quarta-feira, 29 de maio de 2013

Roselha rosada, no meu jardim...


 

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Este ano fui uma vez mais presenteado com as flores da roselha-grande (Cistus albidus).
Desconchavada e sem interesse para o comum dos mortais, explode contudo de cor na primavera.
Mais uma planta a incluir no jardim dos portugueses. Pela parte que me compete, adicionei ao meu jardim mais meia dúzia de roselhas, a acrescentar a outras tantas que por lá já andavam.
Rafael Carvalho / mai2013

sábado, 25 de maio de 2013

Rododendro (Rhododendron ponticum baeticum)







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Com o seu aspeto exótico, o rododendro, enquanto espécie nativa, foi para mim uma descoberta relativamente recente.
Já há muito tinha ouvido falar da Reserva Botânica do Cambarinho, em Vouzela. Foi porém apenas em 2008 que a visitei pela primeira vez. Em Cambarinho, localiza-se um dos três únicos núcleos onde na Europa o Rhododendron ponticum é considerado autóctone – Caramulo e Serra de Monchique em Portugal; Cadiz no Sul de Espanha. O Rhododendron ponticum também existe na Ásia Menor, embora aí com uma subespécie diferente.
O nome comum pelo qual o Rododendro é conhecido em Vouzela é loendro, termo que é gerador de alguma confusão. Loendro é, no restante território nacional, o nome popular pelo qual é designada a espécie Nerum oleander, muito mais abundante.
A subespécie ibérica do Rhododendron ponticum é considerada vulnerável na sua área de origem e nós temos a responsabilidade de contribuir para a sua preservação. Curiosamente o Rhododendron ponticum foi introduzido noutros países europeus onde encontrou condições climáticas satisfatórias a pontos de se tornar invasor. Na Irlanda, Inglaterra, norte de França e na Bélgica existem campanhas de erradicação deste rododendro que é acusado de contribuir para diminuição das biodiversidades locais.
O rododendro é em Portugal uma relíquia do Terciário, época em que a floresta Laurissilva cobria parte da Europa. Partilha este estatuto com o azereiro, a hera, o folhado, o azevinho, o loureiro, o buxo e o medronheiro. Em Cambarinho os rododendros distribuem-se ao longo das linhas de água. Mostram-se especialmente exuberantes quando constituem o sub-bosque dos carvalhais, zonas bastante húmidas povoadas de fetos e musgos.
Com a sua vistosa floração de lilás tingida, o Rhododendron ponticum não poderia faltar no meu jardim. São aliás do meu jardim as três últimas fotografias; as restantes resultaram das minhas incursões à Reserva Botânica do Cambarinho.
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Nome vulgar: Rododendro; redondouro; loendro; loendreira, adelfeira.
Família botânica: Ericaceae.
Nome científico: Rhododendron ponticum.
Distribuição Geral: Península Ibérica (Rhododendron ponticum baeticum) e Ásia Menor (Rhododendron ponticum ponticum).
Distribuição em Portugal: Serra do Caramulo e Monchique.
Habitat: Leitos e margens de cursos de água. Também no sub-bosque de bosques caducifólios. Em locais montanhosos, sombrios e húmidos, sobre substratos ácidos.
Floração: abril a junho.
Características:
Arbusto perenifólio que pode atingir os 4 metros de altura. Possui ritidoma primeiro liso, tornando-se com o tempo ligeira e longitudinalmente gretado, de cor castanho-acinzentado ou algo avermelhado; os ramos jovens são verdes. As suas grandes folhas, glabras, podem atingir os 14 cm de comprimento. São alternas de margens inteiras, algo coriáceas, oblongo-lanceoladas, lustrosas na página superior, de um verde menos intenso na página inferior. As flores reunidas em corimbos multifloros de grande dimensão são lilases. O fruto é uma cápsula com 5 válvulas que atinge maturidade no Outono, altura em que liberta numerosas sementes com cerca de 1-1,5 mm de comprimento.
O Rododendro é muito ornamental, havendo grande tradição no seu uso em jardins do Norte do país. Raro contudo será encontrar um jardineiro que o reconheça como planta autóctone. No jardim exige solos ácidos e frescos. É uma planta de meia-sombra mas tolera bem a plena-luz. Resiste ao frio. Propaga-se por semente, por estaca ou por mergulhia, também rebenta pela touça. Floresce a partir dos 10-12 anos. Vive para além dos 50 anos.
Rafael Carvalho / mai2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

Prado florido, um desejo para o meu jardim (II)…



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Seguem os preparativos para a instalação de um prado florido no meu jardim. 
Desta feita colhi algumas cápsulas de sementes de papoila - as sementes serão lançadas à terra lá para o outono. As ditas cápsulas, com diminutos orifícios na coroa, encontram-se repletas de pequenas sementes negras. Lembram-me os pimenteiros lá de casa, à espera de serem abanados. 
Rafael Carvalho / mai2013

sábado, 18 de maio de 2013

18 de Maio – Dia Internacional do Fascínio das Plantas


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Estou fascinado!
Estou fascinado!
ESTOU FASCINADO!
Na imagem a coroa superior da inflorescência de um jacinto-das-searas, uma entre outras (quase todas) plantas autóctones do meu jardim.
Rafael Carvalho / mai2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

À volta das Orquídeas 3

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Local: Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viana do Castelo
Data: 25 de Maio de 2013
Programa: Clique na Imagem

terça-feira, 14 de maio de 2013

Dactylorhiza sulphurea – do monte para o meu jardim





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Relativamente a orquídeas silvestres, tenho a Orchis morio perfeitamente instalada no meu jardim. Trouxe na altura alguns pés desta orquídea de uma colónia já desaparecida, na ocasião uma vinha abandonada onde veio a ser construído o Centro Escolar de Armamar. Não só o meu jardim ficou mais rico como também o espaço envolvente – as minhas Orchis morio já têm descendentes num terreno inculto, anexo ao meu, ganha a biodiversidade local. 

Tento desta feita a sorte com a Dactylorhiza sulphurea, presente no sub-coberto dos mortórios durienses. Claro que no meu jardim, para maior sucesso nesta operação, lhe arranjei um lugar a condizer. As orquídeas estabelecem através das suas raízes relações simbióticas com fungos – as chamadas micorrizas, pelo que o transplante em raiz nua é sempre arriscado. As minhas orquídeas foram pois transplantadas com torrão, servindo-me da minha pá-de-valar, o instrumento mais à altura desta missão. 

Rafael Carvalho / mai2013

sábado, 11 de maio de 2013

Desponta o meu charco…


As rãs já cantam. 
Após a invernia, desponta o meu charco. Brevemente fervilhará de vida. 
Rafael Carvalho / mai2013