terça-feira, 27 de maio de 2014

Roseira-brava, do meu jardim…



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Adoro diversidade, especialmente a bio…
No meu jardim tenho ervas, arbustos, árvores, mas também lianas.
Entre as lianas possuo uvas-de-cão, heras, madressilvas, clematites, mas também roseiras.
São diversas as espécies de roseira-brava nativas do nosso território, algumas morfologicamente muito semelhantes. A distinção entre elas nem sempre é fácil.
No meu jardim tenho várias roseiras-bravas, cuja espécie não consigo identificar. Fico pelo género Rosa, o que já não é mau.
Relativamente às minhas singelas rosas, existe um dado curioso – em botão são cor-de-rosa intenso; a cor vai-se diluindo à medida que as pétalas crescem.
Obtive as minhas roseiras através do enraizamento de estacas colhidas de espécimes selvagens das redondezas.
Rafael Carvalho / mai2014

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Esteva (Cistus ladanifer)






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Foi em miúdo que a caminho do Algarve, já em plena serra algarvia, pela primeira vez a esteva me despertou interesse. Esteval à vista, fiquei na altura fascinado pelo efeito de grupo.
As surpresas não acabaram por aqui. Já adulto e a morar no Alto-Douro, tomei consciência da existência de variações na esteva no que à coloração das pétalas diz respeito – existem estevas contendo pétalas com muita pinta, enquanto outras, cândidas, são imaculadamente brancas.

A maior surpresa tive-a eu no meu jardim. Aguardava pela floração da minha primeira esteva, quando aparentemente a desgraça sobre mim se abateu. Estava florida pela manhã a minha esteva, quando rente à noite não restava qualquer pétala. Estaria doente a minha xara? Andaria alguma praga à solta? No dia seguinte novas flores, novamente ausentes sob o crepúsculo. Assim descobri que a esteva renova diariamente as flores. Felizmente que a floração por ser escalonada acaba por se prolongar no tempo.
Muito recentemente outra surpresa. Descobri a subespécie Cistus ladanifer sulcatus, endémica do extremo sudoeste de Portugal. Se a identificação não fosse feita por especialistas, nunca acreditaria tratar-se de uma Cistus ladanifer. Com porte rastejante é extremamente ornamental.
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Nome vulgar: Esteva; Estêva; Ládano; Lábdano; Xara
Família botânica: Cistaceae.
Nome científico: Cistus ladanifer.
Distribuição Geral: Sul de França, Península Ibérica, Noroeste de África e ilhas da Macaronésia.
Distribuição em Portugal: dispersa praticamente por todo o território continental, com especial intensidade sobre solos ácidos das zonas mediterrânicas.
Habitat: matos e matagais, muitas vezes sobre solos pobres, em climas secos e quentes. Pode formar densos estevais em zonas ardidas e perturbadas.
Floração: maio a junho.
Características:
Planta perenifólia de crescimento rápido. Trata-se de um arbusto ereto, podendo atingir os dois metros de altura. É viscosa, dado segregar uma resina intensamente aromática com características medicinais, apelidada de ládano ou lábdano, o que está na origem do seu nome específico. Possui folhas lanceoladas, opostas, sésseis (sem pedúnculo) e lustrosas. A parte superior das folhas, brilhante e sem pelos é verde escura. A página inferior é mais clara devido aos pelos que a cobrem. Possui flores grandes (8 a 10 cm de diâmetro) com cinco pétalas curiosamente engelhadas. Existem exemplares que exibem uma mancha escura na base das pétalas brancas, enquanto outros têm as pétalas totalmente brancas, podendo as duas formas ocorrer no mesmo local. O fruto é uma cápsula globosa com vários compartimentos. Este fruto lembra um pequeno cesto,“ciste” em grego, palavra que derivou para o latim e deu o nome ao género cistus.
Caraterística das paisagens mediterrânicas, a esteva dispersa pelo ar o seu forte e inconfundível aroma. É um arbusto vistoso e ornamental, pouco exigente em termos nutricionais. Pode ser usada em locais solarengos, em jardins rústicos, rochosos ou não. Fomenta a biodiversidade no jardim por atrair uma grande variedade de insetos. Não reage muito bem ao corte de ramos, particularmente nos indivíduos mais velhos. É igualmente sensível a perturbações nas suas raízes.
Rafael Carvalho / mai2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Orchis morio, do meu jardim…

