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Cândida e imaculada, em espaço natural ou no jardim, cá está uma das minhas plantas preferidas!
Nos mortórios durienses, território reconquistado pela natureza após o abandono das vinhas, a urze-branca contribui para diversificar a paleta cromática. O efeito a que me refiro é visível nas últimas fotografias – o branco é da urze.
Se a urze-branca me encanta na natureza, não há motivo para eu não a ter no meu jardim…
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Nome vulgar: Betouro; Queiroga; Quiróga; Torga; Urze; Urze-arbórea; Urze-branca; Urze-molar
Família botânica: Ericaceae.
Nome científico: Erica arborea.
Distribuição Geral: Região Mediterrânica, ilhas da Macaronésia, Norte e Este Africano.
Distribuição em Portugal: encontra-se dispersa em diversas manchas por todo o território nacional.
Habitat: matos e matagais; bosques abertos e orlas de sobreirais ou carvalhais; assume por vezes feições ripícolas, não desdenhando os locais frescos. Em solos ácidos e de origem siliciosa, mais raramente em calcários descarbonatados.
Floração: de fevereiro a agosto.
Características:
Arbusto perenifólio, muito ramoso que pode alcançar os 4 metros de altura. Possui ramos acinzentados ou mesmo negros, curtos e densos. Os seus caules possuem pelos lanosos. As suas folhas são verde escuras, lineares com margem enrolada para a página inferior. Densamente florida, possui flores brancas campanuladas, dispostas em cachos. Na flor destaca-se o estigma dilatado em forma de cabeça, branco ou mais ou menos avermelhado. A forma do estigma permite distinguir a E. arborea da E. lusitanica, ambas urzes brancas, a última com um estigma pouco dilatado. O fruto é uma cápsula com sementes providas de albúmen.
Sem grandes exigências, constitui uma excelente opção para jardins rústicos. A sua floração confere luminosidade aos locais onde se encontra. Também tem valor ornamental a sua folhagem verde escura, visível após o período de floração.
Rafael Carvalho / mar2014