terça-feira, 5 de novembro de 2013

Última flor, do meu charco...

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Última flor do meu charco, por este ano entenda-se.
Brevemente do nenúfar só restará o vaso. No interior do recipiente, o nenúfar (Nymphaea alba) enfrentará o repouso invernal. Ressuscitará de novo no alvor da primavera.
Também presente nesta imagem, o caniço (Phragmites australis) seguir-lhe-á os passos. No nosso território, um e outro estão presentes em ambientes aquáticos de água doce estagnada ou de corrente fraca (remansos de rios, charcos, lagoas). No meu jardim um e outro não poderiam faltar.
Rafael Carvalho / nov2013

sábado, 2 de novembro de 2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Espaços Verdes e Jardins Sustentáveis

Margarida Costa 
Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve 
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(…) São os nossos espaços verdes e jardins realmente amigos do ambiente?
(…)A escolha do elenco vegetal centrado em espécies autóctones ou mediterrâneas reduz a manutenção dos jardins, pois são espécies bem adaptadas às condições ecológicas locais, com necessidades hídricas reduzidas e menos susceptíveis a pragas e doenças. 
A grande quantidade de espécies autóctones existentes, arbóreas, arbustivas e herbáceas, torna-as valiosas como plantas ornamentais, utilizadas quer em jardins formais quer informais. Estas plantas apresentam valor ornamental, pela diversidade de cores, formas, texturas, portes, cheiros, floração prolongada, além de que algumas podem ser utilizadas como condimentares ou na preparação de infusões aplicadas a terapias diversas. (…)

Aceda ao artigo completo clicando aqui.

domingo, 27 de outubro de 2013

Loendro na despedida…



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Expondo as últimas flores deste ano, os meus loendros (Nerium oleander) ainda dão ar da sua graça.
Espécie ripícola, no Sul do país é fácil encontrar o loendro a marginar linhas de água.
Aqui no Norte não ocorre naturalmente. Curiosamente também aqui forma linhas serpenteantes,… no separador central da autoestrada.
A troco de nada, a sua longa floração alegra qualquer espaço, motivo pelo qual é amplamente usado em jardinagem.
Rafael Carvalho / out2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

ROCALBA - SEMENTES DA FLORA IBÉRICA

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Da empresa Rocalba, entre espécies nativas e exóticas, o presente catálogo apresenta sementes de muitas das plantas presentes na Península Ibérica:
- Árvores e Arbustos;
- Restauro e Recuperação Paisagística;
- Espécies de Dunas, de Litoral e Costeiras.
- Aromáticas e Medicinais;
- Aromáticas, Medicinais e Condimentares Biológicos.
Em formato pdf, aceda ao catálogo clicando aqui.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sabugueiro (Sambucus nigra)







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Durante muito tempo, o sabugueiro foi para mim uma planta desconhecida. Deslocado por motivos profissionais da Beira Litoral para o Alto-Douro, margem Sul no caso, mais dia menos dia a minha ignorância deixaria de o ser. No Douro-Sul, concelhos de Tarouca, Armamar, Moimenta-da-Beira e Lamego, em verdadeiros pomares monoespecíficos o sabugueiro é disciplinarmente cultivado como qualquer outra fruteira. Também é visto a bordejar campos agrícolas de outras culturas. O seu fruto, aqui denominado por “baga”, após seco é exportado para países como a Alemanha. O sabugueiro tem aplicações nas indústrias farmacêuticas, agroalimentar, têxtil e cosmética.
Uma vez identificada esta espécie autóctone, rapidamente me apercebi dos locais onde naturalmente ocorre - orlas de matagais, sebes marginando linhas de água, outros locais húmidos e sombrios, ruínas…
Autóctone e com importância económica na região, no meu jardim o sabugueiro não poderia faltar!

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Nome vulgar: bieiteiro, candelheiro; canineiro; flor-de-sabugueiro; galacrista; rosa-de-bem-fazer; sabugo; sabugueiro; sabugueiro-negro; sabugueiro-preto.
Família botânica: Adoxaceae.
Nome científico: Sambucus nigra.
Distribuição Geral: grande parte da Europa, Cáucaso, Oeste e Sudoeste da Ásia; subespontânea na Argélia, Tunísia, Açores e Madeira.
Distribuição em Portugal: Norte, Centro e Sul interior, também presente no Algarve.
Habitat: bosques e matas de terreno fértil; ornamental; ripícola; sebes e margens de campos; locais húmidos e sombrios.
Floração: março – junho
Características:
Arbusto ou pequena árvore lenhosa de 2 a 5 m, mais raramente até 10 m de altura. O caule do sabugueiro possui casca cinzento-acastanhada e verrugosa. Tem ramos quebradiços, com medula branca. Caducifólio, possui folhas opostas, pecioladas, com 5 a 7 folíolos compridos e serrados, pontiagudos. As flores são pequenas e numerosas, regulares, branco-amareladas, aromáticas, dispostas em grandes cimeiras planas. O fruto do sabugueiro é uma baga negra com 3 a 4 sementes.
O sabugueiro é muito decorativo e de grande beleza em quase todas as estações do ano. As suas flores alimentam variados insetos úteis. As flores dão origem a soberbos cachos de bagos pretos muito procurados por diversos pássaros que ajudam a dispersar as sementes. O sabugueiro é pois um aliado na expansão da biodiversidade do jardim. Tolera a poluição atmosférica, a geada e a neve bem como os sítios costeiros. É resistente à poda. Indiferente edáfico, apesar de preferir solos húmidos também resiste aos secos. Satisfeito e contente com a meia-sombra, suporta contudo o sol direto. O sabugueiro tanto pode ser plantado em maciços como em sebes campestres. Propaga-se facilmente por estaca no outono ou por divisão no inverno; pode também propagar-se por sementeira na primavera; renova bem pelo cepo.
Rafael Carvalho / out2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Hora da poda, no meu jardim...








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Chegou a hora da poda para alguns dos arbustos do meu jardim.
De acordo com a proximidade a casa, o meu jardim tem duas zonas distintas - a mais afastada com aspeto selvagem; a mais próxima com ar domesticado. Ambas as zonas possuem, quase em exclusividade, plantas da nossa flora autóctone.
Após a poda, a zona "domesticada" adquire um aspeto mais organizado e formal (e logo eu que nunca gostei de fatos!). Quando a primavera regressar, as plantas rejuvenescidas emitirão novos rebentos e novas hastes florais - a zona será naturalmente liberta de formalismos. O contraste assim imposto quebra a indesejável monotonia no meu jardim.
Para plantas como o rosmaninho a poda é mesmo uma necessidade. Sem ser podado o rosmaninho envelhece muito precocemente, o que obrigaria a frequentes replantações.
Sargacinhas, tojos, sargaços e rosmaninhos são podados em semiesfera. Apelido carinhosamente os meus tojos de bolinhas de picos.
Aquando da poda, tenho o cuidado de não deixar entrelaçadas plantas de espécies diferentes. Mantenho assim a individualidade de cada uma. Asseguro desta forma que a competição entre diferentes espécies não coloca em risco a diversidade vegetal no meu jardim.
Destroçados em pequenas dimensões, os desperdícios da poda deixo-os no próprio local. Sobre eles coloco um manto espesso de caruma. O efeito de palhagem, mulching para os ingleses, previne o aparecimento das ervas, aumenta a fertilidade do solo e contribui para a preservação da humidade. As poucas ervas que nascem deixam-se arrancar com facilidade.
Quanto à caruma, obtenho-a de borla nos pinhais das redondezas.

Rafael Carvalho / out2013