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domingo, 5 de maio de 2013

Vinca-maior (Vinca major)


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Tive o meu primeiro contacto com a vinca ainda em miúdo. Em casa dos meus avós, sobre um amontoado de pedras, a vinca era rainha e senhora. De roxo tingida, surpreendia-me na altura a intensa cor das suas flores.
Uma vez no Alto-Douro, com o meu jardim a ser construído, a vinca não poderia ficar de fora.
Com o intuito de atapetar uma área semi-sombreada, com origem nas margens do Douro transplantei umas dezenas de pés de vinca para o meu jardim.
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Nome vulgar: congonha; congoça; congossa-maior; congossa; congoxa; pervinca; pervinca-maior; vinca-maior.
Família botânica: Apocynaceae.
Nome científico: Vinca major.
Distribuição Geral: Sudoeste e Sudeste da Europa.
Distribuição em Portugal: principalmente no Norte e Centro.
Habitat: matos; ornamental; ripícola; sebes; valados; lugares húmidos e sombrios; margens dos campos.
Floração: março a junho.

Características:
A vinca é uma planta herbácea e perene, de ramagem rastejante. Possui caules longos através dos quais a planta se espalha formando raízes nos pontos em que eles tocam no solo, podendo por isso tornar-se invasiva.

Apresenta folhas brilhantes ovaladas ou cordiformes, coriáceas e opostas. Existem cultivares possuindo folhas com as margens matizadas de creme. Quando observadas à lupa, as folhas possuem cílios bastante evidentes em toda a margem, o que permite facilmente distinguir a Vinca major da Vinca difformis ou mesmo da Vinca minor.
As flores possuem cinco pétalas, são solitárias, axilares, de coloração roxo-azulada com o centro branco. 
A vinca forma rapidamente tapetes densos em áreas semi-sombreadas. Não tolera o calor intenso nem o pisoteio. 
Apresenta baixa necessidade de manutenção - apenas uma poda drástica uma vez por ano para a renovação da folhagem. Multiplica-se por sementes, estaca ou divisão da ramagem enraizada.
Rafael Carvalho / mai2013

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vincas à vista, no meu jardim …


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Os muros de pedra fazem parte da nossa paisagem cultural, são suporte de vida e também os tenho no meu jardim. Porém, um dos extremos da minha propriedade contacta diretamente com o caminho público. A separação entre público e privado é, nesta menos soalheira parte do jardim, apenas feita por uma linha de disciplinados mecos de madeira. A opção de cobertura do solo passou pela nossa autóctone vinca (Vinca major), ainda em fase de implantação.
 
A plantação foi precedida por uma experiência bem-sucedida, efetuada um ano antes. É dessa experiência a imagem da segunda fotografia. Usando um compasso de 75 cm, lançando estolhos em todas as direções, as inicialmente débeis vincas cobriram totalmente o solo.
Tolerando bem a sombra, as vincas revelam-se excelentes plantas de cobertura. Não deixando nem espaço nem luz para as ervas daninhas, poupa o jardineiro na manutenção. Diz quem percebe do assunto que periodicamente os tapetes de vinca devem ser rossados, para assim serem rejuvenescidos.
Como a esmagadora maioria das plantas do meu jardim, adquiri a custo zero as minhas vincas no viveiro da berma da estrada. Na marginal do Douro entre a Régua e o Pinhão, bastou-me uma paragem de ½ hora. Com grande poder colonizador, o meu estrago não passou de um arranhão, entretanto já reposto. Agora no meu jardim, as vincas têm oportunidade de gerar novas colónias, dispersando as suas sementes pela região.
Rafael Carvalho / out2012