sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sebe biodiversa, a do meu jardim…



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Lodão, freixo, giesta amarela, azinheira, sargacinha, roseira-brava, medronheiro, zelha, giesta branca, rosmaninho, …
São várias as espécies autóctones presentes na sebe que limita o meu jardim. A imagem ilustra apenas alguns metros dos cento e muitos que a sebe tem.
São dez as espécies existentes na fotografia, das várias dezenas que a sebe possui em todo o seu comprimento.
Quanto ao marmeleiro, é evidentemente uma exótica. Na presença de tão ilustres companheiros, regozija-se presenteando-me com sadios e bons marmelos.
Biodiversa, a sebe do meu jardim consola-me a vista. Com alimento e abrigo à disposição, a bicharada prolifera – saltam coelhos, cantam os pássaros, zumbem os insetos. De vez em quando avisto um ou outro anfíbio; os répteis também são convidados.
Rafael Carvalho / out2014

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Ralos abrunhos-bravos, no meu jardim...

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Longe do fulgor doutros outonos, os meus abrunheiros-bravos este ano pouco brilham. Por serem ralos os seus frutos, perde-se o esplendor do conjunto.
Considerados os frutos individualmente, não vejo diferença. Continuam belos os meus abrunhos-bravos!
Rafael Carvalho / out2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Chicória (Cichorium intybus)




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Planta ruderal, comum nas bermas das nossas estradas, a chicória foi das primeiras plantas a criarem em mim o sentimento de fascínio.
No final do verão, antes de entrar no período de dormência, a chicória presenteia-nos com a sua bela floração. A ramagem desengonçada e desinteressante que sustenta as suas flores, contribui para enfatizar a sua beleza.
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Nome vulgar: almeirão; Chicória-amarga; chicória-do-café.
Família botânica: Asteraceae.
Nome científico: Cichorium intybus.
Distribuição Geral: região mediterrânica, grande parte da Europa.
Distribuição em Portugal: frequente em todo o país, com especial intensidade no Centro Litoral.
Habitat: Espécie ruderal presente em terrenos baldios, bermas de caminhos e campos agrícolas cultivados ou incultos..
Floração: junho a setembro.
Características:
Erva bianual ou perene, a chicória é utilizada na alimentação e como planta medicinal. A sua altura pode atingir os 120 cm. Muito ramosa possui, ao nível da base, folhas lanceoladas de bordos sinuosos distribuídas em roseta. As flores, reunidas em inflorescências, são intensamente azuis. As flores surgem nos caules praticamente despidos de folhas. As flores fecham ao final do dia. A chicória produz frutos secos com uma só semente. A sua raiz é um tubérculo que depois de moído e torrado é utilizado na produção de substitutos do café.
As flores da chicória são muito ornamentais, não sendo de descorar o seu possível uso em jardinagem. As suas flores atraem vários tipos de insetos.
Rafael Carvalho / out2014

sábado, 11 de outubro de 2014

Chegaram os gaios, ao meu jardim…

A imagem do gaio foi obtida aqui.

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Animais existem que facilmente associamos ao seu petisco preferido: o melro à minhoca, o papa-figos ao figo, o esquilo à avelã, …
Quanto ao gaio, motivo deste post, é louco por bolotas. Esquivo, ainda não lhe consegui capturar fotograficamente o semblante - pedi emprestada a sua imagem.
Passam meses que na minha região não vejo um gaio. Alegro-me agora pelo facto de possuir alguns carvalhos. Com as bolotas maduras é vê-los aparecer.
Segundo parece o gaio é um autêntico jardineiro da floresta. Enterra as bolotas nesta altura, para depois as comer durante o inverno. Acontece que não se lembra do paradeiro de todas, pelo que algumas germinarão, dando origem a novos carvalhos.
Rafael Carvalho / out2014

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Comedouro para aves…


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Há uns tempos atrás, expliquei aqui como construí um dos meus comedouros da passarada. Hoje mostro o resultado.
As aves são desconfiadas por natureza. A desconfiança está-lhes inscrita nos genes, o que contribui para a sua sobrevivência. Após ter construído o comedouro, passaram muitas semanas até que a passarada desse a primeira debicadela. A chegada do inverno, com a escassez de alimento que lhe está associada, deu na altura uma ajuda.
Relativamente à ementa, está dependente das minhas sobras – pão rijo desfeito, arroz cozido, … Quando não existem sobras, não me preocupo, a passarada que se desenrasque. Uns dias sem comida também são bons, para obrigar a bicharada a trabalhar.
Clientes agora não faltam! Ganham eles e ganho eu que da janela da minha cozinha aprecio a sua presença.
Rafael Carvalho / out2014

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Castanheiro de Beira Valente – Mta da Beira




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A discussão em torno da origem das plantas, nem sempre é pacífica.
Algumas plantas, como o pinheiro manso, são consensualmente designadas de autóctones. Já o pinheiro bravo e o pinheiro-silvestre geram alguma controvérsia. Há quem defenda que o pinheiro bravo seja autóctone, embora a escala da sua atual implantação seja coisa recente. No Gerês existem alguns núcleos de pinheiro-silvestre, atualmente considerados como sendo autóctones.
O choupo-branco é por alguns considerado nativo, enquanto outros o designam como sendo uma espécie exótica invasora.
Já a videira, há muito é considerada como tendo sido introduzida pelos romanos. Porém, aqui no Douro, em escavações arqueológicas foram encontradas grainhas de videira com 10.000 anos, muito anteriores à romanização!
Considera-se a região da Anatólia – Turquia, como sendo o berço do castanheiro, introduzido na Península Ibérica no I milénio a.C.. No entanto, na Serra da Estrela, foram encontrados em turfeiras pólenes de castanheiro, com 8.000 anos.
Muito mais exemplos de controvérsia biogeográfica poderiam aqui ser dados.
Indiferente a toda esta controvérsia, está o Castanheiro de Beira-Valente, o magnífico exemplar multicentenário da imagem. O seu tronco possui 13,30 metros de perímetro à altura do peito.
Como trabalho da disciplina de Educação Visual, o meu filho foi incumbido de registar fotograficamente, durante o presente ano letivo, o pulsar das estações em torno de uma árvore à sua escolha. Optou pelo Castanheiro de Beira Valente – gabo-lhe a escolha. Com a devida autorização do autor, pretendo aqui mostrar o trabalho final.
Rafael Carvalho / out2014