domingo, 7 de abril de 2013

Abrunheiro-bravo / flor e fruto




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É cada vez maior a simpatia que sinto pelo abrunheiro-bravo (Prunus spinosa). A grande quantidade de flores que produz na primavera alegra o meu jardim. Os frutos que no verão lhes sucedem não só encantam a minha vista como, pelo inverno adentro, aliviam o estômago da passarada. 
Curioso é o facto das flores do abrunheiro conviverem com os frutos (já secos) do ano anterior, prodígio raro entre as plantas da nossa flora. 
Habituado às agruras do monte, o abrunheiro-bravo dispensa qualquer tipo de mimo no Jardim. Para quando o seu uso generalizado em projetos de arquitetura paisagista?
Rafael Carvalho / abr2012

domingo, 31 de março de 2013

Ninhos do meu jardim


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Costumo dizer que o meu jardim não é só meu. Não se trata só de partilhar o espaço com a restante família e os amigos, mas também com a vida selvagem. 
Tenho no jardim diversas caixas-ninho por mim construídas. O sucesso parece ser grande atendendo à taxa de ocupação - no mesmo ano todas as caixas são ocupadas por mais do que uma vez. 
No meio da lenha que este ano comprei vários foram os troncos ocos encontrados. A imagem ilustra um deles. Depois de dependurados fiquei com mais camas disponíveis no meu hotel animal. Os clientes retribuem com chilreios.
Rafael Carvalho / mar2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

Estacas de Buxo...








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O meu jardim já há muito contempla a presença do buxo (Buxus sempervirens), espécie aliás existente em estado selvagem na região onde habito. Os ditos pés dispõem-se de forma informal no meu jardim campestre. 
Num espaço ainda não ocupado, apetece-me contudo fazer neste momento algo diferente. Em torno da minha nogueira pretendo construir uma rosácea em buxo aparado, ao jeito do que acontece num jardim formal, um pequeno mimo para o meu espaço. 
As imagens acima revelam parte dos preparativos. Coloquei esta semana cerca de 250 estacas de buxo a enraizar. Como o fiz? Simples: 
- partindo de buxos não podados cortei estacas com cerca de 15 cm; 
- a parte inferior das estacas, futuramente em contacto com a terra, foi desramada; 
- a parte superior das estacas, ficou apenas com rama q.b.; 
- forrei duas caixas de fruta com tela plástica, tendo o cuidado de lhe fazer alguns furos no fundo; 
- enchi as caixas com terra bem fofa, tendo o cuidado de a compactar; 
- cravei as estacas na terra; 
- reguei o conjunto;
- coloquei as caixas em ambiente de meia sombra, o que minimizará futuramente a desidratação.
Vou aguardar pacientemente pelo resultado. Mais para a frente, com o fim das chuvas não poderei descorar a rega. 
Quanto à rosácea, após o enraizamento das estacas só a poderei fazer para o ano. Darei depois novidades. 
Rafael Carvalho / mar2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

Lentisco-bastardo (Phillyrea angustifolia)




Desde sempre interessado por tudo aquilo que ao mundo natural diz respeito, só há alguns anos focalizei as minhas atenções na nossa flora autóctone. Este novo interesse certamente não será alheio à grande diversidade florística presente no Alto-Douro, região onde agora habito. Pois foi precisamente no Alto-Douro que pela primeira vez a minha atenção se voltou para o lentisco-bastardo. Na altura sem flores e sem frutos, cheguei a interrogar-me se não se trataria de alguma espécie de acácia, dada a semelhança das suas folhas com as folhas da acácia-das-espigas, espécie exótica invasora que tão bem conhecia no litoral. Estava evidentemente enganado! Mais desperto e atento, verifiquei que o lentisco-bastardo afinal se distribui por quase todo o território continental. Curiosamente, o Nordeste transmontano é a região onde a sua presença menos se faz sentir, com exceção do vale do Douro e depressões anexas. 
Na construção do meu jardim, o lentisco-bastardo não poderia ficar esquecido. 

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Nome vulgar: Lentisco-bastardo; Lentisco; Aderno-de-folhas-estreitas; Cardono. 
Família botânica: Oleaceae. 
Nome científico: Phillyrea angustifolia. 
Distribuição Geral: Oeste e zona central da bacia mediterrânica. 
Distribuição em Portugal: quase todo o território continental; ausente no Nordeste transmontano excetuando o vale do Douro e depressões anexas. 
Habitat: matos e matagais em locais secos e expostos; terrenos incultos; indiferente edáfico é frequente em solos pobres e pedregosos. 
Floração: janeiro a abril. 
Características: 
Trata-se de um arbusto perenifólio com ramos flexíveis que pode atingir os três metros de altura. Possui folhas estreitas, linear-lanceoladas, opostas, verde escuras na página superior e verde amareladas na página inferior. Possui flores hermafroditas de pequena dimensão, esbranquiçadas, reunidas em cachos axilares. O fruto é uma drupa ovoide-apiculada, semelhante a uma pequena zeitona, de coloração inicialmente verde e depois azul-carregado ou preto, na maturação. 

No jardim pode ser usado em sebes e maciços arbustivos. Dispensa a rega ou outro tipo de cuidados. 
Rafael Carvalho / mar2013

domingo, 17 de março de 2013

Workshop de Introdução à Biologia e Ecologia de Anfíbios

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Espreitam as abróteas, do meu jardim…


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Entre velhas flores de castanheiro, espreitam as abróteas, do meu jardim.
Lá mais para a frente, do tufo basal brotarão as altivas flores. Aguardo pacientemente enquanto a primavera não chega. 
Rafael Carvalho / mar2013