quinta-feira, 15 de maio de 2014

Erva-da-inveja (Vinca difformis)



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Com o intuito de atapetar uma área semi-sombreada, com origem nas margens do rio Douro transplantei umas dezenas de pés de vinca para o meu jardim. Uma vez instalados, deparei-me com diferenças morfológicas nas flores de espécimes diferentes, o que desde logo me intrigou.
Investigação feita, conclui ter introduzido no meu jardim duas espécies do género Vinca Vinca difformis, motivo deste post e Vinca major, a que já aqui aludi.
Segundo o portal Flora-On a Vinca major é uma espécie exótica, sendo a Vinca difformis a única autóctone do nosso território. 
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Nome vulgar: Alcangorça; Alcongosta; Congorça; Congossa; Congossa-maior; Erva-concorça; Erva-congorça; Erva-da-inveja; Pervinca; Salva-da-inveja; Vinca.
Família botânica: Apocynaceae.
Nome científico: Vinca difformis.
Distribuição Geral: Sudoeste da Europa; introduzida como ornamental e subespontânea noutras áreas.
Distribuição em Portugal: dispersa praticamente por todo o território continental.
Habitat: ruderal; rrnamental; sob coberto de bosques, em galerias ripícolas, em locais ensombrados e húmidos.
Floração: dezembro a junho.

Características: Planta herbácea com caules prostrados ou ascendentes, até 2 metros de comprimento. Possui folhas persistentes opostas, ovadas a lanceoladas, sem pelos. A ausência de pelos nas margens, permite facilmente distinguir a Vinca difformis da Vinca major. As flores de cor azul pálido com um longo pedúnculo são solitárias, axilares, possuindo a corola segmentos obliquamente truncados.
É muito ornamental, formando extensos tapetes, sendo usada como planta de cobertura do solo, debaixo de árvores ou arbustos. Também pode trepar muros ou acompanhar declives. Apresenta baixa necessidade de manutenção - apenas uma poda drástica uma vez por ano para a renovação da folhagem. Multiplica-se por sementes, estaca ou divisão da ramagem enraizada.
Rafael Carvalho / mai2014

domingo, 11 de maio de 2014

Do monte de entulho, para o meu jardim…




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Pretendo recolher sementes para melhorar o prado florido lá de casa. Procuro espécies ruderais, adaptadas a locais frequentemente perturbados, de que as bermas de estrada são um exemplo.
A primavera, estação propícia à floração, é a altura do ano mais adequada para prospetar o terreno. “Cartografo” agora os locais onde existem as espécies pretendidas, para lá voltar no verão com o intuito de recolher sementes.
Com as bermas de estrada a serem varridas a herbicida, tive no ano passado várias desilusões. Como as autarquias abusam dos herbicidas, julgo urgente a criação de legislação que modere o seu uso.
São várias as entulheiras existentes no meu concelho. Com as espécies ruderais a serem expulsas das bermas de estrada, os aterros e os depósitos de entulho, ironicamente, constituem-se agora como reservatórios de biodiversidade. Na busca de sementes é para lá que agora me viro.
Rafael Carvalho / mai2014

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Lírio-fedorento, agora no meu jardim...



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A um ritmo inferior ao inicial, a minha coleção de autóctones continua a crescer.
Entre a meia dúzia de plantas recentemente introduzidas, conta-se o lírio-fedorento (Iris foetidissima) da imagem. Junta-se ao lírio-amarelo-dos-pântanos, a única espécie autóctone do género Iris que até ao momento possuía.
Se tudo correr bem, daqui por uma ano mostrarei a sua flor.
Rafael Carvalho / mai2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Estevas, do meu jardim...


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Florescem as estevas (Cistus ladanifer) do meu jardim. Tendo o céu azul como pano de fundo, ainda mais belas se tornam.
A altura das minhas estevas rondará os 2-2,5 metros. Na Costa Vicentina existe uma subespécie - Cistus ladanifer subsp. sulcatus , com porte arbustivo mais compacto, mais adequada para pequenos jardins.
Rafael Carvalho / Mai2014

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Maias em Maio


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Dependuradas nas portas cá de casa, as maias (Cytisus sp. ) foram por mim lá postas na véspera do dia 1º de Maio. Dita a tradição que tal ato seja feito, sob pena do burro, personificação do diabo, nos entrar pela porta adentro.
Não vá o diabo tecê-las, fiz cumprir a tradição!
Rafael Carvalho / mai2014

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Plantas autóctones, diversidade cromática...

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As nossas plantas autóctones permitem dilatados jogos de cor.
Na imagem surge um tojo (Ulex micranthus) entre dois rosmaninhos (Lavandula Stoechas). É do meu prado o verde à direita.


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Possuo vários tojos no meu jardim (Ulex europaeus; Ulex minor), o que faz levantar sorrisos no seio da vizinhança. Relativamente aos tojos, já houve até quem me recomendasse uma rega enriquecida com herbicida…
O tojo da imagem é filho único no meu jardim. A espécie em causa não existe na região, trouxe-o de Aveiro, minha terra natal. Este sim tem a aprovação da vizinhança. Exótico na zona consideram-no um tojo de jardim! Deste até já me pediram semente.
Rafael Carvalho / Abr2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um oportunista, assim me defino…


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Qual abutre aguardando pacientemente que mais um se fine, não perco uma oportunidade para me aproveitar do trabalho dos outros.
Todos os anos os trabalhadores da autarquia onde resido fazem diligentemente uma limpeza às bermas da estrada. Tratando-se de uma zona de montanha, limpam a terra que escorrega das vertentes, solo excecionalmente rico em matéria orgânica. Limpam os resíduos de um lado da estrada para logo do outro os fazerem rolar monte abaixo. Aqui e acolá fica um monte por rolar, uma mancha no zeloso trabalho.
Findas as limpezas entre eu, um oportunista de ocasião.
Pois é, matéria orgânica, verdadeiro caviar para o meu jardim!
Oportunista! Eu sei que sou e não precisam de mo dizer.
Rafael Carvalho / abr2014