sexta-feira, 25 de julho de 2014

Madressilva, do meu jardim




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Sinto carinho por todas as plantas do meu jardim. Existem contudo algumas que pelo seu historial ou pela sua beleza têm da minha parte uma atenção especial. A madressilva (Lonicera etrusca) da imagem, é uma delas.
Multicolorida, a sua floração é de uma formosura estonteante. O odor adocicado que liberta, embebeda-me a mim e aos insetos que nas suas flores chafurdam.
Quem passa na rua, gaba-me a madressilva. Quando me perguntam onde podem comprar uma igual, aponto-lhes com o dedo (indicador) para o monte, “viveiro” que forneceu a esmagadora maioria das plantas do meu jardim. Julgam-me doido, não acreditam! Como poderia o agreste monte parir tal preciosidade?!
Rafael Carvalho / jul2014

domingo, 20 de julho de 2014

Luta pela sobrevivência, no meu jardim!...





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Com um enredo digno de um documentário BBC - Vida Selvagem, a toda a hora se trava uma luta pela sobrevivência, no meu jardim. E eu a observar…
Joaninhas, comendo pulgões pastoreados por formigas…
Melros revolvendo os meus ricos canteiros à procura de invertebrados…
Sardões e sardaniscas acoitados entre os melíferos rosmaninhos, emboscando insetos…
Desta feita a vítima foi uma das minhas muitas roseiras-bravas. Fizeram dela banquete as curiosas lagartas da imagem. Se alguém as conseguir identificar, agradeço a gentileza.
Confesso que estas lagartas me deixaram intrigado, como intrigados ficarão os possíveis predadores, técnica de despiste também utilizada por outros animais.
Em que extremidade fica a cauda? Então e a boca?! Procure-se, afinal a resposta não é assim tão difícil.
Entre tanta pinta, onde estão as patas?! Vá, não desista!
E o que dizer da pose de contorcionista?!
Após tanta interrogação seguida de exclamação, perdeu o apetite o predador.
Rafael Carvalho / jul2014

domingo, 13 de julho de 2014

Secador de aromáticas

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Suspenso no teto do telheiro, no inverno o meu estendal enxuga-me a roupa. No verão seca-me as aromáticas.
Entre aromáticas, condimentares e medicinais conto mais de quatro dezenas.
Rafael Carvalho / jul2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Nem só de autóctones, vive o meu jardim


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Flora e fauna autóctones; Jardinagem sustentável; XeroJardinagem; Jardim Natural; Jardim autóctone; Jardim Nativo... São estas as palavras chave que descrevem o meu blogue, visíveis mais acima no seu título.
A flora autóctone produz jardins sustentáveis pela menor necessidade de mão de obra. A flora autóctone dispensa ainda o uso de pesticidas, herbicidas e fertilizantes.
Quanto à água, à flora autóctone basta-lhe a da chuva. É aqui que entra o conceito de xerojardinagem - jardins onde é feito o uso racional da água de rega, evitando o desperdício a todo o momento.
Para além das plantas autóctones, outras existem que apesar de exóticas encaixam perfeitamente nos conceitos de sustentabilidade e de baixa exigência hídrica. O agapanto (Agapanthus africanus) é uma delas. As suas exigências são de tal forma modestas que já vi agapantos nascidos em telhados, locais fortemente batidos pelo sol, pelo frio, pelo calor e pelo vento, onde não se espera encontrar solo ou água.
Agapanto, uma exótica bem-vinda no meu jardim.
Rafael Carvalho / jul2014

domingo, 6 de julho de 2014

Funcho, agora do meu jardim...

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Dinâmica, a minha coleção de autóctones não pára de aumentar.
Omnipresente em ambientes ruderais, bermas de estrada incluídas, o funcho (Foeniculum vulgare) foi contudo uma das minhas últimas aquisições. Aguardo pela sua floração. A umbela daí resultante dará certamente uma excelente fotografia.
Rafael Carvalho / jul2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Novo cesto, para o meu jardim…








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Um destes dias fiz mais um canteiro.
Apeteceu-me inovar. A cestaria com recurso à madeira de castanheiro tem tradição no Douro e foi esse o ponto de partida para a construção do meu canteiro, “novo cesto para o meu jardim”.
Comecei por desenhar uma circunferência no chão. Um cordel com duas cavilhas nas extremidades serviram de compasso – uma cavilha definiu o centro enquanto a outra desenhou o contorno.
O passo seguinte passou por enterrar no chão vários esteios de castanho, equitativamente distribuídos no perímetro da circunferência. Posteriormente, entre os postes, entrelacei diversos ramos finos.
Rematei o cesto aparando a extremidade dos ramos.
O interior do cesto foi cavado. Mais terra foi inserida após ter isolado com borracha de pneu o contacto da terra com o cesto.

Rafael Carvalho / jul2014