sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sementes de Piorno

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Embora a uma velocidade inferior à inicial, a minha coleção de autóctones continua a crescer.
Em Armamar, onde habito, são poucos os locais onde o piorno (Retama sphaerocarpa) é visível. Conheço aqui alguns exemplares junto ao rio Douro, em local apenas acessível de barco.
No fim-de-semana passado estive em Vila Nova de Foz Côa, onde esta espécie vegetal está bem implantada. Aproveitei para de lá trazer umas sementes – os exemplares daí resultantes irão enriquecer a minha coleção de autóctones.
Acho bastante curiosos os frutos esféricos do piorno – encerram no seu interior uma única semente que, quando madura, se encontra solta no seu interior. Cada fruto funciona como um pequeno guizo. Um ramo de piorno ao ser abanado, emite um conjunto de sons que me lembram o chocalhar de uma cobra-cascavel.
Rafael Carvalho / set2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Pilritos…


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Excecionalmente ornamentais, pilritos são os frutos do pilriteiro.
Flores aromáticas, rubros frutos, se no meu jardim tivesse que optar por um número reduzido de arbustos, o pilriteiro certamente estaria presente.
Rafael Carvalho / set2014

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Uma Árvore pela Floresta - parceria Quercus-CTT

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Uma árvore vale muito. Uma árvore autóctone ainda vale mais. As nossas árvores criam uma maior resistência à propagação dos fogos e são as melhores para amenizar o clima, promover a biodiversidade, proteger a nossa paisagem, a água e os solos.

Adquira um kit “Vale uma Árvore” nos CTT e faça parte desta campanha que vai mudar a paisagem portuguesa. Ofereça uma árvore a si, aos amigos, família e à Natureza!
Obtenha mais informação em http://umaarvorepelafloresta.quercus.pt/

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Hotel para insetos




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No meu jardim, se não faltam refúgios para a vida selvagem no geral, também não faltam para os insetos em particular. 
A servir de hotel, os insetos têm à disposição as fissuras do meu muro de pedra artesanal. Podem ainda optar pelo monte de lenha ou pelo amontoado de pedras que possuo num dos cantos do jardim. Como existem insetos com costumes estranhos, os aquáticos podem ainda usufruir gratuitamente do lago. 
À dormida acrescento boa comida, não sendo difícil assistir a grandes banquetes perto do meu jardim de aromáticas. Apesar da crise que atravessamos, têm sido muitas as solicitações. Agora que o outono se aproxima, com um garrafão-hotel, à prova de intempérie, decidi aumentar a oferta, no que aos alojamentos respeita – bastou-me cinco minutos do dia de hoje, o dito garrafão, uma caixa de cartão e umas canas partidas, restos da minha horta. 
Os insetos retribuem, polonizando as plantas da minha horta ou as árvores do meu pomar. Outros, verdadeiros sentinelas, controlam as pragas. E eu, coca-bichinhos, a vê-los passar… 
Rafael Carvalho / set2014

sábado, 30 de agosto de 2014

Semillas Silvestres

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Recursos Vegetales Ibéricos para la Conservación de la Diversidad
"Semillas Silvestres, S.L. con más de veinte años de experiencia en la producción de semillas autóctonas ibéricas es la empresa española de referencia en el sector. Especializados en la recolección de semillas de poblaciones silvestres de toda la Península Ibérica, suministra y asesora en la elaboración de mezclas de semillas para restauración, ecojardinería, paisajismo y la recuperación de biodiversidad en cultivos agrícolas."
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Aceda diretamente ao catálogo 2013/14 clicando aqui.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Sobreiros com cortiça, cortiça mesmo...


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Sobreiros com cortiça, cortiça mesmo...
Todos os sobreiros são revestidos a cortiça. O título deste post, não passa pois de um jogo de palavras.
Acontece que dado o valor desta matéria prima, quase todos os sobreiros são periodicamente descortiçados. Encontrar um sobreiro vestido a rigor é pois caso raro. O sobreiro da imagem encontrei-o ontem no Parque da Lavandeira - VNGaia.
Rafael Carvalho / ago2014

domingo, 24 de agosto de 2014

Manual de Boas Práticas para a Biodiversidade Agricola



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Fruto de uma parceria entre a LPN - Liga Para a Proteção da Natureza e a CAP - Confederação de Agricultores de Portugal e financiado pelo Programa para a Rede Rural Nacional, este manual editado em Julho de 2013 pretende contribuir para a disseminação de medidas concretas de promoção da biodiversidade em meio agrícola.

