quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Enquanto a primavera não chega...






+
Enquanto a primavera não chega ao meu jardim, o inverno vai dando ares da sua graça. 
Na primeira imagem um alecrim, o mesmo que apresentei a alguns dias atrás. 
O meu lago consta nas imagens do meio. Adormecido pelo inverno, rapidamente fervilhará de vida mal o calor comece a despontar. 
Na última imagem uma giesta-branca. Os botões florais, já entumecidos, surgem perdidos no seio da neve.
Rafael Carvalho / fev2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sobreiros…


+
Aproveitando um momento de bonança, espreita um dos sobreiros do meu jardim. 
Ainda é pequeno mas há-de crescer! 
Rafael Carvalho / fev2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Alecrim (Rosmarinus officinalis)


+
Alecrim, alecrim dourado,
que nasce no monte sem ser semeado.
Ai, meu amor, quem te disse a ti
que a flor do monte era o alecrim?! 
(Letra e música: Popular)
+
A par da prímula, da erva-besteira, da vinca e do tojo-arnal, também o alecrim está entre as primeiras plantas a florir no meu jardim. 
Quanto à letra da música acima expressa, confesso que em miúdo me causava alguma confusão - sou natural de Aveiro, onde efetivamente existem muitos alecrins, mas apenas nos jardins! Aquando das minhas primeiras incursões à zona calcária do Oeste, percebi que a música popular afinal não era um embuste, o alecrim nasce mesmo no monte e sem ser semeado! 
O aroma do alecrim sempre me impressionou. Torna-se o odor ainda mais forte e intenso quando o alecrim é queimado. Nos meus tempos de infância, quando trovejava, a minha mãe queimava alecrim benzido no dia de ramos. Acreditava-se piamente ser esta uma forma de interceder junto de Santa Bárbara… 
O alecrim é uma planta sobejamente conhecida, frequentemente utilizado com fins culinários, medicinais e religiosos, sendo que a sua essência também é utilizada em perfumaria. 
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ 
Nome vulgar: alecrim; alecrim-da-terra; alicrizeiro; alecrinzeiro; rosmaninho.
Família botânica: Lamiaceae
Nome científico: Rosmarinus officinalis
Distribuição Geral: Região Mediterrânica. 
Distribuição em Portugal: encontra-se disperso em diversas manchas do território nacional, sendo a mancha quase contínua, a Sul. 
Habitat: ocorre dos 0 aos 1500 metros de altitude em matos, matagais e terrenos incultos, em formações arbóreas abertas, locais secos e expostos. Rupícola. Indiferente edáfica preferindo contudo os solos calcários. 
Floração: quase todo ano mas essencialmente entre janeiro e maio. 
Características: 
Trata-se de um arbusto aromático perenifólio, muito ramificado que pode atingir os dois metros de altura, geralmente ereto apesar de existirem também exemplares de forma prostrada. O alecrim forma moitas. Possui hastes lenhosas com folhas pequenas, coriáceas, sésseis e lineares, verdes na página superior e branco-tomentosas na página inferior. As flores possuem cálices verdes ou purpurescentes, com corolas azuis reunidas em cimeiras. O fruto é um aquénio. 

O alecrim, largamente utilizado em jardins, é muito ornamental. Não necessita de cuidados especiais, é resistente ao frio e tolerante à exposição direta ao sol, dispensando a rega. 
Pode ser propagado a partir de uma planta já existente, através do corte de um ramo novo com cerca de 10–15 cm, retirando algumas folhas da base e plantado diretamente no solo. A propagação através de sementes é um processo também possível mas muito mais demorado. 
Desenvolve uma longa floração durante quase todo o ano. Melífero, fonte de atenção especial por parte dos insetos, o alecrim contribui para dinamizar a biodiversidade no jardim. 
Rafael Carvalho / fev2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Tojos floridos, no meu jardim…





+
Das mais amadas às mais diabolizadas, quase exclusivamente de espécies autóctones vive o meu jardim.
De amarelo pela floração tingido, o tojo das imagens (Ulex europaeus) encontra-se entre as plantas menos amadas pelo comum dos mortais.
Quando há alguns anos plantei o meu tojo, como qualquer planta em fase de instalação também ele teve de ser regado. Entre dentes comentava na altura  um velhote de passagem pela rua – “eu regava-o, mas era com herbicida!…”. Mais tarde o muro que limita a minha propriedade foi reconstruído. O Sr. António pedreiro ceifou então o meu protegido. Não perdi na altura tempo com a situação, até porque sabia de antemão que o tojo rebentaria novamente da toiça.
Ainda há dias comentava uma vizinha: tem plantas muito bonitas no seu jardim, agora o tojo…
Entretanto estive eu de visita ao jardim da Gulbenkian em Lisboa. Também por lá havia tojos plantados. Se sou doido, pelo menos não sou o único!
Indiferentes a toda a polémica, deliciam-se os abelhões com os tojos do meu jardim.
Rafael Carvalho / fev213

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Road Challenger Gerês Flora

+
Uma das maiores riquezas do Gerês, é certamente a sua flora. O Gerês tem alguns espécimes muito pouco comuns noutras regiões e que possivelmente nunca ouviu falar.
Conhece o Azereiro, o Pilriteiro e o Cornogodinho?
Para melhor conhecer esta riqueza o portal geres.pt, iniciativa da Gerês Viver Turismo - Associação de Defesa e Promoção do Gerês, preparou um jogo/livro que é também um auxiliar para a educação ambiental - o Road Challenger "Gerês Flora".
Para celebrar a nossa flora, só é pena o título deste livro recorrer à língua inglesa. Esta nota é minha.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mexem as prímulas…



+
Já florescem as prímulas, no meu jardim. Descendem de alguns exemplares selvagens, pertencentes a uma colónia localizada a escaços quilómetros da minha casa – mais autóctones não poderiam pois ser, as prímulas do meu jardim!
Com a sua floração precoce, as prímulas anunciam o aproximar da primavera, daí o seu nome.
Sob a copa de alguns castanheiros, agora despidos, o lugar onde as minhas prímulas se encontram possui condições ambientais muito próximas do seu local de origem – sombra, solo fresco, bem drenado e rico em matéria orgânica, para as prímulas uma verdadeira paixão.
Saiba mais sobre as prímulas clicando aqui.
Rafael Carvalho / fev2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dia Mundial das Zonas Húmidas, no meu jardim…



+
Foi comemorado ontem, 2 de fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Húmidas. 
Notonectas, alfaiates, libelinhas, carochas-de-água, caracóis-de-água, escorpiões aquáticos, donzelinhas, … são muitas as espécies de invertebrados presentes no meu lago. 
Lá mais para o verão, quando a água escassear noutros locais, à semelhança do que aconteceu nos anos anteriores será um vai e vem de aves sedentas. Relativamente a outros vertebrados, na superfície da água espreita por vezes uma ou outra cobra-de-água viperina. Com as omnipresentes rãs verdes, os anfíbios ocupam contudo um lugar de destaque. Já mais discretos são os tritões marmoreados, que também por lá habitam. 
Ontem no meu jardim, as festividades do Dia Mundial das Zonas Húmidas tiveram contudo um gosto especial. Vi junto ao meu lago, pela primeira vez, uma salamandra-de-pintas-amarelas, verdadeiro tigre entre os urodelos. Fotogénica deixou-se fotografar. 
Num jardim com plantas autóctones, sem barreiras, é ver a bicharada chegar… 
Rafael Carvalho / jan2013