quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um oportunista, assim me defino…


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Qual abutre aguardando pacientemente que mais um se fine, não perco uma oportunidade para me aproveitar do trabalho dos outros.
Todos os anos os trabalhadores da autarquia onde resido fazem diligentemente uma limpeza às bermas da estrada. Tratando-se de uma zona de montanha, limpam a terra que escorrega das vertentes, solo excecionalmente rico em matéria orgânica. Limpam os resíduos de um lado da estrada para logo do outro os fazerem rolar monte abaixo. Aqui e acolá fica um monte por rolar, uma mancha no zeloso trabalho.
Findas as limpezas entre eu, um oportunista de ocasião.
Pois é, matéria orgânica, verdadeiro caviar para o meu jardim!
Oportunista! Eu sei que sou e não precisam de mo dizer.
Rafael Carvalho / abr2014

domingo, 20 de abril de 2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A sebe do meu jardim (VI)


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Como por aqui já várias vezes referi, o meu jardim é rodeado por uma sebe formada quase exclusivamente por plantas autóctones.
Biodiversa, qualquer que seja a altura do ano possui sempre um motivo de interesse.
As fotografias retratam um troço da sebe ainda não explorado. Alecrim, giesta-branca, azinheira, tojo-arnal, abrunheiro-bravo, urze-branca e queiró, à diversidade cromática corresponde diversidade específica.
Rafael Carvalho / abr2014

domingo, 13 de abril de 2014

Dia de Ramos, alecrim e etecetera e tal…

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Contam-se às dezenas as espécies da flora autóctone presentes no meu jardim. Tojos, giestas,… mas também alecrins.
Umas espécies são mais consensuais do que outras.
O tojo para o povo pariu-o o diabo. Quem mais poderia ser?!
A par com a oliveira, o alecrim tem asas de anjo, o que lhe confere direito a entrar na igreja no Dia de Ramos, domingo que antecede o Dia de Páscoa.
No meu jardim tenho alguns pés de tojo - nunca ninguém deles me pediu semente. No meu jardim tenho uns tantos outros pés de alecrim – foi hoje um vai e vem de gente a pedir-me um ramalhete. 
Rafael Carvalho / abr2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

Rosa-albardeira, finalmente…




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O meu desejo de possuir uma rosa-albardeira (Paeonia broteroi) já vem de longa data. Esta espécie nativa no território nacional também existe aqui no Douro. Em espaço natural nunca lhe pus porém os olhos em cima!
Há cerca de dois anos, o autor de um blogue amigo residente no Algarve enviou-me umas sementes. Uma vez semeadas, durante o ano passado não houve qualquer novidade. Dei o caso por perdido e o vaso ficou esquecido num canto do jardim.
Ora esta semana tive uma surpresa – dei com algumas “rosinhas” nascidas no vaso!
Rosa-albardeira, mais uma espécie a acrescentar ao meu jardim.
Rafael Carvalho / abr2014

domingo, 30 de março de 2014

Urze-branca (Erica arborea)







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Cândida e imaculada, em espaço natural ou no jardim, cá está uma das minhas plantas preferidas!
Nos mortórios durienses, território reconquistado pela natureza após o abandono das vinhas, a urze-branca contribui para diversificar a paleta cromática. O efeito a que me refiro é visível nas últimas fotografias – o branco é da urze.
Se a urze-branca me encanta na natureza, não há motivo para eu não a ter no meu jardim…
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Nome vulgar: Betouro; Queiroga; Quiróga; Torga; Urze; Urze-arbórea; Urze-branca; Urze-molar
Família botânica: Ericaceae.
Nome científico: Erica arborea.
Distribuição Geral: Região Mediterrânica, ilhas da Macaronésia, Norte e Este Africano.
Distribuição em Portugal: encontra-se dispersa em diversas manchas por todo o território nacional.
Habitat: matos e matagais; bosques abertos e orlas de sobreirais ou carvalhais; assume por vezes feições ripícolas, não desdenhando os locais frescos. Em solos ácidos e de origem siliciosa, mais raramente em calcários descarbonatados.
Floração: de fevereiro a agosto.
Características:
Arbusto perenifólio, muito ramoso que pode alcançar os 4 metros de altura. Possui ramos acinzentados ou mesmo negros, curtos e densos. Os seus caules possuem pelos lanosos. As suas folhas são verde escuras, lineares com margem enrolada para a página inferior. Densamente florida, possui flores brancas campanuladas, dispostas em cachos. Na flor destaca-se o estigma dilatado em forma de cabeça, branco ou mais ou menos avermelhado. A forma do estigma permite distinguir a E. arborea da E. lusitanica, ambas urzes brancas, a última com um estigma pouco dilatado. O fruto é uma cápsula com sementes providas de albúmen.
Sem grandes exigências, constitui uma excelente opção para jardins rústicos. A sua floração confere luminosidade aos locais onde se encontra. Também tem valor ornamental a sua folhagem verde escura, visível após o período de floração.
Rafael Carvalho / mar2014