terça-feira, 16 de abril de 2013

Espargo-bravo-menor - é desta ou nunca!


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No meu jardim autóctone a taxa de sucesso na introdução de novas plantas é bastante alta. Existem contudo algumas espécies com que tenho tido alguns problemas - o espargo-bravo-menor (Asparagus acutifolius) é uma delas. 
Já tentei semear – não tive êxito. Já fiz alguns transplantes – não tive sucesso. 
Mais um ano e com ele faço uma nova tentativa. Transplantado diretamente da berma da estrada, com o exemplar das imagens estou mais confiante do que nunca. Os rizomas subterrâneos que o sustentam apresentavam-se bem gordinhos na altura do transplante. Será desta vez ou nunca! 
Rafael Carvalho / abr2013

domingo, 14 de abril de 2013

Prado do meu jardim


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É natural o prado do meu jardim. Depois de construir a casa e após remover o entulho das obras, limitei-me a alisar a terra. As sementes trouxe-as o vento. 
Já lá vão quatro anos e o prado está estabelecido. Despesas com água não tenho – nas estações favoráveis está verde, no verão está seco. Estas variações são naturais no nosso clima e seguem o curso das estações.
Quanto a manutenção, talvez três cortes por ano – se não rego o prado também o seu crescimento é limitado. O corte com a relvadeira é feito sem saco – como a matéria orgânica fica no terreno, dispensa-se o adubo. Se não passasse tanto tempo fora de casa, garanto que compraria uma cabra… 
Rafael Carvalho / abr2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Bichaneiras, no meu jardim…



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Estava florido há uns tempos o salgueiro do meu charco. Chegaram agora os frutos. 
Em Aveiro, de onde sou natural, chamam bichaneiras aos salgueiros, nome que sempre me intrigou. Com formato de bicho (pepino-do-mar talvez), compreendo agora eu melhor o porquê das bichaneiras. 
Rafael Carvalho / abril2013

domingo, 7 de abril de 2013

Abrunheiro-bravo / flor e fruto




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É cada vez maior a simpatia que sinto pelo abrunheiro-bravo (Prunus spinosa). A grande quantidade de flores que produz na primavera alegra o meu jardim. Os frutos que no verão lhes sucedem não só encantam a minha vista como, pelo inverno adentro, aliviam o estômago da passarada. 
Curioso é o facto das flores do abrunheiro conviverem com os frutos (já secos) do ano anterior, prodígio raro entre as plantas da nossa flora. 
Habituado às agruras do monte, o abrunheiro-bravo dispensa qualquer tipo de mimo no Jardim. Para quando o seu uso generalizado em projetos de arquitetura paisagista?
Rafael Carvalho / abr2012

domingo, 31 de março de 2013

Ninhos do meu jardim


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Costumo dizer que o meu jardim não é só meu. Não se trata só de partilhar o espaço com a restante família e os amigos, mas também com a vida selvagem. 
Tenho no jardim diversas caixas-ninho por mim construídas. O sucesso parece ser grande atendendo à taxa de ocupação - no mesmo ano todas as caixas são ocupadas por mais do que uma vez. 
No meio da lenha que este ano comprei vários foram os troncos ocos encontrados. A imagem ilustra um deles. Depois de dependurados fiquei com mais camas disponíveis no meu hotel animal. Os clientes retribuem com chilreios.
Rafael Carvalho / mar2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

Estacas de Buxo...








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O meu jardim já há muito contempla a presença do buxo (Buxus sempervirens), espécie aliás existente em estado selvagem na região onde habito. Os ditos pés dispõem-se de forma informal no meu jardim campestre. 
Num espaço ainda não ocupado, apetece-me contudo fazer neste momento algo diferente. Em torno da minha nogueira pretendo construir uma rosácea em buxo aparado, ao jeito do que acontece num jardim formal, um pequeno mimo para o meu espaço. 
As imagens acima revelam parte dos preparativos. Coloquei esta semana cerca de 250 estacas de buxo a enraizar. Como o fiz? Simples: 
- partindo de buxos não podados cortei estacas com cerca de 15 cm; 
- a parte inferior das estacas, futuramente em contacto com a terra, foi desramada; 
- a parte superior das estacas, ficou apenas com rama q.b.; 
- forrei duas caixas de fruta com tela plástica, tendo o cuidado de lhe fazer alguns furos no fundo; 
- enchi as caixas com terra bem fofa, tendo o cuidado de a compactar; 
- cravei as estacas na terra; 
- reguei o conjunto;
- coloquei as caixas em ambiente de meia sombra, o que minimizará futuramente a desidratação.
Vou aguardar pacientemente pelo resultado. Mais para a frente, com o fim das chuvas não poderei descorar a rega. 
Quanto à rosácea, após o enraizamento das estacas só a poderei fazer para o ano. Darei depois novidades. 
Rafael Carvalho / mar2013