sexta-feira, 22 de março de 2013

Lentisco-bastardo (Phillyrea angustifolia)




Desde sempre interessado por tudo aquilo que ao mundo natural diz respeito, só há alguns anos focalizei as minhas atenções na nossa flora autóctone. Este novo interesse certamente não será alheio à grande diversidade florística presente no Alto-Douro, região onde agora habito. Pois foi precisamente no Alto-Douro que pela primeira vez a minha atenção se voltou para o lentisco-bastardo. Na altura sem flores e sem frutos, cheguei a interrogar-me se não se trataria de alguma espécie de acácia, dada a semelhança das suas folhas com as folhas da acácia-das-espigas, espécie exótica invasora que tão bem conhecia no litoral. Estava evidentemente enganado! Mais desperto e atento, verifiquei que o lentisco-bastardo afinal se distribui por quase todo o território continental. Curiosamente, o Nordeste transmontano é a região onde a sua presença menos se faz sentir, com exceção do vale do Douro e depressões anexas. 
Na construção do meu jardim, o lentisco-bastardo não poderia ficar esquecido. 

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Nome vulgar: Lentisco-bastardo; Lentisco; Aderno-de-folhas-estreitas; Cardono. 
Família botânica: Oleaceae. 
Nome científico: Phillyrea angustifolia. 
Distribuição Geral: Oeste e zona central da bacia mediterrânica. 
Distribuição em Portugal: quase todo o território continental; ausente no Nordeste transmontano excetuando o vale do Douro e depressões anexas. 
Habitat: matos e matagais em locais secos e expostos; terrenos incultos; indiferente edáfico é frequente em solos pobres e pedregosos. 
Floração: janeiro a abril. 
Características: 
Trata-se de um arbusto perenifólio com ramos flexíveis que pode atingir os três metros de altura. Possui folhas estreitas, linear-lanceoladas, opostas, verde escuras na página superior e verde amareladas na página inferior. Possui flores hermafroditas de pequena dimensão, esbranquiçadas, reunidas em cachos axilares. O fruto é uma drupa ovoide-apiculada, semelhante a uma pequena zeitona, de coloração inicialmente verde e depois azul-carregado ou preto, na maturação. 

No jardim pode ser usado em sebes e maciços arbustivos. Dispensa a rega ou outro tipo de cuidados. 
Rafael Carvalho / mar2013

domingo, 17 de março de 2013

Workshop de Introdução à Biologia e Ecologia de Anfíbios

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Espreitam as abróteas, do meu jardim…


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Entre velhas flores de castanheiro, espreitam as abróteas, do meu jardim.
Lá mais para a frente, do tufo basal brotarão as altivas flores. Aguardo pacientemente enquanto a primavera não chega. 
Rafael Carvalho / mar2013

terça-feira, 12 de março de 2013

Morangueiros-bravos, os do meu jardim


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Possuo morangueiros-bravos (Fragaria vesca) no meu jardim. São descendentes de alguns pés que em tempos trouxe da região de Castelo de Paiva. Encontravam-se esses pés num barranco húmido e sombrio, junto de um ribeiro.
No jardim, em zonas sombrias e algo húmidas, os morangueiros-bravos não necessitam de cuidados especiais. Estendem os seus estolhos em todas as direções, formando verdadeiros tapetes verdes, interrompidos agora pelas alvas flores e mais tarde pelos rubros frutos. Os morangos selvagens são de reduzidas dimensões. São contudo doces. A ausência de manutenção é uma mais-valia no seu cultivo.
Rafael Carvalho / mar2013

sábado, 9 de março de 2013

Colóquio: O Lobo Ibérico na Beira Interior



Colóquio ''O lobo Ibérico na Beira Interior'' - Almeida, 16 de Março de 2013
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Obtenha mais informações clicando aqui.

domingo, 3 de março de 2013

Salada de umbigos…


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Salada de umbigos?! Coisa estranha, para quem nunca comeu… 
Nesta altura do ano alguns dos meus muros estão repletos de umbigos-de-vénus (Umbilicus rupestris), também designados por conchelos, a planta da imagem. Deve o seu nome à forma das folhas – com uma concavidade no meio parece um umbigo. 
Quem nunca experimentou, misture algumas folhas numa salada de tomate. Frescos, bastante carnudos e suculentos, os umbigos-de-vénus enaltecem qualquer salada. 
Em tempo de crise, porque não valorizar as nossas plantas silvestres comestíveis? 
Rafael Carvalho / mar2012

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Enquanto a primavera não chega...






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Enquanto a primavera não chega ao meu jardim, o inverno vai dando ares da sua graça. 
Na primeira imagem um alecrim, o mesmo que apresentei a alguns dias atrás. 
O meu lago consta nas imagens do meio. Adormecido pelo inverno, rapidamente fervilhará de vida mal o calor comece a despontar. 
Na última imagem uma giesta-branca. Os botões florais, já entumecidos, surgem perdidos no seio da neve.
Rafael Carvalho / fev2013