domingo, 10 de fevereiro de 2013

Road Challenger Gerês Flora

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Uma das maiores riquezas do Gerês, é certamente a sua flora. O Gerês tem alguns espécimes muito pouco comuns noutras regiões e que possivelmente nunca ouviu falar.
Conhece o Azereiro, o Pilriteiro e o Cornogodinho?
Para melhor conhecer esta riqueza o portal geres.pt, iniciativa da Gerês Viver Turismo - Associação de Defesa e Promoção do Gerês, preparou um jogo/livro que é também um auxiliar para a educação ambiental - o Road Challenger "Gerês Flora".
Para celebrar a nossa flora, só é pena o título deste livro recorrer à língua inglesa. Esta nota é minha.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mexem as prímulas…



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Já florescem as prímulas, no meu jardim. Descendem de alguns exemplares selvagens, pertencentes a uma colónia localizada a escaços quilómetros da minha casa – mais autóctones não poderiam pois ser, as prímulas do meu jardim!
Com a sua floração precoce, as prímulas anunciam o aproximar da primavera, daí o seu nome.
Sob a copa de alguns castanheiros, agora despidos, o lugar onde as minhas prímulas se encontram possui condições ambientais muito próximas do seu local de origem – sombra, solo fresco, bem drenado e rico em matéria orgânica, para as prímulas uma verdadeira paixão.
Saiba mais sobre as prímulas clicando aqui.
Rafael Carvalho / fev2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dia Mundial das Zonas Húmidas, no meu jardim…



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Foi comemorado ontem, 2 de fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Húmidas. 
Notonectas, alfaiates, libelinhas, carochas-de-água, caracóis-de-água, escorpiões aquáticos, donzelinhas, … são muitas as espécies de invertebrados presentes no meu lago. 
Lá mais para o verão, quando a água escassear noutros locais, à semelhança do que aconteceu nos anos anteriores será um vai e vem de aves sedentas. Relativamente a outros vertebrados, na superfície da água espreita por vezes uma ou outra cobra-de-água viperina. Com as omnipresentes rãs verdes, os anfíbios ocupam contudo um lugar de destaque. Já mais discretos são os tritões marmoreados, que também por lá habitam. 
Ontem no meu jardim, as festividades do Dia Mundial das Zonas Húmidas tiveram contudo um gosto especial. Vi junto ao meu lago, pela primeira vez, uma salamandra-de-pintas-amarelas, verdadeiro tigre entre os urodelos. Fotogénica deixou-se fotografar. 
Num jardim com plantas autóctones, sem barreiras, é ver a bicharada chegar… 
Rafael Carvalho / jan2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

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Na margem do meu charco, estão em início de floração os salgueiros do meu jardim. Orvalhados, os amentilhos já espreitam.
Rafael Carvalho / jan2013

sábado, 26 de janeiro de 2013

Perpétua-das-areias (Helichrysum stoechas)




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Científico ou comum, o nome das plantas troca-nos por vezes as voltas. Nascido no litoral, habituei-me a conviver à beira-mar com a perpétua-das-areias. Uma vez chegado ao Alto Douro, encontrei a perpétua-das-areias, nas rochas! 
Perpétua-das-areias é o nome comum de duas plantas do mesmo género botânico - a Helichrysum italicum, exclusiva de solos arenosos próximos do litoral e a Helichrysum stoechas, presente em locais secos e soalheiros, muitas vezes rochosos. É evidente que os espécimes com que me cruzo no Alto-Douro são da espécie Helichrysum stoechas
Na Antiguidade, as flores do género Helichrysum eram muito utilizadas para fazer grinaldas, com que se coroavam os ídolos. Por conservarem por muito tempo a sua cor amarelo dourada, eram conhecidas pelo nome vulgar de imortais ou perpétuas, daí o seu nome. O próprio termo Helichrysum, que resulta da junção de dois termos gregos, hélios (sol) e chrysos (ouro), realça a cor das flores destas plantas. 
Pela invulgar fragrância a caril, as duas espécies referidas neste texto são utilizadas em culinária, em pratos de arroz e vegetais. 
Adaptadas ao nosso meio, dependendo da estação formam belos tufos ora prateados ora dourados, consoante predominem as folhas ou as flores. Não poderia pois eu de deixar de ter a perpétua-das-areias (Helichrysum stoechas) no meu jardim. 
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Nome vulgar: Perpétuas-das-areias; Perpétuas; Perpétua-de-flores-encarreiradas; Marcenilha. 
Família botânica: Asteraceae
Nome científico: Helichrysum stoechas
Distribuição Geral: Sul e Oeste da Europa; Norte de Marrocos. 
Distribuição em Portugal: encontra-se dispersa no território nacional, estando apenas ausente no litoral alentejano, no litoral centro entre Nazaré e Aveiro bem como no Norte interior à exceção do Alto-Douro e depressões anexas. 
Habitat: Terrenos incultos, Rupícola, Matos xerófilicos abertos. Em sítios secos e soalheiros, indiferente edáfico. 
Floração: abril–setembro 
Características: Trata-se de uma planta perene, hermafrodita, herbácea, ainda que possa ter a base lenhosa. Os ramos erguidos formam almofadas densas, a que correspondem semiesferas com raios rondando os 40-50 cm. As folhas, algo peludas, estreitas, lineares e com o bordo enrolado, de cor prateada, ao serem tocadas emanam um forte odor a caril. As flores amarelas são compostas, em capítulos globosos reunidos em grupos na extremidade dos caules. As inflorescências são rodeadas de brácteas ásperas. 

Resistente ao frio e tolerante à exposição direta ao sol, no jardim dispensa a rega. A perpétua-das-areias é muito usada em arranjos florais. Valoriza qualquer jardim pela cor dourada das suas flores e pelo tom prateado das suas folhas. O seu hábito, naturalmente semiesférico, também poderá ser uma mais-valia. 
Rafael Carvalho / jan2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

III Cinclus - Festival de Imagem de Natureza


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Está aí a terceira edição do Cinclus -Encontro de Fotografia da Vida Selvagem. Para quem gosta de fotografia da natureza e de ilustração com o mesmo tema, este é um evento nacional a não perder.
Palestras, exposições e Workshop. Um festival que tem como grande objectivo a divulgação da biodiversidade nacional e no mundo, partilhas de conhecimentos entre convidados e publico e a divulgação do trabalho dos fotógrafos de natureza e vida selvagem. Para mais informação:
http://encontrofotonaturezaevidaselvagem.blogspot.pt/

Jardim Suspenso!


 
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Jardim suspenso, até ao dia do degelo. 
Na segunda imagem espreita uma gilbardeira, bem fresquinha, entre alguns pés de escalracho.
Rafael Carvalho / jan2013