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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Ralos abrunhos-bravos, no meu jardim...

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Longe do fulgor doutros outonos, os meus abrunheiros-bravos este ano pouco brilham. Por serem ralos os seus frutos, perde-se o esplendor do conjunto.
Considerados os frutos individualmente, não vejo diferença. Continuam belos os meus abrunhos-bravos!
Rafael Carvalho / out2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A sebe do meu jardim (VI)


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Como por aqui já várias vezes referi, o meu jardim é rodeado por uma sebe formada quase exclusivamente por plantas autóctones.
Biodiversa, qualquer que seja a altura do ano possui sempre um motivo de interesse.
As fotografias retratam um troço da sebe ainda não explorado. Alecrim, giesta-branca, azinheira, tojo-arnal, abrunheiro-bravo, urze-branca e queiró, à diversidade cromática corresponde diversidade específica.
Rafael Carvalho / abr2014

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Abrunheiro-bravo, do meu jardim...


 
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Após os medronhos da minha última mensagem, seguem-se os abrunhos-bravos.
No ano passado eram às centenas, se não mesmo aos milhares, os abrunhos-bravos do meu jardim. Este ano reduziram-se a escassas dezenas. Será da crise? Penso que não! Talvez da geada que se formou na época da floração.
Rafael Carvalho / nov2013

domingo, 7 de abril de 2013

Abrunheiro-bravo / flor e fruto




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É cada vez maior a simpatia que sinto pelo abrunheiro-bravo (Prunus spinosa). A grande quantidade de flores que produz na primavera alegra o meu jardim. Os frutos que no verão lhes sucedem não só encantam a minha vista como, pelo inverno adentro, aliviam o estômago da passarada. 
Curioso é o facto das flores do abrunheiro conviverem com os frutos (já secos) do ano anterior, prodígio raro entre as plantas da nossa flora. 
Habituado às agruras do monte, o abrunheiro-bravo dispensa qualquer tipo de mimo no Jardim. Para quando o seu uso generalizado em projetos de arquitetura paisagista?
Rafael Carvalho / abr2012

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Pilriteiro, abrunho-bravo – sementes a caminho



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Na sequência de um post anterior, uma leitora deste blogue pediu-me algumas sementes de pilriteiro e de abrunheiro bravo, espécies da nossa flora autóctone.
A forma mais económica de fazer seguir a “encomenda” é por via postal. Evidentemente que quanto menor for o volume, menor será a despesa a cobrar. Enviar pilritos e abrunhos num envelope significaria mais volume e sumo na certa!
Por forma a separar as sementes, espremi os frutos entre as palmas das mãos. Casca, polpa e semente … à amalgama assim obtida juntei água. Passei a mistura por um crivo de malha larga, suficientemente apertado contudo para reter as sementes. O processo foi repetido diversas vezes até não restarem vestígios de polpa e casca.
As sementes foram depois secas ao sol. A encomenda já vai a caminho.
Rafael Carvalho / jan2013



domingo, 30 de dezembro de 2012

Ora bolas!


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Não existem árvores de Natal sem bolas, e quanto mais diversas melhor!
Os abrunheiros-bravos (Prunos spinosa) do meu jardim, todos os anos me presenteiam na quadra natalícia com os seus esféricos abrunhos.
Monocromáticos, de anil tingidos, os abrunhos diferem no seu tamanho. Não encontro dois iguais.
O facto deste arbusto nesta altura não possuir folhas, focaliza-nos a atenção nos seus frutos. A par com os
meus pilriteiros, os meus abrunheiros-bravos são pois os meus arbustos de Natal.
Rafael Carvalho / dez 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Abrunheiro-bravo (Prunus spinosa)




 
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Uma vez perguntaram-me que arbusto plantaria num jardim, se lá só pudesse colocar um único pé. A minha resposta foi perentória elegendo o abrunheiro-bravo.
Desconhecido da maioria, considero o abrunheiro-bravo como o mais ornamental dos nossos arbustos autóctones. Após o inverno em que permanece adormecido (o guerreiro também merece descansar), mal chega a primavera explode cobrindo-se generosamente de flores. Como noutras espécies de Prunus, a floração no abrunheiro-bravo ocorre antes de despontarem as folhas, não existindo no arbusto qualquer outro elemento que nos desvie o olhar. Igual encanto por esta planta e pelas suas flores têm os insetos polinizadores – abelhas, besouros, … À medida que a estação avança vão surgindo os abrunhos, primeiro verdes, azulados depois de já instalado o verão. A sedução é tanta que ao jeito de Adão e Eva somos tentados a trincar o fruto proibido – grande asneira, o teor de taninos neste fruto é muito elevado, fica-nos perra a boca. Após a queda das folhas, já em pleno outono, lá ficam dependurados os profusos abrunhos. Serão comidos pela passarada após as primeiras geadas.
Ainda em miúdo, tive o meu primeiro contacto com o abrunheiro-bravo na Serra da Boa Viagem, concelho da Figueira da Foz. Coca-bichinhos, já na altura gostava de me embrenhar em plena natureza.
No Douro, onde agora habito, o abrunheiro-bravo é relativamente abundante. E lá o tenho eu no meu jardim, onde foram aliás obtidas as imagens que ora apresento.
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Nome vulgar: abrunheiro; abrunheiro-bravo.
Família botânica: Rosaceae.
Nome científico: Prunus spinosa.

Distribuição Geral: grande parte da Europa, Oeste da Sibéria, Cáucaso, Sudoeste da Ásia e Noroeste de África.
Distribuição em Portugal: Centro e Nordeste.
Habitat: ruderal, sendo comum em sebes, margens dos campos e caminhos.
Floração: março – maio
Características:Arbusto caducifólio espinhoso e intrincado que atinge de 1 a 2,5 m. Os seus ramos com ritidoma escuro inserem-se no eixo segundo um ângulo muito aberto, próximo muitas vezes dos 90º. Possui folhas simples, alternas, verde-escuras, pequenas, obovado-lanceoladas, com a margem finamente serrada. As folhas são revestidas por uma penugem fina e macia. Quando floresce produz imensas flores, pequenas, solitárias ou geminadas. A corola possui 5 pétalas brancas ou raramente rosadas, sem pelos. Os seus pequenos frutos globosos de cor azul-escura são carnudos, com uma única semente, incluída num só caroço lenhoso, envolvido por uma pele fina.
Pela beleza das suas flores e frutos, possui um grande potencial ornamental. Resistente à seca e ao frio, na extrema dos terrenos e junto a muros forma sebes naturais defensivas. O abrunheiro é um arbusto bastante interessante para a fauna: insetos, aves e pequenos mamíferos alimentam-se do seu pólen, das suas folhas e dos seus frutos; oferece também uma excelente proteção dos ninhos contra predadores.
Prospera em quase todo tipo de solo, embora prefira solos calcários e argilosos. Propaga-se por semente, por mergulhia ou por rebentões de raiz.
Rafael Carvalho / set2012