quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Atrair aves com um coco recheado…

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Comedouros, um charco, caixas-ninho, prado natural, sebe de plantas autóctones … Aliciar a vida selvagem para o meu jardim, tem sido um projeto conseguido.
As aves insetívoras, de que os chapins são apenas um exemplo, estão entre os maiores inimigos das pragas - pulgões, lagartas, larvas e afins. É por isso importante ajudá-las a passar o inverno, altura em que os alimentos escasseiam, para que possam retribuir no verão limpando a horta e o jardim. Por forma a incentivar as aves ao trabalho, de março a outubro a alimentação deverá ser suspensa.
Depois de há tempos ter construído um comedouro para aves, do tipo tabuleiro, avancei agora com um coco recheado. Do interior da minha casa tenho passado uns bons momentos a observar a passarada.
Quem quiser seguir o meu exemplo, não se esqueça de que a bicharada é desconfiada por natureza, podendo demorar várias semanas a habituarem-se à presença dos comedouros.
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Como elaborei o suporte
- Abri o coco ao meio com um serrote, procedimento mais fácil do que à partida faria supor.
- Extraí a massa interior com a ajuda de uma chave de fendas – o coco daí resultante foi usado na cozinha pela minha mulher.
- Uma das metades do coco, é naturalmente perfurada. No topo da outra metade abri um furo com a ajuda de um berbequim.
- Pelos orifícios fiz passar um cordel, tendo dado um nó na extremidade situada no interior do coco.
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Ingredientes para o bolo:
- pão ralado;
- arroz;
- bolacha esmagada;
- milho painço;
- sementes de girassol;
- nozes, amendoins e avelas triturados;
- cereais;
- passas; 
- margarina ou banha.
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Preparação:
Aqueci um tacho no fogão onde foi colocada a margarina e esperei que derretesse. À parte, preparei todos os ingredientes. Uma vez a banha derretida misturei-lhe os restantes componentes. A mistura assim obtida foi despejada nas metades do coco. Após a mistura ter solidificado as metades de coco foram suspensas em árvores pelo cordel.
Rafael Carvalho / jan2014

sábado, 4 de janeiro de 2014

Carrasco duriense, um logro…




Fotos: um dos carrascos, digo azinheiras, do meu jardim.
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É sabido que em diferentes regiões plantas distintas são por vezes conhecidas pelo mesmo nome popular. A título de exemplo, acontece isso com o beirão loendro (Rhododendron ponticum) e com o loendro existente mais à sul (Nerium oleander), ambos espécies ripículas. Confusões como esta levaram aliás à criação do nome científico, exclusivo de cada espécie.

Ora só muito recentemente tive consciência de que algo semelhante se passava com o duriense carrasco, nome dado na região à azinheira (Quercus rotundifolia). Por carrasco é conhecida mais a sul a espécie Quercus coccifera. O facto da azinheira no Alto-Douro Vinhateiro raramente ultrapassar o porte arbustivo contribuiu para não ter percebido mais cedo este “logro” - e eu a pensar que até dava uns toques nisto!
Se perguntar a um duriense se alguma vez se cruzou com uma azinheira, a menos que já se tenha aventurado por terras do sul, a resposta será negativa na certa.
Amante das quercíneas, durante muito tempo tive reservado espaço no meu jardim para uma azinheira. É que carrascos já tinha muitos, azinheiras afinal!
Confusão desfeita riu-me agora de mim próprio. Uma visita ao portal Flora-On permite facilmente encontrar diferenças entre o Quercus rotundifolia e o Quercus coccifera. As folhas do Quercus coccifera são nitidamente espinhosas, a condizer com a cúpula das suas bolotas, também elas espinhosas.
Tenho agora várias azinheiras e apenas um carrasco, a espécie que afinal me faltava. Confuso, ou nem por isso?!
Rafael Carvalho / jan2014

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Continua florido, o meu alecrim…

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Existem plantas sobejamente conhecidas pelo seu longo período de floração – o alecrim é uma delas.
Tenho algumas dezenas de alecrins no meu jardim - conheço pois bem esta espécie vegetal.
O alecrim encontra-se florido durante praticamente todo o ano. O período forte da floração ocorre contudo entre janeiro e maio, altura em que se faz ouvir o zumbido dos insetos úteis que do seu néctar se alimentam.
Rafael Carvalho / dez2013

sábado, 28 de dezembro de 2013

Zelha esculpida…






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No âmbito da disciplina de educação visual, entre os vários trabalhos que a minha filha deveria entregar no primeiro período do presente ano letivo, constava a elaboração de um arbusto/árvore da nossa flora autóctone. Nas sortes calhou-lhe a zelha.
A minha filha poderia ter construído a zelha de raiz. Optou contudo por trabalhar um ramo de zelha que andava perdido lá por casa. Revestiu o tronco de “fio-do-norte”; substituiu algumas das folhas por outras plásticas recortadas de uma garrafa de refrigerante; são de arame os pedúnculos dos frutos e das folhas postiças.
É da sombra a imagem da segunda fotografia.
As plantas autóctones fascinam-me a mim todos os dias. Também elas servem de inspiração aos artistas, miúdos e graúdos.
Rafael Carvalho / dez2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

Feliz Natal!





Pilriteiro, gilbardeira e roseira brava, consolo para a minha vista, alimento para a passarada…
Bolas, bolas e mais bolas, frutos vermelhos de espécies autóctones do meu jardim.
A todos os seguidores deste blogue, desejo um Bom Natal!
Rafael Carvalho / dez2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013