domingo, 15 de setembro de 2013

Urze-branca – fruto ou galha?


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Algumas das urzes-brancas (Erica arborea) do meu jardim possuem várias estruturas como aquela que é visível no centro da imagem. Tratar-se-á de um fruto ou de uma galha? Peço ajuda a quem me poça esclarecer.
Rafael Carvalho / set2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

“Raised bed”, do meu jardim





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O meu jardim entrou numa nova fase. Desejo há muito tempo ter uma horta, projeto até agora adiado.
Simbólico, o canteiro da imagem surge como primeira pedra do meu quintal.
Por uma questão de organização e facilidade de manutenção, optei pelo sistema que os ingleses designam por ”raised bed”, uma espécie de canteiros elevados. Tendo disponível alguns esteios de granito e outros tantos postes de madeira, a construção é-me facilitada.
Como a minha terra é argilosa e bastante pesada, enchi os canteiros misturando-a com composto e outra terra mais vegetal. Uma peneira permitiu-me separar a terra das imensas pedras que ela continha.
Pretendo instalar diversos canteiros fixos, separados por caminhos com cerca de 60 cm de largura, o espaço necessário para fazer passar a minha relvadeira. Este canteiro tem e os próximos também terão 120 cm de largura, por forma a efetuar facilmente todo o trabalho a partir dos caminhos.

“Raised bed” - Vantagens
- Facilitam a rotação de culturas e a colocação de barreiras anti pragas.
- Como não é necessário circular sobre a terra, não há o risco de a compactar. Não é pois necessário cavar todos os anos em profundidade.
- As plantas podem ser facilmente alcançadas e todas as atividades podem ser realizadas confortavelmente a partir do caminho.
- Em solos pedregosos as raízes têm mais espaço.
- Em solos mal drenados (é o meu caso), a drenagem é melhorada.
- É mais fácil o controlo das ervas daninhas.
- As pragas são mais fáceis de detetar podendo ser controladas logo no início.
- Permite um maior controlo sobre as características do solo (a adição de cal, composto ou fertilizantes pode ser feita cama a cama).
- São dispensados equipamentos caros de cultivo.
Rafael Carvalho / set2013

sábado, 7 de setembro de 2013

Sândalo-branco – mais uma tentativa...




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Existem plantas que teimam em não querer nada comigo – o sândalo-branco é uma delas.
Por simples transplante ou por sementeira, já fiz diversas tentativas para ter este arbusto autóctone no meu jardim. A sensação de fracasso é grande, tanto mais que o sândalo-branco ocorre espontaneamente paredes-meias com o meu jardim. 
Com forte impacto visual, adoro plantas de baga. Por razões diferentes a bicharada também. Azevinho, gilbardeira, teixo, sândalo-branco, …
…quantas mais espécies melhor.
Não desisto facilmente. Neste verão recolhi mais algumas sementes. Farei uma nova tentativa.
Rafael Carvalho / set2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Querença Paisagem: Jardinagem sustentável

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Querença Paisagem: Jardinagem sustentável
Querença Paisagem assume-se como um projeto de jardinagem que pretende preservar e poupar recursos.
Mais informação clicando aqui.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O meu Jardim Natural


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O espaço ajardinado envolvente à minha casa é partilhado com a vida selvagem local.
A construção de um lago, a existência de caixas-ninho e comedouros para a passarada, pretende dar uma ajuda. Sem peixes predadores o meu lago serve de habitat a uma miríade de anfíbios e insetos, até as cobras de água não lhe dizem que não!
Uma sebe de plantas autóctones (abrunheiro-bravo, pilriteiro, zelha, giesta-branca, maia, sabugueiro, alecrim, medronheiro...), verdadeiro corredor de biodiversidade, rodeia a minha propriedade. As várias dezenas de espécies de arbustos aí existentes, dão abrigo e alimento à bicharada. Um melro aqui, um coelho ali, um lagarto acolá, … é impossível estar no jardim sem me cruzar com um destes bicharocos. O meu lago, fonte de água, é ponto de encontro certo. Um jardim assim é ótimo para a minha família e bastante pedagógico para os meus filhos.
Tenho alguns sobreiros, pinheiros mansos, carvalhos e castanheiros plantados no jardim. Estas árvores autóctones são ainda jovens. Quando maduras, os seus frutos intensificarão o efeito íman que pretendo desenvolver.
No meu jardim um amontoado de pedras e um ocasional monte de lenha serve de refúgio para pequenos mamíferos, anfíbios, repteis e vários invertebrados. As vedações no meu jardim são limitadas, não tem por isso fronteiras.


Nos meus muros de pedra as plantas distribuem-se de acordo com as suas preferências em termos de humidade e exposição ao sol. Também nos seus interstícios encontra abrigo a bicharada. Um casal de chapins azuis todos os anos me presenteia nidificando num dos muros do meu jardim.
No forro de madeira do meu telheiro uma colónia de morcegos encontrou abrigo. Em busca de alimento, sobrevoam o meu lago nas quentes noites de verão.



Com um longo período de floração, rosmaninhos, alecrins e outras espécies melíferas atraem uma grande quantidade de insetos, entre os quais as belas e frágeis borboletas.
No meu jardim preservo as minhocas que descompactam o solo, reciclam a matéria orgânica, mantém a fertilidade e favorecem a infiltração da água. O meu compostor é um paraíso para as minhocas.


Relva não tenho. Um prado natural que vou enriquecendo com sementes colhidas na região não necessita de rega. Sem rega o prado não cresce tanto, necessitando apenas de três cortes anuais – sobra mais tempo para gozar o jardim. Se nasce uma margarida no prado, erva daninha para muitos, fico contente. Não me incomodo com o musgo que cresce à sombra das árvores.
Plantas que outros arrancam são por mim adotadas no jardim – são úteis a este ou àquele inseto, hóspedes no meu jardim. Joaninhas e abelhas solitárias, todas são proveitosas ao condomínio.
Possuo diversas árvores de fruto e até uma sebe produtora de frutos silvestres. A fruta como-a eu, o resto da família, mas também os amigos (os humanos e os selvagens).
Prado, arbustos e árvores autóctones, muros de pedra, pomar e lago, pretendo contribuir para manter a cadeia frágil que une todos os seres vivos. Não nos esqueçamos que quanto maior a diversidade de ecossistemas num jardim, maior será a sua biodiversidade.
Aos olhos de um jardineiro convencional, que tudo mantem controlado, o meu jardim é pleno de defeitos. Contudo, os sítios naturais intocados não deixam de ser belos e ninguém os controla!...
Rafael Carvalho / ago2013