quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Murta (Myrtus communis)



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Mais frequente no Centro e Sul do país, foi com algum espanto que há alguns anos verifiquei a existência da murta mais a Norte. Não é difícil encontrá-la no vale do Douro, de Gaia a Castelo de Paiva, zona onde verifiquei a existência de vários núcleos deste arbusto. No que ao Douro respeita, parece que a murta penetra ainda mais para o interior, sendo validada a sua presença na minha região de residência (Armamar), pelo portal Flora On, sem que contudo nunca tivesse tido eu a felicidade de lhe pôr os olhos em cima (excluo evidentemente os pés de murta do meu jardim).
Aromática, a murta do meu jardim alegra-me o espaço. Gosto das suas flores e das suas bagas tintas.

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Nome vulgar: murta; mirta; mirto; murta-ordinária; murteira; murtinho, gorreiro, mata-pulgas.
Família botânica: Myrtaceae
Nome científico: Myrtus communis.
Distribuição Geral: Região Mediterrânica, Macaronésia, Próximo Oriente, Centro Asiático.
Distribuição em Portugal: dispersa praticamente por todo o território continental, com especial intensidade no Centro e Sul do país.
Habitat: Matos e matagais xerofíticos, em orlas ou sob coberto de bosques e povoamentos florestais abertos. Por vezes ripícola.
Floração: junho a outubro.
Características:
Arbusto perenifólio muito ramificado que pode atingir 5 m de altura. Possui folhas ovado-lanceoladas muito aromáticas, opostas, levemente coriáceas e lustrosas na página superior. Também aromáticas são as suas flores brancas, solitárias, axilares e pedunculadas, com imensos estames. Comestíveis, os seus frutos são bagas ovoides ou subglobosas, coroados, negros ou azuis escuros. A essência de murta é ingrediente de muitos perfumes e cosméticos. É ainda frequentemente usada como condimento. Tem valor medicinal. Rica em taninos a murta é usada na indústria dos curtumes.
Muito ornamental é já há muito usada em jardins, preferencialmente em sebes ou em grupos arbustivos. A sua presença fomenta a biodiversidade - os insetos deliciam-se com o néctar das suas flores; as suas bagas alimentam a passarada. Propaga-se por semente no inverno, por estacas semi-lenhificadas em junho / julho ou por estacas lenhificadas do crescimento desse ano, em novembro. Também se propaga por mergulhia.
Rafael Carvalho / ago2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Autóctones na Cova de Iria, pois claro!


azinheira

Dez de agosto de 2014, ontem mesmo, fui a Fátima com a família.
Por lá contava encontrar azinheiras – omnipresentes, lá estavam elas. O que não contava é que as espécies usadas nos jardins do santuário fossem quase exclusivamente autóctones.
Azinheiras (muitas, não tivessem as azinheiras sido uma peça chave nas aparições), loureiros, padreiros, zambujeiros, pereiras-bravas, freixos, pilriteiros, folhados, medronheiros, sobreiros, lódãos, aroeiras, buchos, pinheiros-mansos, ulmeiros, carvalho-português. Curiosamente, no seio delas, encontrava-se o cedro do Buçaco (Cupressus lusitanica), uma exótica com nome luso.
Jardim autóctone na Cova de Iria, confesso que desconhecia.
Rafael Carvalho / ago2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Girassóis


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Em qualquer horta ou em qualquer jardim, autóctone ou não, fica sempre bem um girassol.
O girassol não consola só a nossa vista! As suas sementes também sossegam o estômago da passarada!...
Rafael Carvalho / ago2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Medronhos negros

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Diversidade é o meu lema. Esta máxima também se aplica na minha horta.
Para semear no próximo ano, já tenho sementes de tomates negros da Crimeia. Negros também estão alguns dos meus medronhos. Será contagio?
Rafael Carvalho / ago2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Autóctones na bagagem

Armeria welwitschii
Após alguns dias de descanso em São Pedro de Moel, regresso a casa.
Não trago só saudades. Na bagagem transporto comigo algumas plantas autóctones portuguesas, a adicionar à na minha coleção - Armeria welwitschii; sanguinho-das-sebes (Rhamnus alaternos); funcho-marítimo (Crithmum maritimum); narciso-das-areias (Pancratium maritimum); doce-amarga (Solanum dulcamara); Carex pendula.
Sendo a Armeria welwitschii, o narciso-das-areias e o funcho-marítimo exclusivos do litoral, sinto alguma curiosidade sobre a forma como se adaptarão às terras do interior.
A Carex pendula e a doce-amarga também existem nos cursos de água da minha região - trouxe-os por uma questão de oportunidade.
Não sendo esta a época a mais apropriada para o transplante, não lhes faltarei com água.
Rafael Carvalho / ago2014

domingo, 27 de julho de 2014

Turbit-da-terra / recolha de sementes

Relativamente às herbáceas, o verão é a estação mais propícia à recolha de sementes.
Do turbit (Thapsia villosa) da imagem, recolhi este ano sementes para serem semeadas no próximo inverno. No ano passado, sem qualquer preocupação acrescida, limitei-me a lançar as sementes à terra – nada nasceu. Este ano farei diferente – vou semeá-las em cuvetes para posterior transplante.
Rafael Carvalho / jul2014

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Madressilva, do meu jardim




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Sinto carinho por todas as plantas do meu jardim. Existem contudo algumas que pelo seu historial ou pela sua beleza têm da minha parte uma atenção especial. A madressilva (Lonicera etrusca) da imagem, é uma delas.
Multicolorida, a sua floração é de uma formosura estonteante. O odor adocicado que liberta, embebeda-me a mim e aos insetos que nas suas flores chafurdam.
Quem passa na rua, gaba-me a madressilva. Quando me perguntam onde podem comprar uma igual, aponto-lhes com o dedo (indicador) para o monte, “viveiro” que forneceu a esmagadora maioria das plantas do meu jardim. Julgam-me doido, não acreditam! Como poderia o agreste monte parir tal preciosidade?!
Rafael Carvalho / jul2014