quarta-feira, 30 de abril de 2014

Plantas autóctones, diversidade cromática...

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As nossas plantas autóctones permitem dilatados jogos de cor.
Na imagem surge um tojo (Ulex micranthus) entre dois rosmaninhos (Lavandula Stoechas). É do meu prado o verde à direita.


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Possuo vários tojos no meu jardim (Ulex europaeus; Ulex minor), o que faz levantar sorrisos no seio da vizinhança. Relativamente aos tojos, já houve até quem me recomendasse uma rega enriquecida com herbicida…
O tojo da imagem é filho único no meu jardim. A espécie em causa não existe na região, trouxe-o de Aveiro, minha terra natal. Este sim tem a aprovação da vizinhança. Exótico na zona consideram-no um tojo de jardim! Deste até já me pediram semente.
Rafael Carvalho / Abr2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um oportunista, assim me defino…


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Qual abutre aguardando pacientemente que mais um se fine, não perco uma oportunidade para me aproveitar do trabalho dos outros.
Todos os anos os trabalhadores da autarquia onde resido fazem diligentemente uma limpeza às bermas da estrada. Tratando-se de uma zona de montanha, limpam a terra que escorrega das vertentes, solo excecionalmente rico em matéria orgânica. Limpam os resíduos de um lado da estrada para logo do outro os fazerem rolar monte abaixo. Aqui e acolá fica um monte por rolar, uma mancha no zeloso trabalho.
Findas as limpezas entre eu, um oportunista de ocasião.
Pois é, matéria orgânica, verdadeiro caviar para o meu jardim!
Oportunista! Eu sei que sou e não precisam de mo dizer.
Rafael Carvalho / abr2014

domingo, 20 de abril de 2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A sebe do meu jardim (VI)


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Como por aqui já várias vezes referi, o meu jardim é rodeado por uma sebe formada quase exclusivamente por plantas autóctones.
Biodiversa, qualquer que seja a altura do ano possui sempre um motivo de interesse.
As fotografias retratam um troço da sebe ainda não explorado. Alecrim, giesta-branca, azinheira, tojo-arnal, abrunheiro-bravo, urze-branca e queiró, à diversidade cromática corresponde diversidade específica.
Rafael Carvalho / abr2014

domingo, 13 de abril de 2014

Dia de Ramos, alecrim e etecetera e tal…

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Contam-se às dezenas as espécies da flora autóctone presentes no meu jardim. Tojos, giestas,… mas também alecrins.
Umas espécies são mais consensuais do que outras.
O tojo para o povo pariu-o o diabo. Quem mais poderia ser?!
A par com a oliveira, o alecrim tem asas de anjo, o que lhe confere direito a entrar na igreja no Dia de Ramos, domingo que antecede o Dia de Páscoa.
No meu jardim tenho alguns pés de tojo - nunca ninguém deles me pediu semente. No meu jardim tenho uns tantos outros pés de alecrim – foi hoje um vai e vem de gente a pedir-me um ramalhete. 
Rafael Carvalho / abr2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

Rosa-albardeira, finalmente…




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O meu desejo de possuir uma rosa-albardeira (Paeonia broteroi) já vem de longa data. Esta espécie nativa no território nacional também existe aqui no Douro. Em espaço natural nunca lhe pus porém os olhos em cima!
Há cerca de dois anos, o autor de um blogue amigo residente no Algarve enviou-me umas sementes. Uma vez semeadas, durante o ano passado não houve qualquer novidade. Dei o caso por perdido e o vaso ficou esquecido num canto do jardim.
Ora esta semana tive uma surpresa – dei com algumas “rosinhas” nascidas no vaso!
Rosa-albardeira, mais uma espécie a acrescentar ao meu jardim.
Rafael Carvalho / abr2014