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Orchis morio, Dactylorhiza sulphurea, Celephantera longifólia, são três as espécies de orquídeas selvagens existentes no meu jardim. A Orchis morio, presente na imagem, é a que por lá mais abunda. Prenúncio da primavera, todos os anos sou presenteado com a sua intensa floração.

já estabelecida, a Orchis morio encontra-se em fase de dispersão pelos terrenos incultos da vizinhança. Assim se cumpre um dos objetivos da construção do meu jardim - contribuir para a preservação/expansão da nossa flora autóctone.
Rafael Carvalho / mai2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Erva-da-inveja (Vinca difformis)



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Com o intuito de atapetar uma área semi-sombreada, com origem nas margens do rio Douro transplantei umas dezenas de pés de vinca para o meu jardim. Uma vez instalados, deparei-me com diferenças morfológicas nas flores de espécimes diferentes, o que desde logo me intrigou.
Investigação feita, conclui ter introduzido no meu jardim duas espécies do género Vinca Vinca difformis, motivo deste post e Vinca major, a que já aqui aludi.
Segundo o portal Flora-On a Vinca major é uma espécie exótica, sendo a Vinca difformis a única autóctone do nosso território. 
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Nome vulgar: Alcangorça; Alcongosta; Congorça; Congossa; Congossa-maior; Erva-concorça; Erva-congorça; Erva-da-inveja; Pervinca; Salva-da-inveja; Vinca.
Família botânica: Apocynaceae.
Nome científico: Vinca difformis.
Distribuição Geral: Sudoeste da Europa; introduzida como ornamental e subespontânea noutras áreas.
Distribuição em Portugal: dispersa praticamente por todo o território continental.
Habitat: ruderal; rrnamental; sob coberto de bosques, em galerias ripícolas, em locais ensombrados e húmidos.
Floração: dezembro a junho.

Características: Planta herbácea com caules prostrados ou ascendentes, até 2 metros de comprimento. Possui folhas persistentes opostas, ovadas a lanceoladas, sem pelos. A ausência de pelos nas margens, permite facilmente distinguir a Vinca difformis da Vinca major. As flores de cor azul pálido com um longo pedúnculo são solitárias, axilares, possuindo a corola segmentos obliquamente truncados.
É muito ornamental, formando extensos tapetes, sendo usada como planta de cobertura do solo, debaixo de árvores ou arbustos. Também pode trepar muros ou acompanhar declives. Apresenta baixa necessidade de manutenção - apenas uma poda drástica uma vez por ano para a renovação da folhagem. Multiplica-se por sementes, estaca ou divisão da ramagem enraizada.
Rafael Carvalho / mai2014

domingo, 11 de maio de 2014

Do monte de entulho, para o meu jardim…




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Pretendo recolher sementes para melhorar o prado florido lá de casa. Procuro espécies ruderais, adaptadas a locais frequentemente perturbados, de que as bermas de estrada são um exemplo.
A primavera, estação propícia à floração, é a altura do ano mais adequada para prospetar o terreno. “Cartografo” agora os locais onde existem as espécies pretendidas, para lá voltar no verão com o intuito de recolher sementes.
Com as bermas de estrada a serem varridas a herbicida, tive no ano passado várias desilusões. Como as autarquias abusam dos herbicidas, julgo urgente a criação de legislação que modere o seu uso.
São várias as entulheiras existentes no meu concelho. Com as espécies ruderais a serem expulsas das bermas de estrada, os aterros e os depósitos de entulho, ironicamente, constituem-se agora como reservatórios de biodiversidade. Na busca de sementes é para lá que agora me viro.
Rafael Carvalho / mai2014

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Lírio-fedorento, agora no meu jardim...



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A um ritmo inferior ao inicial, a minha coleção de autóctones continua a crescer.
Entre a meia dúzia de plantas recentemente introduzidas, conta-se o lírio-fedorento (Iris foetidissima) da imagem. Junta-se ao lírio-amarelo-dos-pântanos, a única espécie autóctone do género Iris que até ao momento possuía.
Se tudo correr bem, daqui por uma ano mostrarei a sua flor.
Rafael Carvalho / mai2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Estevas, do meu jardim...


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Florescem as estevas (Cistus ladanifer) do meu jardim. Tendo o céu azul como pano de fundo, ainda mais belas se tornam.
A altura das minhas estevas rondará os 2-2,5 metros. Na Costa Vicentina existe uma subespécie - Cistus ladanifer subsp. sulcatus , com porte arbustivo mais compacto, mais adequada para pequenos jardins.
Rafael Carvalho / Mai2014