domingo, 30 de março de 2014

Urze-branca (Erica arborea)







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Cândida e imaculada, em espaço natural ou no jardim, cá está uma das minhas plantas preferidas!
Nos mortórios durienses, território reconquistado pela natureza após o abandono das vinhas, a urze-branca contribui para diversificar a paleta cromática. O efeito a que me refiro é visível nas últimas fotografias – o branco é da urze.
Se a urze-branca me encanta na natureza, não há motivo para eu não a ter no meu jardim…
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Nome vulgar: Betouro; Queiroga; Quiróga; Torga; Urze; Urze-arbórea; Urze-branca; Urze-molar
Família botânica: Ericaceae.
Nome científico: Erica arborea.
Distribuição Geral: Região Mediterrânica, ilhas da Macaronésia, Norte e Este Africano.
Distribuição em Portugal: encontra-se dispersa em diversas manchas por todo o território nacional.
Habitat: matos e matagais; bosques abertos e orlas de sobreirais ou carvalhais; assume por vezes feições ripícolas, não desdenhando os locais frescos. Em solos ácidos e de origem siliciosa, mais raramente em calcários descarbonatados.
Floração: de fevereiro a agosto.
Características:
Arbusto perenifólio, muito ramoso que pode alcançar os 4 metros de altura. Possui ramos acinzentados ou mesmo negros, curtos e densos. Os seus caules possuem pelos lanosos. As suas folhas são verde escuras, lineares com margem enrolada para a página inferior. Densamente florida, possui flores brancas campanuladas, dispostas em cachos. Na flor destaca-se o estigma dilatado em forma de cabeça, branco ou mais ou menos avermelhado. A forma do estigma permite distinguir a E. arborea da E. lusitanica, ambas urzes brancas, a última com um estigma pouco dilatado. O fruto é uma cápsula com sementes providas de albúmen.
Sem grandes exigências, constitui uma excelente opção para jardins rústicos. A sua floração confere luminosidade aos locais onde se encontra. Também tem valor ornamental a sua folhagem verde escura, visível após o período de floração.
Rafael Carvalho / mar2014

quarta-feira, 26 de março de 2014

Dactylorhiza sulphurea, do meu jardim...

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No ano passado transplantei para o meu jardim um exemplar da orquídea Dactylorhiza sulphurea, espécie autóctone presente na minha região. Parece que a operação teve sucesso – este ano após ter acordado do sono invernal, presenteou-me com a sua haste florida.
Desejo agora que se reproduza, disseminando as suas sementes pelo meu jardim e pela região.
Rafael Carvalho / mar2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

Palmeira-anã, do meu jardim…

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Está cada vez mais viçosa a minha palmeira-anã. Trouxe-a do algarve há cerca de quinze anos, terra onde ocorre naturalmente.
Durante muito tempo mantive-a envasada. Agora em terra livre é vê-la crescer!...
Rafael Carvalho / mar2014

domingo, 16 de março de 2014

Salgueiro florido...



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Está em flor o salgueiro do meu charco.

As flores do salgueiro lembram-me os tentáculos urticantes da anémona. Na Beira Litoral, de onde sou natural, chamam-lhes bichaneiras, uma alusão à forma de bicho, anémona ou não.
Rafael Carvalho / mar2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

quinta-feira, 6 de março de 2014

Pneu usado, canteiro de aromáticas…







 



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Como solução para ampliar a minha área de aromáticas, construí canteiros recorrendo a pneus usados. Gastei zero euros.
Para maximizar a área correspondente à superfície de cada pneu, em cada um deles retirei uma das faces. O procedimento é fácil recorrendo a uma simples faca de cozinha. Um tico-tico de serrar madeira poderá dar uma ajuda.
Para facilitar a drenagem da água, recorrendo a um berbequim fiz vários furos na face oposta de cada pneu.
Alguns dos pneus já têm inquilinos. Os restantes serão brevemente ocupados.
Após o enchimento com terra, foi feita uma cobertura de folhas, vestígios do outono passado. As folhas evitam o desenvolvimento de ervas daninhas, mantêm a humidade da terra e a sua decomposição resulta em fertilizante.
Rafael Carvalho / mar2014