segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sementes de Portugal

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Viveiros e jardineiros…


… Já por aqui tenho feito referência a empresas que de uma forma ou outra promovem o uso de plantas autóctones.

Se a empresa for nacional, tanto melhor – comprar nacional desenvolve a economia pátria; as plantas produzidas em Portugal a partir dos nossos recursos genéticos têm maior garantia de adaptação.

Sementes de Portugal - clique aqui para aceder ao blogue da empresa, ou mesmo aqui para se ligar diretamente ao catálogo de sementes 2013/14.

Rafael Carvalho / jan2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Guia de Propagação de Árvores e Arbustos Ribeirinhos

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Guia de Propagação de Árvores e Arbustos Ribeirinhos - Um Contributo para o Restauro de Rios na Região Mediterrânica

M. Aranzazu Prada e Daniel Arizpe (Editores)

Descarregue o documento (12,5 Mb) clicando aqui.

(obrigado ao Paulo,  leitor deste blogue, por me ter relembrado a existência deste guia)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Calêndula (Calendula officinalis)



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A calêndula, enquanto planta autóctone, é para mim uma descoberta relativamente recente.
Na minha rua, em pleno sol ou mesmo à sombra, a calêndula ocupa extensas faixas da berma da estrada.
Com um aspeto algo exótico, julgava-a mal comportada, evadida na certa de algum jardim das redondezas.
Como me enganei! Só dei pelo equívoco quando numa conversa com uma amiga sobre plantas silvestres comestíveis, me referiu as potencialidades das pétalas de calêndula na guarnição de saladas. Tal facto induziu-me a investigar e, pois é… é autóctone, é nossa a calêndula!
Para além das suas potencialidades gastronómicas, a calêndula é uma planta medicinal, sendo ainda usada como corante têxtil e alimentar, bem como na indústria cosmética.
Resistente à geada, à neve e à secura, a calêndula cresce em qualquer recanto sem qualquer trato especial.
Benefício atualmente da presença da calêndula no meu jardim. Em pleno inverno, alegra o espaço envolvente com a sua quente floração. As suas pétalas têm tornado mais alegres as saladas lá de casa. As folhas apesar de comestíveis são amargas pelo que nas saladas dispenso a sua presença.
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Nome vulgar: Calêndula; Belas-noites; Boas-noites; Maravilhas.
Família botânica: Asteraceae.
Nome científico: Calendula officinalis.
Distribuição Geral: Sul da Europa
Distribuição em Portugal: todo o território nacional.
Habitat: ruderal.
Floração: alargada a quase todo o ano.
Características:
Trata-se de uma planta herbácea anual, com caules pilosos e folhas aveludadas. A calêndula apresenta caules ramificados, podendo atingir os 50 cm de altura. As folhas inferiores são espatuladas e as caulinares são lanceoladas e alternadas. As suas inflorescências são capítulos, com flores de cor amarela ou laranja, perfumadas, semelhantes às das margaridas. As suas flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer.
A calêndula deve ser cultivada em pleno sol. No jardim, a calêndula pode formar maciços e bordaduras. Pode ainda ser cultivada em vasos. Também é cultivada como flor de corte. As flores são comestíveis e ideais para colorir saladas e pratos frescos. Existem diversos cultivares. A calêndula é considerada uma espécie rústica, resistente ao frio e à estiagem. É pouco exigente no que respeita ao tipo de solo, ainda que prefira solos argilosos, férteis, bem drenados, ricos em matéria orgânica e permeáveis. Multiplica-se por semente. Uma vez instalada propaga-se espontaneamente nos anos seguintes.
Rafael Carvalho / jan2014

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Saudades…

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As estações do ano sucedem-se… 
Onde para o céu azul?!
Com os meus castanheiros agora despidos, sinto saudades do fogo outonal.
Rafael Carvalho / jan2014

domingo, 12 de janeiro de 2014

Hipericão-do-Gerês / autoprenda de Natal…





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Desejava há muito ter um Hipericão-do-Gerês. Por alturas do Natal, de passagem por Vila Nova de Gaia comprei um exemplar no Cantinho das Aromáticas, espaço ao qual recomendo uma visita.
Como uma desgraça nunca vem só, acabei por adquirir um cabaz de plantas aromáticas, medicinais e condimentares, muitas delas espécies autóctones que ainda não tinha no meu jardim. Pretendo agora alegrar o espaço que envolve a minha horta. Por regra estas plantas são fáceis de manter, atraem os insetos benéficos e repelem os nocivos.
Cheiro, paladar, … Com estas plantas também pretendo desafiar os sentidos.
Rafael Carvalho / jan2014

