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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Loendro - o arbusto das autoestradas


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Nascido e criado em Aveiro, a uma escassa dezena de quilómetros da A1, durante muitos anos o loendro para mim não passou do arbusto das autoestradas.

Esta planta ornamenta a faixa central da dita artéria, talvez o maior jardim do país! Sem qualquer mimo e com muita poluição à mistura, sem qualquer rega para além daquela que o céu providencia, é vê-lo florir.

Já era rapaz graúdo quando me apercebi tratar-se de um arbusto autóctone. Mais tarde, numa incursão ao sul, verifiquei ser aí frequente, marginando cursos de água no Alentejo e Algarve, onde por vezes é a espécie dominante. No sul também é conhecido por cevadilha ou loureiro-rosa.

Pertencente a uma família botânica distinta, no Norte do país, na região do Caramulo, também por Loendro é conhecida a espécie Rhododendron ponticum, o que muitas vezes causa alguma confusão.

Agora que possuo um jardim, o loendro não poderia faltar. Acontece que todos os pés de loendro que possuo se encontram à sombra - comprovei uma vez mais a versatilidade desta planta que vegeta bem independentemente da exposição solar. As imagens fazem prova disso mesmo.

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Nome vulgar: adelfa; cevadilha; espirradeira; loendro, loureiro-rosa
Família botânica: Apocynaceae.
Nome científico: Nerium oleander.
Distribuição Geral: Região Mediterrânica.
Distribuição em Portugal: Sul do território nacional.
Habitat: ripícola, sobrevivendo mesmo em leitos cascalhentos de cursos de água de regime torrencial.
Floração: de maio a setembro.
Características:
Arbusto multicaule perenifólio ou pequena árvore, de copa arredondada, que pode atingir 4 ou 5 metros de altura. Possui folhas coriáceas, lanceolado-lineares, sem pelos, verde-escuro na página superior e verde-claro na página inferior. As flores possuem corolas grandes, cor-de-rosa, às vezes brancas, reunidas em corimbos terminais. O fruto é um folículo.
Muito ornamental e pouco exigente, indiferente ao tipo de solo fica bem em qualquer jardim. Tolera a seca, o frio e os locais expostos, não sendo afetado pelos ventos marítimos. Existem muitos cultivares, com flores de cores diversas (rosa, branco, vermelho, creme, escarlate, salmão, amarelo, alaranjado …),com pétalas simples ou debruadas. É há muito usado em jardinagem. A planta é muito tóxica. Propaga-se facilmente por semente ou recorrendo a estacas enraizadas em água.
Rafael Carvalho / fev2015

domingo, 27 de outubro de 2013

Loendro na despedida…



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Expondo as últimas flores deste ano, os meus loendros (Nerium oleander) ainda dão ar da sua graça.
Espécie ripícola, no Sul do país é fácil encontrar o loendro a marginar linhas de água.
Aqui no Norte não ocorre naturalmente. Curiosamente também aqui forma linhas serpenteantes,… no separador central da autoestrada.
A troco de nada, a sua longa floração alegra qualquer espaço, motivo pelo qual é amplamente usado em jardinagem.
Rafael Carvalho / out2013

sábado, 25 de maio de 2013

Rododendro (Rhododendron ponticum baeticum)







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Com o seu aspeto exótico, o rododendro, enquanto espécie nativa, foi para mim uma descoberta relativamente recente.
Já há muito tinha ouvido falar da Reserva Botânica do Cambarinho, em Vouzela. Foi porém apenas em 2008 que a visitei pela primeira vez. Em Cambarinho, localiza-se um dos três únicos núcleos onde na Europa o Rhododendron ponticum é considerado autóctone – Caramulo e Serra de Monchique em Portugal; Cadiz no Sul de Espanha. O Rhododendron ponticum também existe na Ásia Menor, embora aí com uma subespécie diferente.
O nome comum pelo qual o Rododendro é conhecido em Vouzela é loendro, termo que é gerador de alguma confusão. Loendro é, no restante território nacional, o nome popular pelo qual é designada a espécie Nerum oleander, muito mais abundante.
A subespécie ibérica do Rhododendron ponticum é considerada vulnerável na sua área de origem e nós temos a responsabilidade de contribuir para a sua preservação. Curiosamente o Rhododendron ponticum foi introduzido noutros países europeus onde encontrou condições climáticas satisfatórias a pontos de se tornar invasor. Na Irlanda, Inglaterra, norte de França e na Bélgica existem campanhas de erradicação deste rododendro que é acusado de contribuir para diminuição das biodiversidades locais.
O rododendro é em Portugal uma relíquia do Terciário, época em que a floresta Laurissilva cobria parte da Europa. Partilha este estatuto com o azereiro, a hera, o folhado, o azevinho, o loureiro, o buxo e o medronheiro. Em Cambarinho os rododendros distribuem-se ao longo das linhas de água. Mostram-se especialmente exuberantes quando constituem o sub-bosque dos carvalhais, zonas bastante húmidas povoadas de fetos e musgos.
Com a sua vistosa floração de lilás tingida, o Rhododendron ponticum não poderia faltar no meu jardim. São aliás do meu jardim as três últimas fotografias; as restantes resultaram das minhas incursões à Reserva Botânica do Cambarinho.
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Nome vulgar: Rododendro; redondouro; loendro; loendreira, adelfeira.
Família botânica: Ericaceae.
Nome científico: Rhododendron ponticum.
Distribuição Geral: Península Ibérica (Rhododendron ponticum baeticum) e Ásia Menor (Rhododendron ponticum ponticum).
Distribuição em Portugal: Serra do Caramulo e Monchique.
Habitat: Leitos e margens de cursos de água. Também no sub-bosque de bosques caducifólios. Em locais montanhosos, sombrios e húmidos, sobre substratos ácidos.
Floração: abril a junho.
Características:
Arbusto perenifólio que pode atingir os 4 metros de altura. Possui ritidoma primeiro liso, tornando-se com o tempo ligeira e longitudinalmente gretado, de cor castanho-acinzentado ou algo avermelhado; os ramos jovens são verdes. As suas grandes folhas, glabras, podem atingir os 14 cm de comprimento. São alternas de margens inteiras, algo coriáceas, oblongo-lanceoladas, lustrosas na página superior, de um verde menos intenso na página inferior. As flores reunidas em corimbos multifloros de grande dimensão são lilases. O fruto é uma cápsula com 5 válvulas que atinge maturidade no Outono, altura em que liberta numerosas sementes com cerca de 1-1,5 mm de comprimento.
O Rododendro é muito ornamental, havendo grande tradição no seu uso em jardins do Norte do país. Raro contudo será encontrar um jardineiro que o reconheça como planta autóctone. No jardim exige solos ácidos e frescos. É uma planta de meia-sombra mas tolera bem a plena-luz. Resiste ao frio. Propaga-se por semente, por estaca ou por mergulhia, também rebenta pela touça. Floresce a partir dos 10-12 anos. Vive para além dos 50 anos.
Rafael Carvalho / mai2013