.
Podendo pesar até 5 quilos e atingir os 20 cm de diâmetro, o seu bolbo é dos maiores que ocorrem na zona do mediterrâneo. Possui várias camadas externas membranosas que o protegem das intempéries. As suas raízes, carnudas, são pouco ramificadas. As folhas lanceoladas, grandes, de cor verde brilhante, lustrosas, ligeiramente suculentas e com nervuras longitudinais e paralelas, dispõem-se em roseta basal. Surgem no final do outono, início do inverno, durando até à primavera. A haste floral é ereta, violácea, chegando a atingir mais de 1 metro de altura. Culmina numa inflorescência em espiga, densa e com numerosas flores brancas, brilhantes, com uma risca longitudinal rosa-púrpura. As flores aparecem em agosto ou setembro. De cor amarela o ovário é muito vistoso. No seu interior formam-se sementes negras e brilhantes.
É muito ornamental como planta bolbosa, formando maciços muito vistosos. Adapta-se com facilidade a solos pedregosos, sobre solos argilosos, argilo-xistosos, calcários, margosos e arenosos.
Rafael Carvalho / jan2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Araucaria angustifolia / Pinheiro-brasileiro



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Nem só de espécies autóctones vive o meu jardim.
Ter um pinheiro-brasileiro é para mim a concretização de um sonho de criança. Esta árvore ornamenta os jardins de algumas das quintas residentes no meu imaginário infantil - quintas de “brasileiros”, portugueses ricos retornados do Brasil.
Foi numa dessas quintas que há poucos anos obtive um enorme pinhão que deu origem à árvore da imagem. A única vez que encontrei esta espécie de araucária à venda, um exemplar com 50 cm de altura rondava os 200 €, valor acima do montante que na altura podia despender.
A Araucaria angustifolia encontra-se em perigo crítico de extinção no seu habitat natural -floresta ombrófila mista, maioritariamente na região Sul do Brasil.
Quando “adulta” esta conífera tem uma bela e inconfundível silhueta, em forma de umbela, como poderá confirmar clicando aqui.
Rafael Carvalho / jan2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Pilriteiro, abrunho-bravo – sementes a caminho



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Na sequência de um post anterior, uma leitora deste blogue pediu-me algumas sementes de pilriteiro e de abrunheiro bravo, espécies da nossa flora autóctone.
A forma mais económica de fazer seguir a “encomenda” é por via postal. Evidentemente que quanto menor for o volume, menor será a despesa a cobrar. Enviar pilritos e abrunhos num envelope significaria mais volume e sumo na certa!
Por forma a separar as sementes, espremi os frutos entre as palmas das mãos. Casca, polpa e semente … à amalgama assim obtida juntei água. Passei a mistura por um crivo de malha larga, suficientemente apertado contudo para reter as sementes. O processo foi repetido diversas vezes até não restarem vestígios de polpa e casca.
As sementes foram depois secas ao sol. A encomenda já vai a caminho.
Rafael Carvalho / jan2013



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Flora e vegetação da mata climácica do Buçaco

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título: Flora e vegetação da mata climácica do Buçaco
autor: Lopes, Lísia Graciete Martins Pereira
palavras-chave: Ecologia; Biodiversidade; Vegetação
data de publicação: 2012
editor: Universidade de Aveiro


resumo: A Mata do Buçaco, localizada na Serra do Buçaco, constitui um dos mais valiosos patrimónios naturais do país. Possui uma vasta e reconhecida coleção dendrológica, de árvores centenárias e de porte notável, e integra alguns retalhos da vegetação natural Climácica. Este retalho da floresta primitiva lusitana, está localizada no extremo Sudoeste da mata, e conserva a flora e vegetação da floresta natural que existiria nas montanhas do centro de Portugal, antes da ocupação humana. O objetivo deste trabalho foi contribuir para o reconhecimento deste património botânico sendo para isso georeferenciados os limites da Mata Climácica e dos habitats naturais nela contidos. Foi realizado também o levantamento florístico e um registo fotográfico de todas as espécies inventariadas com o intuito de produzir um guia da flora da Mata Climácica do Buçaco. Os resultados mostram que a Mata Climácica do Buçaco é caracterizada por um tipo de vegetação essencialmente mediterrânica, onde Phillyrea latifolia, Laurus nobilis, Arbutus unedo e Ruscus aculeatus são as espécies mais representativas, e que evidencia alguma influência atlântica pela presença de espécies decíduas como o Quercus robur e o Quercus pyrenaica. Além de louriçais (5230pt1) e de carvalhais de Quercus robur (9239pt1), a Mata Climácica do Buçaco possui uma formação vegetal de aderno (Phillyrea latifolia) de porte arbóreo notável, com composição florística semelhante ao subtipo 5330pt3, Medronhais, mas com diferentes relações de dominância e codominância das espécies que o caracterizam (plantas da classe Quercetea ilicis, Aliança Ericion arboreae). As formações de adernos (adernal) representam uma importante parte da Mata Climácica do Buçaco, sendo que em alguns locais o povoamento é praticamente puro, formando um bosque único, onde não ocorrem praticamente outras espécies arbóreas. Presentemente, estas formações, apenas ocorrem em Portugal continental na Mata do Buçaco, o que realça a sua singularidade e vulnerabilidade no contexto nacional.
descrição: Mestrado em Biologia Aplicada - Ecologia, Biodiversidade e Gestão de Ecossistemas
URI:
http://hdl.handle.net/10773/8583 12,23 MB - Adobe PDF 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Ora bolas!


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Não existem árvores de Natal sem bolas, e quanto mais diversas melhor!
Os abrunheiros-bravos (Prunos spinosa) do meu jardim, todos os anos me presenteiam na quadra natalícia com os seus esféricos abrunhos.
Monocromáticos, de anil tingidos, os abrunhos diferem no seu tamanho. Não encontro dois iguais.
O facto deste arbusto nesta altura não possuir folhas, focaliza-nos a atenção nos seus frutos. A par com os
meus pilriteiros, os meus abrunheiros-bravos são pois os meus arbustos de Natal.
Rafael Carvalho / dez 2012

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Loucos pilriteiros, os do meu jardim…

 
 



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Gémeos aparte, não existem duas pessoas iguais. Com os restantes seres vivos acontece o mesmo!
Lado a lado, no meu jardim, convivem pilriteiros já há muito carecas com outros contendo folhas ora verdes ora de ouro pintadas.
Rafael Carvalho / dez2012