domingo, 3 de março de 2013

Salada de umbigos…


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Salada de umbigos?! Coisa estranha, para quem nunca comeu… 
Nesta altura do ano alguns dos meus muros estão repletos de umbigos-de-vénus (Umbilicus rupestris), também designados por conchelos, a planta da imagem. Deve o seu nome à forma das folhas – com uma concavidade no meio parece um umbigo. 
Quem nunca experimentou, misture algumas folhas numa salada de tomate. Frescos, bastante carnudos e suculentos, os umbigos-de-vénus enaltecem qualquer salada. 
Em tempo de crise, porque não valorizar as nossas plantas silvestres comestíveis? 
Rafael Carvalho / mar2012

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Enquanto a primavera não chega...






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Enquanto a primavera não chega ao meu jardim, o inverno vai dando ares da sua graça. 
Na primeira imagem um alecrim, o mesmo que apresentei a alguns dias atrás. 
O meu lago consta nas imagens do meio. Adormecido pelo inverno, rapidamente fervilhará de vida mal o calor comece a despontar. 
Na última imagem uma giesta-branca. Os botões florais, já entumecidos, surgem perdidos no seio da neve.
Rafael Carvalho / fev2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sobreiros…


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Aproveitando um momento de bonança, espreita um dos sobreiros do meu jardim. 
Ainda é pequeno mas há-de crescer! 
Rafael Carvalho / fev2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Alecrim (Rosmarinus officinalis)


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Alecrim, alecrim dourado,
que nasce no monte sem ser semeado.
Ai, meu amor, quem te disse a ti
que a flor do monte era o alecrim?! 
(Letra e música: Popular)
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A par da prímula, da erva-besteira, da vinca e do tojo-arnal, também o alecrim está entre as primeiras plantas a florir no meu jardim. 
Quanto à letra da música acima expressa, confesso que em miúdo me causava alguma confusão - sou natural de Aveiro, onde efetivamente existem muitos alecrins, mas apenas nos jardins! Aquando das minhas primeiras incursões à zona calcária do Oeste, percebi que a música popular afinal não era um embuste, o alecrim nasce mesmo no monte e sem ser semeado! 
O aroma do alecrim sempre me impressionou. Torna-se o odor ainda mais forte e intenso quando o alecrim é queimado. Nos meus tempos de infância, quando trovejava, a minha mãe queimava alecrim benzido no dia de ramos. Acreditava-se piamente ser esta uma forma de interceder junto de Santa Bárbara… 
O alecrim é uma planta sobejamente conhecida, frequentemente utilizado com fins culinários, medicinais e religiosos, sendo que a sua essência também é utilizada em perfumaria. 
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Nome vulgar: alecrim; alecrim-da-terra; alicrizeiro; alecrinzeiro; rosmaninho.
Família botânica: Lamiaceae
Nome científico: Rosmarinus officinalis
Distribuição Geral: Região Mediterrânica. 
Distribuição em Portugal: encontra-se disperso em diversas manchas do território nacional, sendo a mancha quase contínua, a Sul. 
Habitat: ocorre dos 0 aos 1500 metros de altitude em matos, matagais e terrenos incultos, em formações arbóreas abertas, locais secos e expostos. Rupícola. Indiferente edáfica preferindo contudo os solos calcários. 
Floração: quase todo ano mas essencialmente entre janeiro e maio. 
Características: 
Trata-se de um arbusto aromático perenifólio, muito ramificado que pode atingir os dois metros de altura, geralmente ereto apesar de existirem também exemplares de forma prostrada. O alecrim forma moitas. Possui hastes lenhosas com folhas pequenas, coriáceas, sésseis e lineares, verdes na página superior e branco-tomentosas na página inferior. As flores possuem cálices verdes ou purpurescentes, com corolas azuis reunidas em cimeiras. O fruto é um aquénio. 

O alecrim, largamente utilizado em jardins, é muito ornamental. Não necessita de cuidados especiais, é resistente ao frio e tolerante à exposição direta ao sol, dispensando a rega. 
Pode ser propagado a partir de uma planta já existente, através do corte de um ramo novo com cerca de 10–15 cm, retirando algumas folhas da base e plantado diretamente no solo. A propagação através de sementes é um processo também possível mas muito mais demorado. 
Desenvolve uma longa floração durante quase todo o ano. Melífero, fonte de atenção especial por parte dos insetos, o alecrim contribui para dinamizar a biodiversidade no jardim. 
Rafael Carvalho / fev2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Tojos floridos, no meu jardim…





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Das mais amadas às mais diabolizadas, quase exclusivamente de espécies autóctones vive o meu jardim.
De amarelo pela floração tingido, o tojo das imagens (Ulex europaeus) encontra-se entre as plantas menos amadas pelo comum dos mortais.
Quando há alguns anos plantei o meu tojo, como qualquer planta em fase de instalação também ele teve de ser regado. Entre dentes comentava na altura  um velhote de passagem pela rua – “eu regava-o, mas era com herbicida!…”. Mais tarde o muro que limita a minha propriedade foi reconstruído. O Sr. António pedreiro ceifou então o meu protegido. Não perdi na altura tempo com a situação, até porque sabia de antemão que o tojo rebentaria novamente da toiça.
Ainda há dias comentava uma vizinha: tem plantas muito bonitas no seu jardim, agora o tojo…
Entretanto estive eu de visita ao jardim da Gulbenkian em Lisboa. Também por lá havia tojos plantados. Se sou doido, pelo menos não sou o único!
Indiferentes a toda a polémica, deliciam-se os abelhões com os tojos do meu jardim.
Rafael Carvalho / fev213

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Road Challenger Gerês Flora

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Uma das maiores riquezas do Gerês, é certamente a sua flora. O Gerês tem alguns espécimes muito pouco comuns noutras regiões e que possivelmente nunca ouviu falar.
Conhece o Azereiro, o Pilriteiro e o Cornogodinho?
Para melhor conhecer esta riqueza o portal geres.pt, iniciativa da Gerês Viver Turismo - Associação de Defesa e Promoção do Gerês, preparou um jogo/livro que é também um auxiliar para a educação ambiental - o Road Challenger "Gerês Flora".
Para celebrar a nossa flora, só é pena o título deste livro recorrer à língua inglesa. Esta nota é minha.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mexem as prímulas…



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Já florescem as prímulas, no meu jardim. Descendem de alguns exemplares selvagens, pertencentes a uma colónia localizada a escaços quilómetros da minha casa – mais autóctones não poderiam pois ser, as prímulas do meu jardim!
Com a sua floração precoce, as prímulas anunciam o aproximar da primavera, daí o seu nome.
Sob a copa de alguns castanheiros, agora despidos, o lugar onde as minhas prímulas se encontram possui condições ambientais muito próximas do seu local de origem – sombra, solo fresco, bem drenado e rico em matéria orgânica, para as prímulas uma verdadeira paixão.
Saiba mais sobre as prímulas clicando aqui.
Rafael Carvalho / fev2013