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Embora a uma velocidade inferior à inicial, a minha coleção de autóctones continua a crescer.
Em Armamar, onde habito, são poucos os locais onde o piorno (Retama sphaerocarpa) é visível. Conheço aqui alguns exemplares junto ao rio Douro, em local apenas acessível de barco.
No fim-de-semana passado estive em Vila Nova de Foz Côa, onde esta espécie vegetal está bem implantada. Aproveitei para de lá trazer umas sementes – os exemplares daí resultantes irão enriquecer a minha coleção de autóctones.
Acho bastante curiosos os frutos esféricos do piorno – encerram no seu interior uma única semente que, quando madura, se encontra solta no seu interior. Cada fruto funciona como um pequeno guizo. Um ramo de piorno ao ser abanado, emite um conjunto de sons que me lembram o chocalhar de uma cobra-cascavel.
Rafael Carvalho / set2014