Descarregue o documento (2,09 Mb) clicando aqui.

domingo, 17 de agosto de 2014

Rã-verde com a boca na botija



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São várias as rãs presentes no meu charco.
Quanto à rã da imagem, tem uma estratégia de emboscada curiosa – acoita-se entre as pétalas dos nenúfares, saltando-lhe a mola à passagem dos insetos. Na primeira imagem está a rã de estômago vazio. Na última imagem já está de papo cheio. É tão rápida que embora configure a máquina para disparos múltiplos, ainda não consegui fotografar a etapa intermédia, ou seja a rã com a boca na botija.
Rafael Carvalho / ago2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Murta (Myrtus communis)



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Mais frequente no Centro e Sul do país, foi com algum espanto que há alguns anos verifiquei a existência da murta mais a Norte. Não é difícil encontrá-la no vale do Douro, de Gaia a Castelo de Paiva, zona onde verifiquei a existência de vários núcleos deste arbusto. No que ao Douro respeita, parece que a murta penetra ainda mais para o interior, sendo validada a sua presença na minha região de residência (Armamar), pelo portal Flora On, sem que contudo nunca tivesse tido eu a felicidade de lhe pôr os olhos em cima (excluo evidentemente os pés de murta do meu jardim).
Aromática, a murta do meu jardim alegra-me o espaço. Gosto das suas flores e das suas bagas tintas.

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Nome vulgar: murta; mirta; mirto; murta-ordinária; murteira; murtinho, gorreiro, mata-pulgas.
Família botânica: Myrtaceae
Nome científico: Myrtus communis.
Distribuição Geral: Região Mediterrânica, Macaronésia, Próximo Oriente, Centro Asiático.
Distribuição em Portugal: dispersa praticamente por todo o território continental, com especial intensidade no Centro e Sul do país.
Habitat: Matos e matagais xerofíticos, em orlas ou sob coberto de bosques e povoamentos florestais abertos. Por vezes ripícola.
Floração: junho a outubro.
Características:
Arbusto perenifólio muito ramificado que pode atingir 5 m de altura. Possui folhas ovado-lanceoladas muito aromáticas, opostas, levemente coriáceas e lustrosas na página superior. Também aromáticas são as suas flores brancas, solitárias, axilares e pedunculadas, com imensos estames. Comestíveis, os seus frutos são bagas ovoides ou subglobosas, coroados, negros ou azuis escuros. A essência de murta é ingrediente de muitos perfumes e cosméticos. É ainda frequentemente usada como condimento. Tem valor medicinal. Rica em taninos a murta é usada na indústria dos curtumes.
Muito ornamental é já há muito usada em jardins, preferencialmente em sebes ou em grupos arbustivos. A sua presença fomenta a biodiversidade - os insetos deliciam-se com o néctar das suas flores; as suas bagas alimentam a passarada. Propaga-se por semente no inverno, por estacas semi-lenhificadas em junho / julho ou por estacas lenhificadas do crescimento desse ano, em novembro. Também se propaga por mergulhia.
Rafael Carvalho / ago2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Autóctones na Cova de Iria, pois claro!


azinheira

Dez de agosto de 2014, ontem mesmo, fui a Fátima com a família.
Por lá contava encontrar azinheiras – omnipresentes, lá estavam elas. O que não contava é que as espécies usadas nos jardins do santuário fossem quase exclusivamente autóctones.
Azinheiras (muitas, não tivessem as azinheiras sido uma peça chave nas aparições), loureiros, padreiros, zambujeiros, pereiras-bravas, freixos, pilriteiros, folhados, medronheiros, sobreiros, lódãos, aroeiras, buchos, pinheiros-mansos, ulmeiros, carvalho-português. Curiosamente, no seio delas, encontrava-se o cedro do Buçaco (Cupressus lusitanica), uma exótica com nome luso.
Jardim autóctone na Cova de Iria, confesso que desconhecia.
Rafael Carvalho / ago2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Girassóis


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Em qualquer horta ou em qualquer jardim, autóctone ou não, fica sempre bem um girassol.
O girassol não consola só a nossa vista! As suas sementes também sossegam o estômago da passarada!...
Rafael Carvalho / ago2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Medronhos negros

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Diversidade é o meu lema. Esta máxima também se aplica na minha horta.
Para semear no próximo ano, já tenho sementes de tomates negros da Crimeia. Negros também estão alguns dos meus medronhos. Será contagio?
Rafael Carvalho / ago2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Autóctones na bagagem

