sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Erva-besteira, o fascínio continua…





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No início do mês, fiz aqui referência às ervas-besteiras do meu jardim. Se na altura estava fascinado, pasmado agora continuo.
Já não é só o profuso verde da erva-besteira a prender-me a atenção. Como que pintados à pressa, os seus borratados lábios rubros mechem comigo, e não só! Leviana, a erva-besteira atrai uma legião de abelhões, inebriados por uma fragrância que eu não deteto.
A adivinhar pela sua presença noutros jardins, a admiração pela erva-besteira estende-se a outros humanos.
No Alto-Douro onde habito, conheço vários locais onde existem populações selvagens da erva-besteira. Curiosamente o povo não lhe reconhece qualquer valor ornamental, não sendo notada a sua presença nos jardins da região.
Em espaço natural, a erva-besteira faz notar a sua presença junto a cursos de água, frequentemente sob o coberto de árvores de folha caduca.
Rafael Carvalho / fev2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Esperança…


 
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Haja esperança!
Apesar do inverno teimar em não nos querer deixar, a primavera já espreita no meu jardim.
Rafael Carvalho / fev2014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Estufa FloraBest


Dimensões: 180x94x140 cm (LxAxP) - 24.99 €
Lidl - Quinta-feira 27/fev
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Periodicamente, a rede de hipermercados Lidl tem posto à venda estufas da marca FloraBest. Como rapidamente têm esgotado, tenho deixado escapar a oportunidade. Na próxima quinta-feira vou estar atento, até porque esta estufa me parece ter uma excelente relação preço/qualidade.
A presença de uma estufa no meu jardim, permitirá um maior controlo sobre o ambiente em que efetuo as sementeiras.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Alegre castinçal…


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Castinçal é uma mata de castanheiros cultivados em regime de talhadia, para produção de material lenhoso.
Trespassado por tímidos raios de sol, alegre castinçal foi aquele que ontem encontrei nas proximidades do meu jardim autóctone.
Entre o autóctone o exótico, existem espécies vegetais onde é difícil reunir consensos. Passa-se isso com o choupo branco, passa-se o mesmo com o pinheiro bravo mas também com o castanheiro.
Durante muito tempo considerou-se que o castanheiro foi introduzido em Portugal pelos romanos. Estudos recentes levam-nos contudo a considerar o castanheiro como autóctone na Península Ibérica, tendo sido assinaladas, na Serra da Estrela, ocorrências dispersas de pólen fóssil de castanheiro em formações datadas pelo radiocarbono, com cerca de 8.000 anos.
Rafael Carvalho / fev2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Nomenclatura botânica

Os nomes comuns variam por vezes de região para região, existindo plantas da mesma espécie a que correspondem nomes comuns diferentes – o autóctone rododendro é conhecido em Vouzela por loendro, enquanto na serra de Monchique é conhecido por adelfeira. Ao invés existem plantas de espécies diferentes com o mesmo nome comum – loendro é também o nome popularmente dado às plantas da espécie Nerum oleander. O nome comum varia ainda de língua para língua. Para evitar confusões existem os nomes científicos que são usados em todo o mundo, permitindo uma identificação precisa da espécie em causa.


Que nos diz um nome científico?
Exemplo: Rhododendron ponticum.

O nome científico relativo a cada espécie é formado por duas palavras: o nome do genéro e o epíteto específico, normalmente um adjetivo. O nome genérico e o epíteto específico devem sempre ser escritos em itálico, ou, na sua indisponibilidade, devem ser sublinhados. 
O primeiro termo, o nome genérico é sempre escrito começando por uma  letra maiúscula, enquanto o epíteto específico começa por uma minúscula.
Se num texto existirem referências repetidas a plantas do mesmo género, este é abreviado – em vez de Helichrysum stoechas aparece H. stoechas por exemplo.
A abreviatura "sp." é usada quando o nome da espécie não pode ou não interessa ser explicitado. Por exemplo: "Erica sp." significa uma espécie do género “Erica”.
As subespécies têm um trinome, colocados pela seguinte ordem: nome genérico, descritor específico e descritor subespecífico. Exemplo: Cistus ladanifer sulcatus, onde sulcatus é a subespécie.

Explicação dos nomes científicos
Os nomes científicos, podem dar-nos informações acerca das plantas. Podem derivar do latim, do grego ou de termos nativos, referindo por vezes a cor da flor, a textura da folha, ou o porte da planta, entre outros. Populus albaalba de branco; Linaria eleganselegans de forma elegante; Chamaerops humilishumilis de porte pequeno; Lupinus angustifoliusangustifolius de folhas estritas; Helleborus foetidusfoetidus de fétido; Carthamus lanatuslanatus de lanudo; Ulex europaeuseuropaeus de europeu; …

Da família à espécie
Família
Rosa (Rosaceae)
Rosaceae, Liliaceae, Asteraceae, Ericaceae, Iridaceae, Fagaceae, …
As plantas semelhantes agrupam-se por famílias. O nome da família é constituído pelo radical do nome do género de maior representatividade (em números ou popularidade) de espécies da família a que pertence, acrescido da terminação"-aceae".
Exemplo: género representativo Rosa mais o sufixo "aceae", origina a família Rosaceae.
A família é subdividida em grupos mais pequenos – os géneros.
Género
Na família Rosaceae existem Prunus, Crataegus, ….
Em cada género existem ainda plantas diferentes, havendo pois necessidade de existirem mais divisões – as espécies.
Espécie
Crataegus monogyna
O Crataegus monogyna é o pilriteiro. Dentro de cada espécies podem ainda existirem variações de ocorrência natural ou artificial.
Rafael Carvalho / fev2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Prestes a explodirem…

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Com os gomos florais entumecidos, estão prestes a explodirem os tojos (Ulex europaeus) do meu jardim.
Felizmente que, para quem passa, se tratam apenas de estilhaços de cor…
Rafael Carvalho / fev2014