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Atrair aves com um coco recheado…

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Comedouros, um charco, caixas-ninho, prado natural, sebe de plantas autóctones … Aliciar a vida selvagem para o meu jardim, tem sido um projeto conseguido.
As aves insetívoras, de que os chapins são apenas um exemplo, estão entre os maiores inimigos das pragas - pulgões, lagartas, larvas e afins. É por isso importante ajudá-las a passar o inverno, altura em que os alimentos escasseiam, para que possam retribuir no verão limpando a horta e o jardim. Por forma a incentivar as aves ao trabalho, de março a outubro a alimentação deverá ser suspensa.
Depois de há tempos ter construído um comedouro para aves, do tipo tabuleiro, avancei agora com um coco recheado. Do interior da minha casa tenho passado uns bons momentos a observar a passarada.
Quem quiser seguir o meu exemplo, não se esqueça de que a bicharada é desconfiada por natureza, podendo demorar várias semanas a habituarem-se à presença dos comedouros.
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Como elaborei o suporte
- Abri o coco ao meio com um serrote, procedimento mais fácil do que à partida faria supor.
- Extraí a massa interior com a ajuda de uma chave de fendas – o coco daí resultante foi usado na cozinha pela minha mulher.
- Uma das metades do coco, é naturalmente perfurada. No topo da outra metade abri um furo com a ajuda de um berbequim.
- Pelos orifícios fiz passar um cordel, tendo dado um nó na extremidade situada no interior do coco.
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Ingredientes para o bolo:
- pão ralado;
- arroz;
- bolacha esmagada;
- milho painço;
- sementes de girassol;
- nozes, amendoins e avelas triturados;
- cereais;
- passas; 
- margarina ou banha.
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Preparação:
Aqueci um tacho no fogão onde foi colocada a margarina e esperei que derretesse. À parte, preparei todos os ingredientes. Uma vez a banha derretida misturei-lhe os restantes componentes. A mistura assim obtida foi despejada nas metades do coco. Após a mistura ter solidificado as metades de coco foram suspensas em árvores pelo cordel.
Rafael Carvalho / jan2014

sábado, 4 de janeiro de 2014

Carrasco duriense, um logro…




Fotos: um dos carrascos, digo azinheiras, do meu jardim.
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É sabido que em diferentes regiões plantas distintas são por vezes conhecidas pelo mesmo nome popular. A título de exemplo, acontece isso com o beirão loendro (Rhododendron ponticum) e com o loendro existente mais à sul (Nerium oleander), ambos espécies ripículas. Confusões como esta levaram aliás à criação do nome científico, exclusivo de cada espécie.

Ora só muito recentemente tive consciência de que algo semelhante se passava com o duriense carrasco, nome dado na região à azinheira (Quercus rotundifolia). Por carrasco é conhecida mais a sul a espécie Quercus coccifera. O facto da azinheira no Alto-Douro Vinhateiro raramente ultrapassar o porte arbustivo contribuiu para não ter percebido mais cedo este “logro” - e eu a pensar que até dava uns toques nisto!
Se perguntar a um duriense se alguma vez se cruzou com uma azinheira, a menos que já se tenha aventurado por terras do sul, a resposta será negativa na certa.
Amante das quercíneas, durante muito tempo tive reservado espaço no meu jardim para uma azinheira. É que carrascos já tinha muitos, azinheiras afinal!
Confusão desfeita riu-me agora de mim próprio. Uma visita ao portal Flora-On permite facilmente encontrar diferenças entre o Quercus rotundifolia e o Quercus coccifera. As folhas do Quercus coccifera são nitidamente espinhosas, a condizer com a cúpula das suas bolotas, também elas espinhosas.
Tenho agora várias azinheiras e apenas um carrasco, a espécie que afinal me faltava. Confuso, ou nem por isso?!
Rafael Carvalho / jan2014