Armeria welwitschii
Após alguns dias de descanso em São Pedro de Moel, regresso a casa.
Não trago só saudades. Na bagagem transporto comigo algumas plantas autóctones portuguesas, a adicionar à na minha coleção - Armeria welwitschii; sanguinho-das-sebes (Rhamnus alaternos); funcho-marítimo (Crithmum maritimum); narciso-das-areias (Pancratium maritimum); doce-amarga (Solanum dulcamara); Carex pendula.
Sendo a Armeria welwitschii, o narciso-das-areias e o funcho-marítimo exclusivos do litoral, sinto alguma curiosidade sobre a forma como se adaptarão às terras do interior.
A Carex pendula e a doce-amarga também existem nos cursos de água da minha região - trouxe-os por uma questão de oportunidade.
Não sendo esta a época a mais apropriada para o transplante, não lhes faltarei com água.
Rafael Carvalho / ago2014

domingo, 27 de julho de 2014

Turbit-da-terra / recolha de sementes

Relativamente às herbáceas, o verão é a estação mais propícia à recolha de sementes.
Do turbit (Thapsia villosa) da imagem, recolhi este ano sementes para serem semeadas no próximo inverno. No ano passado, sem qualquer preocupação acrescida, limitei-me a lançar as sementes à terra – nada nasceu. Este ano farei diferente – vou semeá-las em cuvetes para posterior transplante.
Rafael Carvalho / jul2014

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Madressilva, do meu jardim




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Sinto carinho por todas as plantas do meu jardim. Existem contudo algumas que pelo seu historial ou pela sua beleza têm da minha parte uma atenção especial. A madressilva (Lonicera etrusca) da imagem, é uma delas.
Multicolorida, a sua floração é de uma formosura estonteante. O odor adocicado que liberta, embebeda-me a mim e aos insetos que nas suas flores chafurdam.
Quem passa na rua, gaba-me a madressilva. Quando me perguntam onde podem comprar uma igual, aponto-lhes com o dedo (indicador) para o monte, “viveiro” que forneceu a esmagadora maioria das plantas do meu jardim. Julgam-me doido, não acreditam! Como poderia o agreste monte parir tal preciosidade?!
Rafael Carvalho / jul2014

domingo, 20 de julho de 2014

Luta pela sobrevivência, no meu jardim!...





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Com um enredo digno de um documentário BBC - Vida Selvagem, a toda a hora se trava uma luta pela sobrevivência, no meu jardim. E eu a observar…
Joaninhas, comendo pulgões pastoreados por formigas…
Melros revolvendo os meus ricos canteiros à procura de invertebrados…
Sardões e sardaniscas acoitados entre os melíferos rosmaninhos, emboscando insetos…
Desta feita a vítima foi uma das minhas muitas roseiras-bravas. Fizeram dela banquete as curiosas lagartas da imagem. Se alguém as conseguir identificar, agradeço a gentileza.
Confesso que estas lagartas me deixaram intrigado, como intrigados ficarão os possíveis predadores, técnica de despiste também utilizada por outros animais.
Em que extremidade fica a cauda? Então e a boca?! Procure-se, afinal a resposta não é assim tão difícil.
Entre tanta pinta, onde estão as patas?! Vá, não desista!
E o que dizer da pose de contorcionista?!
Após tanta interrogação seguida de exclamação, perdeu o apetite o predador.
Rafael Carvalho / jul2014

domingo, 13 de julho de 2014

Secador de aromáticas

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Suspenso no teto do telheiro, no inverno o meu estendal enxuga-me a roupa. No verão seca-me as aromáticas.
Entre aromáticas, condimentares e medicinais conto mais de quatro dezenas.
Rafael Carvalho / jul2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Nem só de autóctones, vive o meu jardim


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Flora e fauna autóctones; Jardinagem sustentável; XeroJardinagem; Jardim Natural; Jardim autóctone; Jardim Nativo... São estas as palavras chave que descrevem o meu blogue, visíveis mais acima no seu título.
A flora autóctone produz jardins sustentáveis pela menor necessidade de mão de obra. A flora autóctone dispensa ainda o uso de pesticidas, herbicidas e fertilizantes.
Quanto à água, à flora autóctone basta-lhe a da chuva. É aqui que entra o conceito de xerojardinagem - jardins onde é feito o uso racional da água de rega, evitando o desperdício a todo o momento.
Para além das plantas autóctones, outras existem que apesar de exóticas encaixam perfeitamente nos conceitos de sustentabilidade e de baixa exigência hídrica. O agapanto (Agapanthus africanus) é uma delas. As suas exigências são de tal forma modestas que já vi agapantos nascidos em telhados, locais fortemente batidos pelo sol, pelo frio, pelo calor e pelo vento, onde não se espera encontrar solo ou água.
Agapanto, uma exótica bem-vinda no meu jardim.
Rafael Carvalho / jul2014