segunda-feira, 19 de maio de 2014

Orchis morio, do meu jardim…

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Orchis morio, Dactylorhiza sulphurea, Celephantera longifólia, são três as espécies de orquídeas selvagens existentes no meu jardim. A Orchis morio, presente na imagem, é a que por lá mais abunda. Prenúncio da primavera, todos os anos sou presenteado com a sua intensa floração.

já estabelecida, a Orchis morio encontra-se em fase de dispersão pelos terrenos incultos da vizinhança. Assim se cumpre um dos objetivos da construção do meu jardim - contribuir para a preservação/expansão da nossa flora autóctone.
Rafael Carvalho / mai2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Erva-da-inveja (Vinca difformis)



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Com o intuito de atapetar uma área semi-sombreada, com origem nas margens do rio Douro transplantei umas dezenas de pés de vinca para o meu jardim. Uma vez instalados, deparei-me com diferenças morfológicas nas flores de espécimes diferentes, o que desde logo me intrigou.
Investigação feita, conclui ter introduzido no meu jardim duas espécies do género Vinca Vinca difformis, motivo deste post e Vinca major, a que já aqui aludi.
Segundo o portal Flora-On a Vinca major é uma espécie exótica, sendo a Vinca difformis a única autóctone do nosso território. 
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Nome vulgar: Alcangorça; Alcongosta; Congorça; Congossa; Congossa-maior; Erva-concorça; Erva-congorça; Erva-da-inveja; Pervinca; Salva-da-inveja; Vinca.
Família botânica: Apocynaceae.
Nome científico: Vinca difformis.
Distribuição Geral: Sudoeste da Europa; introduzida como ornamental e subespontânea noutras áreas.
Distribuição em Portugal: dispersa praticamente por todo o território continental.
Habitat: ruderal; rrnamental; sob coberto de bosques, em galerias ripícolas, em locais ensombrados e húmidos.
Floração: dezembro a junho.

Características: Planta herbácea com caules prostrados ou ascendentes, até 2 metros de comprimento. Possui folhas persistentes opostas, ovadas a lanceoladas, sem pelos. A ausência de pelos nas margens, permite facilmente distinguir a Vinca difformis da Vinca major. As flores de cor azul pálido com um longo pedúnculo são solitárias, axilares, possuindo a corola segmentos obliquamente truncados.
É muito ornamental, formando extensos tapetes, sendo usada como planta de cobertura do solo, debaixo de árvores ou arbustos. Também pode trepar muros ou acompanhar declives. Apresenta baixa necessidade de manutenção - apenas uma poda drástica uma vez por ano para a renovação da folhagem. Multiplica-se por sementes, estaca ou divisão da ramagem enraizada.
Rafael Carvalho / mai2014

domingo, 11 de maio de 2014

Do monte de entulho, para o meu jardim…




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Pretendo recolher sementes para melhorar o prado florido lá de casa. Procuro espécies ruderais, adaptadas a locais frequentemente perturbados, de que as bermas de estrada são um exemplo.
A primavera, estação propícia à floração, é a altura do ano mais adequada para prospetar o terreno. “Cartografo” agora os locais onde existem as espécies pretendidas, para lá voltar no verão com o intuito de recolher sementes.
Com as bermas de estrada a serem varridas a herbicida, tive no ano passado várias desilusões. Como as autarquias abusam dos herbicidas, julgo urgente a criação de legislação que modere o seu uso.
São várias as entulheiras existentes no meu concelho. Com as espécies ruderais a serem expulsas das bermas de estrada, os aterros e os depósitos de entulho, ironicamente, constituem-se agora como reservatórios de biodiversidade. Na busca de sementes é para lá que agora me viro.
Rafael Carvalho / mai2014

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Lírio-fedorento, agora no meu jardim...



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A um ritmo inferior ao inicial, a minha coleção de autóctones continua a crescer.
Entre a meia dúzia de plantas recentemente introduzidas, conta-se o lírio-fedorento (Iris foetidissima) da imagem. Junta-se ao lírio-amarelo-dos-pântanos, a única espécie autóctone do género Iris que até ao momento possuía.
Se tudo correr bem, daqui por uma ano mostrarei a sua flor.
Rafael Carvalho / mai2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Estevas, do meu jardim...


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Florescem as estevas (Cistus ladanifer) do meu jardim. Tendo o céu azul como pano de fundo, ainda mais belas se tornam.
A altura das minhas estevas rondará os 2-2,5 metros. Na Costa Vicentina existe uma subespécie - Cistus ladanifer subsp. sulcatus , com porte arbustivo mais compacto, mais adequada para pequenos jardins.
Rafael Carvalho / Mai2014

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Maias em Maio


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Dependuradas nas portas cá de casa, as maias (Cytisus sp. ) foram por mim lá postas na véspera do dia 1º de Maio. Dita a tradição que tal ato seja feito, sob pena do burro, personificação do diabo, nos entrar pela porta adentro.
Não vá o diabo tecê-las, fiz cumprir a tradição!
Rafael Carvalho / mai2014

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Plantas autóctones, diversidade cromática...

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As nossas plantas autóctones permitem dilatados jogos de cor.
Na imagem surge um tojo (Ulex micranthus) entre dois rosmaninhos (Lavandula Stoechas). É do meu prado o verde à direita.


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Possuo vários tojos no meu jardim (Ulex europaeus; Ulex minor), o que faz levantar sorrisos no seio da vizinhança. Relativamente aos tojos, já houve até quem me recomendasse uma rega enriquecida com herbicida…
O tojo da imagem é filho único no meu jardim. A espécie em causa não existe na região, trouxe-o de Aveiro, minha terra natal. Este sim tem a aprovação da vizinhança. Exótico na zona consideram-no um tojo de jardim! Deste até já me pediram semente.
Rafael Carvalho / Abr2014